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quarta-feira, 3 de junho de 2026

Solicitação apresentada a Comissão de Finanças da Camara de SP- Relatoria - LDO 2027

 

A Comissão de Finanças e Orçamento da Câmara Municipal de São Paulo



Fórum Hip Hop MSP e Fórum da Capoeira MSP



São Paulo, 02 de junho de 2026



A Vossa Excelência, Relator da Câmara Municipal de São Paulo, uma análise técnica sobre as incoerências jurídicas do Projeto de Lei (PL) 299/2026 (LDO 2027), seguida de uma proposta de emenda articulada para a salvaguarda e fomento da Cultura Hip Hop, Capoeira e das expressões da cultura negra no município.

1. Incoerências Jurídicas e Fiscais no Planejamento do Orçamento

Após análise dos Anexos de Metas e Riscos Fiscais do PL 299/2026, identificam-se as seguintes fragilidades:

  • Déficit de Participação Popular Direta (Art. 1º, § 1º da LRF e Art. 215 da CF/88): Embora o documento cite a transparência e a fundamentação nos objetivos "escolhidos pela sociedade", a LDO foca excessivamente em parcerias público-privadas (PPPs) e concessões para a "ativação sociocultural" (ex: Vale do Anhangabaú e Polos Gastronômicos). Isso gera uma incoerência: delega-se a execução cultural ao ente privado sem garantir, no texto da lei, os mecanismos de escuta e deliberação das comunidades periféricas, o que afronta o dever do Estado de garantir o pleno exercício dos direitos culturais [Art. 215, CF/88].

  • Priorização de Desonerações Seletivas em Detrimento do Fomento Direto: O Anexo de Metas Fiscais detalha vultosas renúncias de receita (ISS) para setores como o cinematográfico. No entanto, não há uma diretriz equânime que preveja incentivos fiscais ou fundos robustos especificamente destinados às culturas de matriz africana, capoeira, peroferia e movimento hip hop , criando uma disparidade no tratamento de diferentes segmentos culturais.

  • Risco de Retrocesso Social por Contingenciamento: A LDO estabelece um rigoroso "colchão de liquidez" e medidas de eficiência para mitigar riscos fiscais. Sem uma cláusula de barreira que proteja os fomentos culturais, a área da cultura torna-se o alvo primário de cortes, violando o princípio constitucional da vedação ao retrocesso social em direitos fundamentais

2. Proposta de Artigo para a LDO 2027


Art. XX – As diretrizes para a elaboração e execução da Lei Orçamentária de 2027 deverão assegurar a consolidação e ampliação das políticas públicas destinadas ao Movimento Hip Hop, à Capoeira e às expressões culturais negras, em observância aos arts. 215 e 216 da Constituição Federal, mediante as seguintes ações:

  • I – Garantia de dotação orçamentária específica para o Mês do Hip Hop, Fomento a Capoeira, na assegurando a participação popular direta na curadoria e governança do evento;

  • II – Destinação de recursos para a manutenção, reforma e expansão das Casas de Hip Hop, integrando-as à rede municipal de equipamentos culturais;

  • III – Implementação de programas interdisciplinares de Hip Hop nas Escolas . Capoeira nas Escolas municipais, visando o combate à evasão escolar e o fortalecimento da identidade cultural e racial;

  • IV – Reconhecimento e Fomento do Breaking como modalidade esportiva e cultural, com apoio a competições e centros de treinamento;

  • V – Institucionalização de circuitos de Slam (Poesia Falada) em todas as Casas de Cultura e Centros Culturais da periferia;

  • VI – Valorização e reajuste inflacionário anual dos repasses destinados aos Fomentos da Capoeira, de Culturas Negras e do Hip Hop, vedando o contingenciamento dessas verbas.



3. Justificação Técnica e Constitucional

A. Fundamentação Constitucional: A proposta fundamenta-se no Art. 215 da CF/88, que impõe ao Estado o dever de proteger as expressões das culturas populares, indígenas e afro-brasileiras. O Hip Hop, em suas diversas vertentes (DJ, Graffiti, Breaking e MC), e a Capoeira são patrimônios imateriais que constituem a identidade paulistana [Art. 216, CF/88].

