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quarta-feira, 16 de setembro de 2026
encontro dos movimentos
segunda-feira, 24 de agosto de 2026
"Segurança pública não é polícia, é dignidade": Em discurso forte na ALESP, sociólogo do Hip-Hop denuncia dados do genocídio negro no Brasil
"Segurança pública não é polícia, é dignidade": Em discurso forte na ALESP, sociólogo do Hip-Hop denuncia dados do genocídio negro no Brasil Durante debate promovido pelo Fórum H2O, Nando Comunista expõe estatísticas de letalidade juvenil, critica a redução da maioridade penal e exige o cumprimento integral do ECA. SÃO PAULO — Em um pronunciamento de alto impacto no Fórum H2O, realizado na Assembleia Legislativa de São Paulo (ALESP), o sociólogo, professor da rede pública e integrante do coletivo Força Ativa, Nando Comunista, apresentou uma crítica profunda à estrutura atual da segurança pública brasileira. Para o palestrante, o modelo focado no armamento e no policiamento ostensivo atua como mecanismo de controle populacional, e não como garantidor de direitos fundamentais. "Falar de segurança pública não é falar de Polícia Militar. É pensar como está a dignidade humana da nossa população, da classe trabalhadora, das pessoas pretas e periféricas. Força policial, na prática do Estado, serve como controle social para defender patrimônio" [04:38], afirmou o sociólogo. Números da violência e desproteção social Com base em dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e estudos apresentados em órgãos como a UNIFESP, a exposição destacou a vulnerabilidade extrema de crianças e adolescentes no país: Desigualdade Racial: Entre os adolescentes de 15 a 19 anos mortos por violência intencional no país, 82,9% são meninos negros . Disparidade por Habitantes: A taxa de homicídios de adolescentes pretos chega a 18,2 por 100 mil habitantes, enquanto a de adolescentes brancos é de 4,1. Exploração Sexual e Redes Digitais: O levantamento indicou mais de 164 mil casos de estupro de vulneráveis. Nando apontou a omissão do Estado e a cumplicidade de grandes empresas de tecnologia (Big Techs), que lucram e monetizam em cima de redes de pedofilia no ambiente virtual ]. Violência de Estado: Mais de 4 mil crianças e adolescentes foram mortos por ações policiais [ Prioridades orçamentárias sob questionamento Nando também criticou as propostas legislativas que avançam no Congresso Nacional para a redução da maioridade penal, classificando-as como um retrocesso frente à doutrina de proteção integral garantida pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e pelo artigo 227 da Constituição Federal. O palestrante destacou a discrepância de investimentos no Estado de São Paulo, onde orçamentos bilionários são destinados às forças de segurança enquanto setores essenciais como cultura, espaços de convivência para jovens e políticas de igualdade racial permanecem desassistidos. O discurso conclui com um apelo para que a sociedade civil e os legisladores reconstruam a política de segurança a partir dos princípios do artigo 3º da Constituição Federal — voltados para o bem comum e a erradicação da marginalização. #SegurançaPública #DireitosHumanos #MovimentoHipHop #CulturaPeriférica #ECA #ConsciênciaNegra #JustiçaSocial #DebateALESP
segunda-feira, 17 de agosto de 2026
Dados da Cultura SP
Fórum Hip Hop MSP relata: a Prefeitura de São Paulo prometeu destinar cerca de R$ 1,23 bilhão à cultura, equivalente a 0,9% de um orçamento de aproximadamente R$ 130 bilhões. Até agosto de 2026, porém, foram gastos R$ 350,9 milhões, valor 15,8% inferior ao registrado no mesmo período de 2025 e correspondente a apenas 28,4% do montante previsto para todo o ano.
Esse cenário revela um possível efeito gargalo na execução das políticas culturais. Enquanto áreas como Urbanismo e Transporte registraram crescimento orçamentário de 24,9% e 24,4%, respectivamente, a cultura enfrenta redução na execução e um possível risco de subexecução do orçamento anual.
Outro ponto de preocupação é o chamado congelamento de recursos, estimado em R$ 131 milhões, que pode atingir especialmente a manutenção de equipamentos culturais, como teatros e bibliotecas, além das políticas de fomento à cultura das periferias. Para o Fórum Hip Hop MSP, a prioridade deveria ser a construção de uma política cultural estruturante, e não apenas a realização de grandes eventos ou o custeio de despesas correntes.
