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segunda-feira, 16 de março de 2026

E NÓIS COMO TÁ? TÁ COMO?


 E NÓIS COMO TÁ? TÁ COMO?                                                                                                                                                                                                                                                                         Fórum Hip Hop MSP acessou os dados oficiais do Sistema de Transparência Municipal para responder a uma pergunta fundamental: afinal, o que o orçamento da cidade de São Paulo realmente destinou à Cultura Hip Hop entre os anos de 2021 e 2025? O que descobrimos mostra que, no orçamento público, nem toda promessa vira investimento real.

O valor previsto e anunciado no sistema foi de R$ 34.63 milhões. De todo esse malote, apenas R$ 21.20 milhões foi prometido (empenhado), ele foi para outros lugares não para efetivação da política pública periférica. O que foi pagos durante esses anos o valor real destinado ao hip hop R$ 18.28 milhões, mas não se tem a métrica e a transparência real se atingiu a meta  que é construir o progresso do hip hop na cidade, onde todos tenham direito de fazer ter cultura.  

Mas quem controla essa verba? 

Os dados mostram que 94,8% desse investimento está nas mãos da Secretaria Municipal de Cultura, enquanto os outros 5,2% ficam com a Secretaria Municipal de Educação.

O grande problema que os dados revelam é que o Hip Hop em São Paulo não tem uma política pública estruturada própria.  Mesmo sendo o Hip Hop de  São Paulo uma dos maiores expoentes do movimento mundial, no orçamento público essa cultura não tem uma rubrica exclusiva. Ela aparece apenas como um pedaço dentro de programas culturais genéricos e amplos, diluída em pastas como "Acesso à cultura", "Melhoria da qualidade" ou "Atividades Artísticas Diversas".

O movimento e aqueles que dizer valorizar e fazer parte dos valores do Hip Hop tem que pensar profundamente, temos que juntar e “cuida de nóis”, não ser somente representantes para agências de publicidade e etc.A cultura Hip Hop transforma territórios, forma artistas, educa jovens e constrói a identidade garantindo a cidadania em sua compreensão individual e coletiva, “tá no sangue, na base”. A pergunta que precisamos fazer é: o orçamento público está reconhecendo essa importância?

Como os dados são públicos e estão no sistema de transparência da cidade, a nossa luta agora muda de fase. A pergunta não é mais se existe recurso. O dinheiro existe. A verdadeira pergunta agora é: como ele está sendo distribuído?

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Reunião

REUNIÃO MOVIMENTO HIP HOP               Sexta-feira – 06/03/2026
 Hário 19h
 Rua Sete de Abril, 176 – Centro – São Paulo

Artistas fortalecendo artistas. Movimento fortalecendo movimento.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

RAPPER PIRATA A CULTURA DE SP SEQUESTRADA GENTRIFICAÇÃO CULTURAL #Gentrificação #Cultura #ForYou


 *A "Gentrificação Orçamentária" e o Sequestro do Espaço Público em SP*

A denúncia trazida pelo Rapper Pirata (Fórum Hip Hop MSP) expõe uma ferida invisível na gestão cultural de São Paulo desde 2017: a gentrificação cultural financiada pelo próprio Estado. Ao contrário da gentrificação imobiliária, que expulsa moradores pelo aumento do aluguel, a gentrificação cultural opera pela asfixia de recursos.
*O mecanismo descrito é perverso e pouco percebido no cotidiano:*
Apropriação do Investimento: O dinheiro público (nossos impostos) reforma o espaço (ex: R$ 94 mi no Anhangabaú).
Privatização do Lucro: A gestão é passada à iniciativa privada (concessão) por um valor irrisório comparado ao investimento (R$ 6,5 mi da WTorre).
Dupla Cobrança: O cidadão paga a obra com impostos e depois paga ingresso para entrar. Pior: a própria Prefeitura paga aluguel à concessionária para realizar eventos públicos em um espaço que era dela.
Enquanto "grandes eventos" da indústria cultural servem de vitrine política e captam milhões, a cultura de base como o Hip Hop, as Casas de Cultura da periferia e as leis de fomento (como a Aldir Blanc), sofrem com o desvio de finalidade, R$ 17 milhões vão para reforma de equipamentos públicos, da Secretaria de Cultura da cidade; já as diversas linguagens culturais paulistanas ficam R$ 5 milhões para fazerem cultura pela e para a cidade. A periferia não é convidada para a festa que ela mesma pagou porque não tem o CNPJ somente o CPF para quitar o imposto.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