B. Fundamentação Técnica e Fiscais: As fontes documentais da própria Prefeitura indicam que o dimensionamento das despesas deve refletir os "objetivos políticos escolhidos pela sociedade". Ao formalizar estes itens na LDO, o Legislativo corrige a omissão do Executivo, transformando demandas sociais em metas e prioridades vinculantes.

Além disso, a valorização dos fomentos periféricos atua como medida de mitigação de riscos sociais, reduzindo gastos futuros com segurança e assistência, conforme a lógica de eficiência defendida na exposição de motivos do Anexo de Riscos Fiscais. A garantia de não-contingenciamento é o único meio jurídico de impedir que o "equilíbrio fiscal" anule o direito fundamental à cultura na periferia.

Conclusão: A inclusão destes dispositivos garante que o orçamento de 2027 não seja meramente uma peça de gestão financeira, mas um instrumento de justiça fiscal e reparação histórica para a população negra e urbana de São Paulo.



Fórum Hip Hop MSP - Contato: Rapper Pirata - 982162160

Fórum da Capoeira MSP – Contato: 979743293



forumhiphopmsp.com.br




Onde está o dinheiro da Política de Hip Hop, Prefeitura?

 O Fórum Hip Hop MSP traz a real sobre o que está acontecendo com o orçamento da nossa cultura em 2026. 

Sem curvas: para este ano, foi previsto um total de R$ 4,75 milhões para fortalecer o movimento Hip Hop, empenhado na lei  orçamentária de 2026 para a efetivação das politicas   do Hip Hop. Mas, ao olhar para a execução de janeiro a maio, o cenário é de desmonte. A Secretaria De Cultura gestada pelo Secretário Totó Parente de R$ 1 Bi do orçamento , já pagou 176 milhões a setores próximo a ele. 

Embora a Prefeitura tenha empenhado R$ 274,70 mil para realizar algo em função do Hip Hop via Nucleo, o valor liquidado e o valor pago estão zerados (R$ 0). 

Na prática? O dinheiro foi reservado no papel, mas ainda não chegou na ponta para financiar as ações nas ruas e nos territórios. A cultura precisa de verba real circulando, não só de promessas travadas na burocracia!

A Política de Hip Hop é uma conquista nossa e vamos seguir cobrando. Acompanhar a execução orçamentária é fiscalizar o que é do povo! 

Quer saber mais e somar nessa luta? Acesse: forumhiphopmsp.com.br

#ForumHipHopMSP #HipHopÉDireito #CulturaÉTransformação #Fiscalize #HipHopSP #PrefeituraSP #OcupaCidade #OrçamentoPúblico



domingo, 10 de maio de 2026

Reunião

Nesta sexta, 15/05, às 19h, acontece a Reunião do Fórum Hip Hop MSP, na Rua Sete de Abril, 176 – 1º andar, próximo ao Metrô República. Breaking, graffiti, MCs, DJs e política em diálogo pela cidade.

segunda-feira, 13 de abril de 2026

Fórum Hip Hop MSP convida para reunião de pauta estratégica!

Convidamos todos os integrantes e parceiros do Fórum Hip Hop MSP para uma reunião fundamental no dia 21 de abril de 2026, às 19h00 (horário de Brasília).

O encontro será online e terá como pauta principal a articulação para a efetivação da Política de Hip Hop na Cidade de São Paulo. Sua participação é crucial para fortalecermos nossas ações e garantirmos a representatividade e o desenvolvimento da cultura Hip Hop na nossa capital.

Data: 21 de abril de 2026
Horário: 19h00 (horário de Brasília)
Local: Online (link a ser disponibilizado no dia)

Inscrições: Para garantir sua participação, inscreva-se através deste formulário: [Inserir Link para Formulário de Inscrição]

Informações importantes:

O link para a reunião será enviado por e-mail no dia 21 de abril.