A Secretaria Municipal de Cultura recebeu R$ 169,9 milhões em suplementações, mas a questão central é saber onde esses recursos estão sendo efetivamente aplicados e quais políticas públicas foram beneficiadas. A transparência sobre a origem e o destino dessas suplementações é fundamental para avaliar a qualidade da execução orçamentária.
Há ainda o risco da chamada “armadilha dos restos a pagar”, quando despesas de exercícios anteriores comprometem recursos disponíveis no orçamento atual. Somado à possibilidade de concentração de gastos no final do ano, esse mecanismo pode produzir uma execução acelerada, pouco planejada e distante das prioridades estabelecidas pelas políticas públicas.
O artigo 215 da Constituição Federal estabelece que o Estado deve garantir a todos o pleno exercício dos direitos culturais. Nesse sentido, a execução insuficiente e recorrente do orçamento destinado à cultura merece fiscalização e debate público, especialmente quando recursos destinados à manutenção dos equipamentos e ao fomento cultural periférico permanecem sem execução adequada.
O desafio, portanto, não é apenas quanto a Prefeitura orça, mas quanto efetivamente executa, onde aplica e quais resultados entrega à população. Para o Fórum Hip Hop MSP, cultura não pode ser tratada como despesa residual ou concentrada no fim do exercício. É necessário planejamento, transparência, participação social e investimento contínuo para transformar o orçamento cultural em direito efetivamente acessível a toda a cidade de São Paulo.
sábado, 15 de agosto de 2026
Geógrafa e doutora pela USP Carin Carrer
domingo, 9 de agosto de 2026
Desembargador Alfredo Athié - Diálogo: Há Novas Perspectivas para uma Nova Política de Segurança?
Beat hip hop instrumental trap, boom dap himdi, brasil not voice
sábado, 25 de julho de 2026
Diálogo: Há Novas Perspectivas para uma Nova Política de Segurança?
André Luiz dos Santos
O Brasil vive um paradoxo. Desde a década de 1990, o país ampliou significativamente seu sistema penal, endureceu legislações criminais e expandiu o encarceramento em massa. Nesse período, a população prisional passou de aproximadamente 90 mil para mais de 880 mil pessoas, tornando o Brasil uma das maiores populações carcerárias do mundo. Paralelamente, o país registrou centenas de milhares de homicídios, atingindo seu ápice em 2017, com mais de 65 mil mortes violentas em um único ano. Embora os indicadores tenham apresentado redução recente, a violência letal, a letalidade policial, o crime organizado e as profundas desigualdades sociais continuam impondo enormes desafios à democracia brasileira.
Diante desse cenário, a pergunta que mobiliza este encontro é inevitável: há novas perspectivas para uma política de segurança pública que priorize a proteção da vida, os direitos humanos e a justiça social?
Com o propósito de promover um debate qualificado e plural, a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (ALESP) sediará o encontro "Diálogo: Há Novas Perspectivas para uma Nova Política de Segurança?", reunindo especialistas, pesquisadores, representantes dos movimentos sociais e defensores dos direitos humanos para refletir sobre os limites do atual modelo de segurança pública e apresentar alternativas fundamentadas na Constituição, na ciência e na participação popular.
A mediação será conduzida pelo ativista de direitos humanos Rapper Pirata, reconhecido por sua atuação junto aos movimentos populares e à cultura Hip Hop.
O debate contará com a participação do Desembargador Alfredo Attié, magistrado e jurista com ampla produção sobre democracia, direitos fundamentais e acesso à justiça; da geógrafa e doutoranda da Universidade de São Paulo (USP), Carin Carrer, pesquisadora das dinâmicas territoriais, desigualdades urbanas e políticas públicas; e do sociólogo, doutor e ativista de direitos humanos Djalma Goes, referência nacional na defesa dos direitos humanos, das relações raciais e da participação cidadã.
A iniciativa é promovida pelo Fórum Hip Hop MSP, organização que há décadas atua na construção de políticas públicas para as periferias, utilizando a cultura Hip Hop como instrumento de cidadania, educação e transformação social. O Fórum reafirma, por meio deste encontro, seu compromisso com o fortalecimento do diálogo democrático entre sociedade civil, academia, sistema de justiça e instituições públicas.
Mais do que discutir estatísticas, o evento propõe refletir sobre quais políticas podem reduzir a violência sem abrir mão dos direitos fundamentais, enfrentando as desigualdades estruturais que historicamente afetam as periferias brasileiras.