RAPPER PIRATA QUANDO VC FOR BYE! BYE!


 

Reunião Extraordinária do Movimento Hip Hop
Domingo:  22 de fevereiro de 2026
Horário: Das 14h às 16h
Local: Rua Sete de Abril, 176 – Próximo à Praça da República - Cidade de SP

Tema: Políticas de Hip Hop na cidade de São Paulo.

Estamos falando de orçamento, reconhecimento institucional, formação, fomento, territorialidade, ocupação de espaços públicos e construção de políticas permanentes,  não favores.
A  cultura hip hop forma sõcio cultural como política de Estado.

Essa reunião não é apenas um encontro.
É articulação.

Se o Hip Hop é cultura, é educação, é economia criativa, é tecnologia social,  então ele precisa estar no centro das decisões que impactam a cidade.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Discurso da escassez e o esvaziamento da política cultural


RAPPER PIRATA

Há anos, a Prefeitura de São Paulo sustenta o discurso de que não há recursos suficientes para investir em políticas públicas, especialmente na área da cultura. Esse argumento, repetido de forma sistemática, tem servido como justificativa para a limitação de ações estruturantes e para o enfraquecimento de iniciativas voltadas à promoção da cidadania.

No entanto, os dados demonstram que essa narrativa não corresponde à realidade.

Desde 2008, a prefeitura afirma não alcançar suas metas de arrecadação.

Ainda assim, em 2025, o município registrou um recorde histórico, com arrecadação de *R$ 123.451.799.491,00* .

O problema, portanto, não parece ser a ausência de recursos, mas a falta de transparência sobre o destino desse montante e as prioridades estabelecidas na gestão pública.

Nesse cenário, torna-se urgente a construção de estratégias coletivas e uma compreensão mais profunda da política cultural da cidade. A cultura, enquanto política pública, não pode ser reduzida a discursos que, na prática, se encerram em negócios voltados exclusivamente à indústria cultural. Seu papel central é a promoção da cidadania, o fortalecimento dos territórios e o reconhecimento das expressões culturais que emergem do cotidiano da população.

O discurso da “falta de dinheiro” acabou naturalizando a concentração de recursos em determinados setores, enquanto a estrutura de uma política cultural ampla, democrática e permanente foi sendo paralisada. Trata-se de um processo já vivido e que, novamente, começa a se repetir.

A experiência acumulada ao longo dos anos permite reconhecer esse padrão. Culturalmente, a vivência cotidiana nos oferece elementos suficientes para compreender os impactos dessas escolhas. É preciso, portanto, estar alguns passos à frente, antecipando cenários e reagindo de forma organizada.

Afinal, transformar a cidade em um grande espaço de consumo cultural uma espécie de “Times Square” significa esvaziar seu sentido público, diverso e cidadão. E, quando isso acontece, já é tarde demais.

A IMPORTANCIA DA CULTURA NA SOCIEDADE PAULISTANA

PROPOSTA PARA ELABORAÇÃO DO MÊS DE HIP HOP 2024

RESPOSTA DA SECRETARIA DA CULTURA REFERENTE O MÊS DE HIP HOP 2023

ESPORTE BREAKING COM POLÍTICA PÚBLICA

Plano de negócios para umempreendimento de Breaking

POLITICAS DE HIP HOP SP

DROGRA JWH-18 K

DROGADIÇÃO

CONFERÊNCIA LIVRE POPULAR DOS MOVIMENTOS CULTURAIS SP