Pedimos que todos se conectem pontualmente para darmos início à reunião no horário previsto.

quinta-feira, 9 de abril de 2026

"É O RAP" REÚNE LIRICISTAS EM UM MANIFESTO POLÍTICO PERIFERICO


"É O RAP" REÚNE LIRICISTAS EM UM MANIFESTO POLÍTICO PERIFERICO

André Luiz 

O hip hop nacional acaba de ganhar um novo capítulo de peso. Chega as ruas a destruição sonora das banalidades "É O RAP", um single que não é apenas uma música, mas uma declaração de princípios. Unindo diferentes gerações e flows do cenário independente, a faixa convoca um time de elite para reafirmar a essência do gênero.

A Construção da Faixa - A música se destaca pela dinâmica versátil, estruturada em uma sequência de rimas que não dá descanso ao ouvinte. Cada MC traz sua identidade única, criando uma narrativa que caminha entre a crônica social e a celebração da cultura hip hop.

Tito 1 Fantasma: Abre o caminho com o impacto necessário para ditar o tom da faixa.

VL : Traz a cadência e o peso que elevam a energia do instrumental.

Rapper Pirata : Entrega a vivência e o lirismo afiado que são sua marca registrada.

SOUZA FENIX : Incendeia o meio da track com versos carregados de resiliência.

DIOGO (Immortal Conspiração ): Adiciona a carga ideológica e o flow clássico que o grupo Immortal Conspiração representa.

FUGA A.K.A O SALADINO : Fecha a colaboração com a maestria técnica e a visão crítica que o consagraram

Ouve aí, porque tá ai.

Em uma era dominada por tendências passageiras, "É O RAP" faz o caminho inverso. É um resgate ao "Boom Bap" mental, à letra que faz pensar e à batida que faz o pescoço balançar, produzida por produtor: Fuga Saladino . A produção une a crueza da rua com a polidez técnica de estúdio, resultando em um som que deve ecoar tanto nos fones de ouvido quanto nos sistemas de som das periferias.

E essa união de nomes mostra que a chama da escrita autêntica está mais viva do que nunca."

Ficha Técnica

Título : É O RAP

Artistas : Tito 1 Fantasma, VL, Rapper Pirata, SOUZA FENIX, DIOGO (Immortal Conspiração) e FUGA A.K.A O SALADINO.

Gênero : Hip Hop / Rap Nacional

Disponibilidade : Todas as plataformas digitais.

Produção: Fuga A.K.A O Saladino

domingo, 29 de março de 2026

Petição Fórum Hip Hop MSP — Câmara Municipal de São Paulo
Petição Oficial · Março 2026

FÓRUM HIP HOP MSP

Requerimento de Esclarecimentos à Câmara Municipal de São Paulo
Comissão de Finanças e Orçamento · Comissão de Cultura, Lazer e Turismo

Requerente Fórum Hip Hop MSP
Requerido Secretaria Municipal de Cultura
Base de dados LOA 2026 · 1º Trimestre
Extração 28/03/2026
R$ 0 Hip Hop — pago no trimestre de R$ 4,75 mi orçados
0% Cultura periférica executada R$ 25 mi orçados, zero pago
9% Execução total da cultura R$ 1,35 bi orçados · R$ 122 mi pagos
7 Pedidos formais à Câmara Audiência pública + relatórios + fiscalização

Os dados abaixo são provas documentais extraídas do Portal da Transparência da Prefeitura de São Paulo (arquivo basedadosexecucao_0326.csv, extração em 28/03/2026). No primeiro trimestre de 2026, todos os programas de Hip Hop e cultura periférica acumulam zero reais pagos, enquanto teatros municipais e grandes estruturas institucionais recebem recursos regularmente. Esta petição exige explicações públicas e prestação de contas ao Poder Legislativo.

Seção I

Identificação e Legitimidade

O FÓRUM HIP HOP MSP é uma articulação de coletivos, organizações culturais, artistas, educadores e trabalhadores da cultura Hip Hop sediados no Município de São Paulo. Atua há mais de duas décadas na promoção, difusão e defesa da cultura Hip Hop e das expressões culturais periféricas, representando movimentos ligados ao RAP, ao Breaking, ao Graffiti, ao DJ e à produção cultural independente das periferias paulistanas.

A presente petição é apresentada no exercício do direito constitucional de petição (art. 5º, XXXIV, "a", da Constituição Federal de 1988), do direito de denúncia de irregularidades (art. 5º, XXXIV, "b") e do direito à participação na gestão pública cultural (art. 216-A, §1º, VIII, da CF/88), combinado com a legitimidade prevista no art. 111 da Lei Orgânica do Município de São Paulo.