Porque segurança pública não se constrói apenas com repressão. Constrói-se com democracia, direitos humanos, participação popular e justiça social.
Data:04 de agosto
18h às 22h
Local: Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo – ALESP
Realização: Fórum Hip Hop MSP e ACAT BRASIL
Contato: 11 982162160 (whats)
"Menos violência. Mais direitos. Mais justiça social e democracia."
domingo, 21 de junho de 2026
A Realidade Por Trás da Batida: O Dossiê do Hip Hop em São Paulo (2024-2026)
A Realidade Por Trás da Batida: O Dossiê do Hip Hop em São Paulo (2024-2026)
Análise Técnica: Relatório do Fórum Hip Hop MSP revela falhas estruturais, orçamento invisível e 0% de execução financeira no 1º trimestre de 2026 para os programas da cultura periférica na capital paulista.
Sumário Executivo: O que está acontecendo?
A Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa (SMC) possui quatro pilares oficiais para o Hip Hop: Mês Hip Hop, Território Hip Hop, Casas de Hip Hop e o Núcleo Hip Hop. Mas o que acontece na prática?
Um dado alarmante é que as Casas de Hip Hop sequer existem como rubrica no orçamento. E o Núcleo Hip Hop atua de forma invisível, sem dotação própria, dificultando o rastreamento do dinheiro público. Pior: descobriu-se que a lei citada pelo movimento como base da política (Lei 17.719/2021) é, na verdade, uma lei tributária sobre ISS. Falta marco legal real!
Raio-X dos 4 Programas
Vamos entender como cada programa está (ou não está) funcionando no orçamento municipal:
1. Mês Hip Hop
O mais visível. Em 2025, teve R$ 3,42 milhões previstos na LOA, mas o edital anunciou R$ 3,93 milhões. Divergência sem explicação. Em 2026, segundo petição do Fórum Hip Hop MSP, registrou 0% de pagamento.
2. Território Hip Hop
Programa de formação com polos regionais. Em 2025, teve R$ 1,06 milhão previsto. Chama atenção o fato de divulgar vagas remanescentes pelo Instagram, sem processo seletivo formal, o que fere a isonomia.
3. Casas de Hip Hop
O caso mais crítico. Não há um centavo reservado em nenhum ano analisado (2024-2026). Continua sendo apenas uma reivindicação da sociedade civil. Não passou do papel.
4. Núcleo Hip Hop
É a equipe dentro da prefeitura que cuida dos editais. Mas não tem rubrica orçamentária. Seus custos (pessoal, gestão) estão diluídos na máquina administrativa. Impossível saber quanto custa.
Os Números Não Mentem
Entre 2021 e 2025, a história se repete: o dinheiro é prometido, mas não chega à comunidade. Veja a execução acumulada:
Para colocar em perspectiva: os cerca de R$ 4,48 milhões destinados ao Hip Hop em 2025 representam apenas 0,6% dos cerca de R$ 700 milhões do orçamento total da cultura no município. Uma gota no oceano para um movimento que define a periferia paulistana.
O Choque de 2026: Paralisação Total
Enquanto Fundações, Teatros e grandes eventos (como estruturas no Autódromo) tiveram execução entre 20% e 50% no primeiro trimestre, os programas nomeados "Hip Hop" e demais culturas periféricas tiveram um percentual assustador:
- Programas Hip Hop (Mês, Território, Casas, Núcleo): R$ 4,75 Milhões previstos / R$ 0,00 pagos (0%)
- Demais cultura periférica: R$ 25 Milhões previstos / R$ 0,00 pagos (0%)
Isso configura possível violação ao princípio da eficiência e ao dever constitucional de implementação de políticas culturais.
O Imbróglio das Leis
Existem três Projetos de Lei (PL 560/2022, PL 289/2023 e PL 1169/2025) parados na Câmara Municipal tentando regulamentar o setor. A falta de um "Marco Legal" único faz com que a política fique à mercê de decisões discricionárias ano a ano. Se não há lei que obrigue a ter dinheiro, a prefeitura simplesmente não coloca o dinheiro.
Como Resolver isso? (Recomendações)
- Transparência Real: Publicação por exercício de previsão, empenho e pagamento para os 4 programas, com códigos acessíveis no Portal da Transparência.
- Esclarecimento Legal: Resposta formal à Câmara sobre qual é a base normativa vigente da Política de Hip Hop, aprovando um Marco Legal único.
