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segunda-feira, 24 de agosto de 2026

"Segurança pública não é polícia, é dignidade": Em discurso forte na ALESP, sociólogo do Hip-Hop denuncia dados do genocídio negro no Brasil

 


"Segurança pública não é polícia, é dignidade": Em discurso forte na ALESP, sociólogo do Hip-Hop denuncia dados do genocídio negro no Brasil

Durante debate promovido pelo Fórum H2O, Nando Comunista expõe estatísticas de letalidade juvenil, critica a redução da maioridade penal e exige o cumprimento integral do ECA. SÃO PAULO — Em um pronunciamento de alto impacto no Fórum H2O, realizado na Assembleia Legislativa de São Paulo (ALESP), o sociólogo, professor da rede pública e integrante do coletivo Força Ativa, Nando Comunista, apresentou uma crítica profunda à estrutura atual da segurança pública brasileira. Para o palestrante, o modelo focado no armamento e no policiamento ostensivo atua como mecanismo de controle populacional, e não como garantidor de direitos fundamentais. "Falar de segurança pública não é falar de Polícia Militar. É pensar como está a dignidade humana da nossa população, da classe trabalhadora, das pessoas pretas e periféricas. Força policial, na prática do Estado, serve como controle social para defender patrimônio" [04:38], afirmou o sociólogo. Números da violência e desproteção social Com base em dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e estudos apresentados em órgãos como a UNIFESP, a exposição destacou a vulnerabilidade extrema de crianças e adolescentes no país: Desigualdade Racial: Entre os adolescentes de 15 a 19 anos mortos por violência intencional no país, 82,9% são meninos negros . Disparidade por Habitantes: A taxa de homicídios de adolescentes pretos chega a 18,2 por 100 mil habitantes, enquanto a de adolescentes brancos é de 4,1. Exploração Sexual e Redes Digitais: O levantamento indicou mais de 164 mil casos de estupro de vulneráveis. Nando apontou a omissão do Estado e a cumplicidade de grandes empresas de tecnologia (Big Techs), que lucram e monetizam em cima de redes de pedofilia no ambiente virtual ]. Violência de Estado: Mais de 4 mil crianças e adolescentes foram mortos por ações policiais [ Prioridades orçamentárias sob questionamento Nando também criticou as propostas legislativas que avançam no Congresso Nacional para a redução da maioridade penal, classificando-as como um retrocesso frente à doutrina de proteção integral garantida pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e pelo artigo 227 da Constituição Federal. O palestrante destacou a discrepância de investimentos no Estado de São Paulo, onde orçamentos bilionários são destinados às forças de segurança enquanto setores essenciais como cultura, espaços de convivência para jovens e políticas de igualdade racial permanecem desassistidos. O discurso conclui com um apelo para que a sociedade civil e os legisladores reconstruam a política de segurança a partir dos princípios do artigo 3º da Constituição Federal — voltados para o bem comum e a erradicação da marginalização. #SegurançaPública #DireitosHumanos #MovimentoHipHop #CulturaPeriférica #ECA #ConsciênciaNegra #JustiçaSocial #DebateALESP

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