Seção II

Fundamentos Jurídicos

Art. 5º, XXXIV, "a" — Assegura a todos o direito de petição aos Poderes Públicos em defesa de direitos ou contra ilegalidade ou abuso de poder.
Art. 215, caput — "O Estado garantirá a todos o pleno exercício dos direitos culturais e acesso às fontes da cultura nacional, e apoiará e incentivará a valorização e a difusão das manifestações culturais."
Art. 215, §1º — "O Estado protegerá as manifestações das culturas populares, indígenas e afro-brasileiras, e das de outros grupos participantes do processo civilizatório nacional."
Art. 216-A (EC 71/2012) — Institui o Sistema Nacional de Cultura como processo de gestão democrática e permanente de políticas culturais. O §1º, VIII, inclui a "participação e controle social" como componente estrutural.
Art. 37, caput — Estabelece os princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência que regem toda a Administração Pública.
Art. 11 — Garante a todos o direito de peticionar aos órgãos municipais em defesa de direitos ou contra ilegalidade ou abuso de poder.
Art. 111 — "Qualquer cidadão, partido político, associação ou sindicato é parte legítima para denunciar irregularidades ou ilegalidades perante o Tribunal de Contas do Município."
Art. 200 — "O Município garantirá a seus habitantes o pleno exercício dos direitos culturais e o acesso às fontes da cultura nacional e local."
Art. 201 — "O Município protegerá as manifestações das culturas populares, afro-brasileiras, indígenas e as de outros grupos participantes do processo civilizatório paulistano, garantindo-lhes apoio e divulgação."
Art. 202 — "O Município dará apoio à produção, ao registro, à pesquisa, à difusão e à proteção do patrimônio cultural paulistano."
Art. 204 — Determina que lei municipal disporá sobre a criação de fundo de fomento à cultura, com dotação orçamentária específica e participação das comunidades na gestão dos recursos.
Lei Municipal nº 13.443/2002 — Lei de Fomento ao Teatro — Estabelece o modelo de fomento direto a grupos por edital público. Referência legal que deveria ser replicada para o Hip Hop e demais linguagens periféricas.
Seção III · Prova Documental

Os Fatos — Dados Reais

Os fatos são comprovados por dados do Portal da Transparência da Prefeitura de São Paulo (extração em 28/03/2026), referentes ao período de 1º de janeiro a 28 de março de 2026.

Indicador Valor Status
Total orçado — Função Cultura 2026 R$ 1.355.243.719 100%
Total pago — 1º trimestre 2026 R$ 122.288.581 9,0%
SMC — orçado total R$ 1.013.736.167
SMC — pago no trimestre R$ 67.710.607 6,7%
Cinema e Audiovisual de SP (R$ 42,2 mi orçados) R$ 0,00 0%
Fundo Municipal de Cultura (R$ 1,9 mi orçados) R$ 0,00 0%
Mês do Hip Hop
Orçado: R$ 2.650.000 R$ 0,00 pago
Território Hip Hop — Vocacional Hip Hop
Orçado: R$ 2.100.000 R$ 0,00 pago
TOTAL HIP HOP
Orçado: R$ 4.750.000 R$ 0,00 — 0%
ProgramaOrçadoPago%
Fomento à Cultura da Periferia de SPR$ 13.760.800R$ 00%
Museu de Arte de Rua (MAR)R$ 6.100.000R$ 00%
Rádios Comunitárias — Lei nº 16.572/2016R$ 4.158.800R$ 00%
Fomento e Difusão do SambaR$ 7.683.800R$ 00%
Fomento e Difusão do RockR$ 6.496.000R$ 00%
Reggae e Cultura RastafariR$ 1.009.800R$ 00%
Apoio às manifestações do GrafiteR$ 500.000R$ 00%
Arte Transformadora na QuebradaR$ 100.000R$ 00%
Ritmos e Raízes da QuebradaR$ 135.000R$ 00%
Movimento da Nossa QuebradaR$ 150.000R$ 00%
Festival Consciência Continua (RAP)R$ 155.000R$ 00%
Fomento às Linguagens Artísticas (total)R$ 47.087.641R$ 00%
Programa / EstruturaPago no trimestreExec.
Programa AldeiasR$ 600.00050%
Programa Jovem Monitor CulturalR$ 7.767.20149%
Fundação Theatro Municipal (institucional)R$ 35.000.89021%
Fundação Paulistana (administração)R$ 19.577.08415%
CapoeiraR$ 405.79613,5%
Fomento à MúsicaR$ 304.0008,1%
Hip Hop (todos os programas)R$ 00%
Cultura da Periferia (grupo)R$ 00%
Samba, Rock, Reggae (soma)R$ 00%