- Orçamento para as Casas: Criar rubrica plurienal específica para implantar as Casas de Hip Hop, território por território.
- Auditoria no TCM: Que o Tribunal de Contas do Município audite o 1º trimestre de 2026 para explicar os 0% de execução.
Conclusão
É incompatível reconhecer o Hip Hop como patrimônio cultural imaterial do Estado (Lei estadual 498/2021) e, ao mesmo tempo, mantê-lo sem dotação orçamentária ou com execução nula na cidade de São Paulo. A batida parou no papel, mas a cobrança por execução continua nas ruas.
Fontes: TCM-SP (Portal IRIS), Portal da Transparência, Diário Oficial, Prefeitura de SP, Fórum Hip Hop MSP.
Documento elaborado pelo Fórum Hip Hop MSP | Contato: 11 982162160 (Rapper Pirata) | forumhiphopmsp.com.br
domingo, 14 de junho de 2026
Dossie Política de Hip Hop na cidade de São Paulo
quarta-feira, 3 de junho de 2026
Solicitação apresentada a Comissão de Finanças da Camara de SP- Relatoria - LDO 2027
A Comissão de Finanças e Orçamento da Câmara Municipal de São Paulo
Fórum Hip Hop MSP e Fórum da Capoeira MSP
São Paulo, 02 de junho de 2026
A Vossa Excelência, Relator da Câmara Municipal de São Paulo, uma análise técnica sobre as incoerências jurídicas do Projeto de Lei (PL) 299/2026 (LDO 2027), seguida de uma proposta de emenda articulada para a salvaguarda e fomento da Cultura Hip Hop, Capoeira e das expressões da cultura negra no município.
1. Incoerências Jurídicas e Fiscais no Planejamento do Orçamento
Após análise dos Anexos de Metas e Riscos Fiscais do PL 299/2026, identificam-se as seguintes fragilidades:
Déficit de Participação Popular Direta (Art. 1º, § 1º da LRF e Art. 215 da CF/88): Embora o documento cite a transparência e a fundamentação nos objetivos "escolhidos pela sociedade", a LDO foca excessivamente em parcerias público-privadas (PPPs) e concessões para a "ativação sociocultural" (ex: Vale do Anhangabaú e Polos Gastronômicos). Isso gera uma incoerência: delega-se a execução cultural ao ente privado sem garantir, no texto da lei, os mecanismos de escuta e deliberação das comunidades periféricas, o que afronta o dever do Estado de garantir o pleno exercício dos direitos culturais [Art. 215, CF/88].
Priorização de Desonerações Seletivas em Detrimento do Fomento Direto: O Anexo de Metas Fiscais detalha vultosas renúncias de receita (ISS) para setores como o cinematográfico. No entanto, não há uma diretriz equânime que preveja incentivos fiscais ou fundos robustos especificamente destinados às culturas de matriz africana, capoeira, peroferia e movimento hip hop , criando uma disparidade no tratamento de diferentes segmentos culturais.
Risco de Retrocesso Social por Contingenciamento: A LDO estabelece um rigoroso "colchão de liquidez" e medidas de eficiência para mitigar riscos fiscais. Sem uma cláusula de barreira que proteja os fomentos culturais, a área da cultura torna-se o alvo primário de cortes, violando o princípio constitucional da vedação ao retrocesso social em direitos fundamentais
2. Proposta de Artigo para a LDO 2027
Art. XX – As diretrizes para a elaboração e execução da Lei Orçamentária de 2027 deverão assegurar a consolidação e ampliação das políticas públicas destinadas ao Movimento Hip Hop, à Capoeira e às expressões culturais negras, em observância aos arts. 215 e 216 da Constituição Federal, mediante as seguintes ações:
I – Garantia de dotação orçamentária específica para o Mês do Hip Hop, Fomento a Capoeira, na assegurando a participação popular direta na curadoria e governança do evento;
II – Destinação de recursos para a manutenção, reforma e expansão das Casas de Hip Hop, integrando-as à rede municipal de equipamentos culturais;
III – Implementação de programas interdisciplinares de Hip Hop nas Escolas . Capoeira nas Escolas municipais, visando o combate à evasão escolar e o fortalecimento da identidade cultural e racial;
IV – Reconhecimento e Fomento do Breaking como modalidade esportiva e cultural, com apoio a competições e centros de treinamento;
V – Institucionalização de circuitos de Slam (Poesia Falada) em todas as Casas de Cultura e Centros Culturais da periferia;
VI – Valorização e reajuste inflacionário anual dos repasses destinados aos Fomentos da Capoeira, de Culturas Negras e do Hip Hop, vedando o contingenciamento dessas verbas.
3. Justificação Técnica e Constitucional
A. Fundamentação Constitucional: A proposta fundamenta-se no Art. 215 da CF/88, que impõe ao Estado o dever de proteger as expressões das culturas populares, indígenas e afro-brasileiras. O Hip Hop, em suas diversas vertentes (DJ, Graffiti, Breaking e MC), e a Capoeira são patrimônios imateriais que constituem a identidade paulistana [Art. 216, CF/88].
B. Fundamentação Técnica e Fiscais: As fontes documentais da própria Prefeitura indicam que o dimensionamento das despesas deve refletir os "objetivos políticos escolhidos pela sociedade". Ao formalizar estes itens na LDO, o Legislativo corrige a omissão do Executivo, transformando demandas sociais em metas e prioridades vinculantes.
Além disso, a valorização dos fomentos periféricos atua como medida de mitigação de riscos sociais, reduzindo gastos futuros com segurança e assistência, conforme a lógica de eficiência defendida na exposição de motivos do Anexo de Riscos Fiscais. A garantia de não-contingenciamento é o único meio jurídico de impedir que o "equilíbrio fiscal" anule o direito fundamental à cultura na periferia.
Conclusão: A inclusão destes dispositivos garante que o orçamento de 2027 não seja meramente uma peça de gestão financeira, mas um instrumento de justiça fiscal e reparação histórica para a população negra e urbana de São Paulo.
Fórum Hip Hop MSP - Contato: Rapper Pirata - 982162160
Fórum da Capoeira MSP – Contato: 979743293
forumhiphopmsp.com.br
Onde está o dinheiro da Política de Hip Hop, Prefeitura?
O Fórum Hip Hop MSP traz a real sobre o que está acontecendo com o orçamento da nossa cultura em 2026.
Sem curvas: para este ano, foi previsto um total de R$ 4,75 milhões para fortalecer o movimento Hip Hop, empenhado na lei orçamentária de 2026 para a efetivação das politicas do Hip Hop. Mas, ao olhar para a execução de janeiro a maio, o cenário é de desmonte. A Secretaria De Cultura gestada pelo Secretário Totó Parente de R$ 1 Bi do orçamento , já pagou 176 milhões a setores próximo a ele.
Embora a Prefeitura tenha empenhado R$ 274,70 mil para realizar algo em função do Hip Hop via Nucleo, o valor liquidado e o valor pago estão zerados (R$ 0).
Na prática? O dinheiro foi reservado no papel, mas ainda não chegou na ponta para financiar as ações nas ruas e nos territórios. A cultura precisa de verba real circulando, não só de promessas travadas na burocracia!
A Política de Hip Hop é uma conquista nossa e vamos seguir cobrando. Acompanhar a execução orçamentária é fiscalizar o que é do povo!
Quer saber mais e somar nessa luta? Acesse: forumhiphopmsp.com.br
#ForumHipHopMSP #HipHopÉDireito #CulturaÉTransformação #Fiscalize #HipHopSP #PrefeituraSP #OcupaCidade #OrçamentoPúblico
terça-feira, 2 de junho de 2026
domingo, 10 de maio de 2026
Reunião
segunda-feira, 13 de abril de 2026
quinta-feira, 9 de abril de 2026
"É O RAP" REÚNE LIRICISTAS EM UM MANIFESTO POLÍTICO PERIFERICO
"É O RAP" REÚNE LIRICISTAS EM UM MANIFESTO POLÍTICO PERIFERICO
André Luiz
O hip hop nacional acaba de ganhar um novo capítulo de peso. Chega as ruas a destruição sonora das banalidades "É O RAP", um single que não é apenas uma música, mas uma declaração de princípios. Unindo diferentes gerações e flows do cenário independente, a faixa convoca um time de elite para reafirmar a essência do gênero.
A Construção da Faixa - A música se destaca pela dinâmica versátil, estruturada em uma sequência de rimas que não dá descanso ao ouvinte. Cada MC traz sua identidade única, criando uma narrativa que caminha entre a crônica social e a celebração da cultura hip hop.
Tito 1 Fantasma: Abre o caminho com o impacto necessário para ditar o tom da faixa.
VL : Traz a cadência e o peso que elevam a energia do instrumental.
Rapper Pirata : Entrega a vivência e o lirismo afiado que são sua marca registrada.
SOUZA FENIX : Incendeia o meio da track com versos carregados de resiliência.
DIOGO (Immortal Conspiração ): Adiciona a carga ideológica e o flow clássico que o grupo Immortal Conspiração representa.
FUGA A.K.A O SALADINO : Fecha a colaboração com a maestria técnica e a visão crítica que o consagraram
Ouve aí, porque tá ai.
Em uma era dominada por tendências passageiras, "É O RAP" faz o caminho inverso. É um resgate ao "Boom Bap" mental, à letra que faz pensar e à batida que faz o pescoço balançar, produzida por produtor: Fuga Saladino . A produção une a crueza da rua com a polidez técnica de estúdio, resultando em um som que deve ecoar tanto nos fones de ouvido quanto nos sistemas de som das periferias.
E essa união de nomes mostra que a chama da escrita autêntica está mais viva do que nunca."
Ficha Técnica
Título : É O RAP
Artistas : Tito 1 Fantasma, VL, Rapper Pirata, SOUZA FENIX, DIOGO (Immortal Conspiração) e FUGA A.K.A O SALADINO.
Gênero : Hip Hop / Rap Nacional
Disponibilidade : Todas as plataformas digitais.
Produção: Fuga A.K.A O Saladino
terça-feira, 31 de março de 2026
domingo, 29 de março de 2026
FÓRUM HIP HOP MSP
Requerimento de Esclarecimentos à Câmara Municipal de São Paulo
Comissão de Finanças e Orçamento · Comissão de Cultura, Lazer e Turismo
Os dados abaixo são provas documentais extraídas do Portal da Transparência da Prefeitura de São Paulo (arquivo basedadosexecucao_0326.csv, extração em 28/03/2026). No primeiro trimestre de 2026, todos os programas de Hip Hop e cultura periférica acumulam zero reais pagos, enquanto teatros municipais e grandes estruturas institucionais recebem recursos regularmente. Esta petição exige explicações públicas e prestação de contas ao Poder Legislativo.
Identificação e Legitimidade
O FÓRUM HIP HOP MSP é uma articulação de coletivos, organizações culturais, artistas, educadores e trabalhadores da cultura Hip Hop sediados no Município de São Paulo. Atua há mais de duas décadas na promoção, difusão e defesa da cultura Hip Hop e das expressões culturais periféricas, representando movimentos ligados ao RAP, ao Breaking, ao Graffiti, ao DJ e à produção cultural independente das periferias paulistanas.
A presente petição é apresentada no exercício do direito constitucional de petição (art. 5º, XXXIV, "a", da Constituição Federal de 1988), do direito de denúncia de irregularidades (art. 5º, XXXIV, "b") e do direito à participação na gestão pública cultural (art. 216-A, §1º, VIII, da CF/88), combinado com a legitimidade prevista no art. 111 da Lei Orgânica do Município de São Paulo.
Fundamentos Jurídicos
Os Fatos — Dados Reais
Os fatos são comprovados por dados do Portal da Transparência da Prefeitura de São Paulo (extração em 28/03/2026), referentes ao período de 1º de janeiro a 28 de março de 2026.
| Indicador | Valor | Status |
|---|---|---|
| Total orçado — Função Cultura 2026 | R$ 1.355.243.719 | 100% |
| Total pago — 1º trimestre 2026 | R$ 122.288.581 | 9,0% |
| SMC — orçado total | R$ 1.013.736.167 | — |
| SMC — pago no trimestre | R$ 67.710.607 | 6,7% |
| Cinema e Audiovisual de SP (R$ 42,2 mi orçados) | R$ 0,00 | 0% |
| Fundo Municipal de Cultura (R$ 1,9 mi orçados) | R$ 0,00 | 0% |
| Programa | Orçado | Pago | % |
|---|---|---|---|
| Fomento à Cultura da Periferia de SP | R$ 13.760.800 | R$ 0 | 0% |
| Museu de Arte de Rua (MAR) | R$ 6.100.000 | R$ 0 | 0% |
| Rádios Comunitárias — Lei nº 16.572/2016 | R$ 4.158.800 | R$ 0 | 0% |
| Fomento e Difusão do Samba | R$ 7.683.800 | R$ 0 | 0% |
| Fomento e Difusão do Rock | R$ 6.496.000 | R$ 0 | 0% |
| Reggae e Cultura Rastafari | R$ 1.009.800 | R$ 0 | 0% |
| Apoio às manifestações do Grafite | R$ 500.000 | R$ 0 | 0% |
| Arte Transformadora na Quebrada | R$ 100.000 | R$ 0 | 0% |
| Ritmos e Raízes da Quebrada | R$ 135.000 | R$ 0 | 0% |
| Movimento da Nossa Quebrada | R$ 150.000 | R$ 0 | 0% |
| Festival Consciência Continua (RAP) | R$ 155.000 | R$ 0 | 0% |
| Fomento às Linguagens Artísticas (total) | R$ 47.087.641 | R$ 0 | 0% |
| Programa / Estrutura | Pago no trimestre | Exec. |
|---|---|---|
| Programa Aldeias | R$ 600.000 | 50% |
| Programa Jovem Monitor Cultural | R$ 7.767.201 | 49% |
| Fundação Theatro Municipal (institucional) | R$ 35.000.890 | 21% |
| Fundação Paulistana (administração) | R$ 19.577.084 | 15% |
| Capoeira | R$ 405.796 | 13,5% |
| Fomento à Música | R$ 304.000 | 8,1% |
| Hip Hop (todos os programas) | R$ 0 | 0% |
| Cultura da Periferia (grupo) | R$ 0 | 0% |
| Samba, Rock, Reggae (soma) | R$ 0 | 0% |
O padrão de execução é inequívoco: as grandes estruturas institucionais recebem recursos regularmente. Os programas de fomento às culturas populares, periféricas e independentes acumulam zero de execução trimestre após trimestre — com o dinheiro existindo no orçamento, aprovado pela Câmara, mas bloqueado no fluxo administrativo.
— Análise da base orçamentária LOA 2026, Fórum Hip Hop MSPIlegalidades Identificadas
Os 7 Pedidos Formais
O FÓRUM HIP HOP MSP solicita à Comissão de Finanças e Orçamento e à Comissão de Cultura, Lazer e Turismo da Câmara Municipal de São Paulo:
Cultura como Direito
O Hip Hop é reconhecido como patrimônio cultural imaterial da cidade de São Paulo e como movimento cultural de base que cumpre função social essencial nas periferias: redução da violência, inclusão juvenil, produção de identidade e pertencimento, geração de renda para trabalhadores da cultura e promoção da cidadania.
A subexecução sistemática das dotações destinadas ao Hip Hop, combinada com a concentração de recursos em grandes equipamentos e eventos de impacto midiático, configura uma política cultural excludente que contradiz os princípios constitucionais de igualdade de acesso à cultura (art. 215, CF/88) e de proteção às culturas populares (art. 215, §1º, CF/88).
O art. 216-A da Constituição Federal determina que o Sistema Nacional de Cultura deve ser organizado de forma descentralizada e participativa. A exclusão das manifestações culturais periféricas dos mecanismos efetivos de financiamento — seja pela não execução dos recursos aprovados, seja pela estruturação de editais inacessíveis — viola o espírito e a letra do mandamento constitucional.
A cultura não é gasto — é investimento. O retorno social dos programas de Hip Hop, Capoeira e Cultura Periférica é mensurado em décadas de transformação comunitária nas periferias de São Paulo. Sua invisibilização no orçamento executado é, também, a invisibilização de uma cidade real que não aparece nos grandes palcos, mas que produz, cria e resiste todos os dias.
— Fórum Hip Hop MSPSão Paulo, março de 2026.
- Base de dados de execução orçamentária — Prefeitura de SP — 1º Trimestre 2026 (basedadosexecucao_0326.csv, extração 28/03/2026)
- LOA 2026 — Demonstrativo da Despesa por Órgãos e Categorias Econômicas (Portal da Transparência)
- LOA 2026 — Demonstrativo da Despesa por Órgão e Operação Especial, Projeto e Atividade
- Lei Municipal nº 17.719/2021 — Política Municipal de Hip Hop de São Paulo
- Lei Municipal nº 13.443/2002 — Lei de Fomento ao Teatro
- Constituição Federal de 1988 — arts. 5º, 37, 215, 216 e 216-A
- Lei Orgânica do Município de São Paulo — arts. 11, 45, 111, 200, 201, 202 e 204
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