O padrão de execução é inequívoco: as grandes estruturas institucionais recebem recursos regularmente. Os programas de fomento às culturas populares, periféricas e independentes acumulam zero de execução trimestre após trimestre — com o dinheiro existindo no orçamento, aprovado pela Câmara, mas bloqueado no fluxo administrativo.

— Análise da base orçamentária LOA 2026, Fórum Hip Hop MSP
Seção IV

Ilegalidades Identificadas

4.1 · Omissão de execução orçamentária
A não execução de R$ 4.750.000 destinados ao Hip Hop e de R$ 25 milhões destinados à cultura periférica, sem justificativa pública, configura omissão administrativa contrária ao princípio da eficiência (art. 37, caput, CF/88) e ao dever constitucional de implementação de políticas culturais (art. 215, CF/88 e arts. 200 a 204 da Lei Orgânica).
4.2 · Violação à Lei Municipal nº 17.719/2021
A Lei Municipal de Hip Hop determina ao Poder Executivo o dever de criar e manter programas de fomento específicos ao Hip Hop. A execução de 0% em todos os programas denominados de Hip Hop no primeiro trimestre de 2026 indica descumprimento direto da norma municipal vigente.
4.3 · Priorização seletiva de grandes estruturas e eventos
O padrão de execução revela priorização sistemática de: (a) despesas administrativas das fundações e teatros municipais — 20% a 50% de execução; (b) grandes eventos de impacto midiático; e (c) programas institucionalizados — em detrimento dos editais e fomentos diretos a artistas independentes, coletivos periféricos e trabalhadores da cultura de base, que acumulam zero de execução.
4.4 · Burocratização como instrumento de exclusão
Os editais públicos de fomento cultural são estruturados com exigências técnicas, burocráticas e tributárias que impedem sistematicamente o acesso de coletivos periféricos, artistas autônomos e organizações comunitárias, beneficiando produtoras e agentes culturais já consolidados no mercado formal. Solicita-se apresentação de dados desagregados de aprovação e contratação nos editais recentes por tipo de proponente.
4.5 · Ausência de política estrutural de equipamentos
O programa Manutenção e Operação de Casas de Cultura registra apenas 0,7% de execução no 1º trimestre. As Casas de Cultura são os equipamentos de maior relevância para o acesso democrático à cultura nas periferias paulistanas — sua subexecução impacta diretamente a base territorial onde o Hip Hop e as culturas populares operam.
Seção V

Os 7 Pedidos Formais

O FÓRUM HIP HOP MSP solicita à Comissão de Finanças e Orçamento e à Comissão de Cultura, Lazer e Turismo da Câmara Municipal de São Paulo:

01
Audiência Pública com a SMC Convocação da Secretaria Municipal de Cultura para prestar esclarecimentos sobre os critérios de priorização orçamentária e os motivos da execução zerada nos programas de Hip Hop e Cultura Periférica no 1º trimestre de 2026.
02
Relatório da SMC em 30 dias Apresentação de: (a) cronograma de execução dos programas de fomento às linguagens artísticas para 2026; (b) calendário de lançamento dos editais de Hip Hop, Cultura Periférica, Samba, Rock e Reggae; (c) justificativa técnica para a ausência de pagamentos no 1º trimestre.
03
Dados desagregados dos editais Apresentação dos processos de seleção dos últimos dois anos discriminando: (a) perfil dos proponentes selecionados (produtoras x coletivos x artistas autônomos); (b) critérios de pontuação e barreiras de acesso; (c) percentual de organizações periféricas aprovadas.
04
Cumprimento da Lei Municipal nº 17.719/2021 Requisição de informações sobre a implementação da Política Municipal de Hip Hop, com apresentação do relatório de execução dos programas previstos na referida lei.
05
Esclarecimento das prioridades reais de 2026 Que a SMC informe quais são as prioridades reais de gastos culturais do Município, distinguindo investimentos em grandes eventos e infraestruturas consolidadas dos investimentos em fomento direto a artistas, pesquisa, difusão e produção cultural independente.
06
Garantia de vinculação das dotações Que a Comissão de Finanças examine se há risco de contingenciamento ou remanejamento dos recursos das dotações de Hip Hop e Cultura Periférica para outros fins em 2026, e que adote medidas legislativas para garantir sua vinculação.
07
Exercício pleno da função fiscalizatória Que o Poder Legislativo municipal exerça sua função fiscalizatória sobre a execução do orçamento da cultura, nos termos do art. 31, caput, da CF/88 e do art. 45 da Lei Orgânica do Município de São Paulo.
Seção VI

Cultura como Direito

O Hip Hop é reconhecido como patrimônio cultural imaterial da cidade de São Paulo e como movimento cultural de base que cumpre função social essencial nas periferias: redução da violência, inclusão juvenil, produção de identidade e pertencimento, geração de renda para trabalhadores da cultura e promoção da cidadania.

A subexecução sistemática das dotações destinadas ao Hip Hop, combinada com a concentração de recursos em grandes equipamentos e eventos de impacto midiático, configura uma política cultural excludente que contradiz os princípios constitucionais de igualdade de acesso à cultura (art. 215, CF/88) e de proteção às culturas populares (art. 215, §1º, CF/88).

O art. 216-A da Constituição Federal determina que o Sistema Nacional de Cultura deve ser organizado de forma descentralizada e participativa. A exclusão das manifestações culturais periféricas dos mecanismos efetivos de financiamento — seja pela não execução dos recursos aprovados, seja pela estruturação de editais inacessíveis — viola o espírito e a letra do mandamento constitucional.

A cultura não é gasto — é investimento. O retorno social dos programas de Hip Hop, Capoeira e Cultura Periférica é mensurado em décadas de transformação comunitária nas periferias de São Paulo. Sua invisibilização no orçamento executado é, também, a invisibilização de uma cidade real que não aparece nos grandes palcos, mas que produz, cria e resiste todos os dias.

— Fórum Hip Hop MSP

São Paulo, março de 2026.

FÓRUM HIP HOP MSP Movimento Hip Hop da Cidade de São Paulo
  • Base de dados de execução orçamentária — Prefeitura de SP — 1º Trimestre 2026 (basedadosexecucao_0326.csv, extração 28/03/2026)
  • LOA 2026 — Demonstrativo da Despesa por Órgãos e Categorias Econômicas (Portal da Transparência)
  • LOA 2026 — Demonstrativo da Despesa por Órgão e Operação Especial, Projeto e Atividade
  • Lei Municipal nº 17.719/2021 — Política Municipal de Hip Hop de São Paulo
  • Lei Municipal nº 13.443/2002 — Lei de Fomento ao Teatro
  • Constituição Federal de 1988 — arts. 5º, 37, 215, 216 e 216-A
  • Lei Orgânica do Município de São Paulo — arts. 11, 45, 111, 200, 201, 202 e 204
FÓRUM HIP HOP MSP
Movimento Hip Hop da Cidade de São Paulo
Dados: Portal da Transparência da Prefeitura de São Paulo · basedadosexecucao_0326.csv
Extração: 28/03/2026 · Período de referência: 01/01/2026 – 31/03/2026
Todos os valores são oficiais e públicos. Esta petição pode ser reproduzida e compartilhada livremente.

quarta-feira, 18 de março de 2026

REQUERIMENTO DE CRIAÇÃO DA SUBCOMISSÃO PERMANENTE DE ORÇAMENTO E FINANÇAS DA CULTURA

REQUERIMENTO DE CRIAÇÃO DA SUBCOMISSÃO PERMANENTE DE ORÇAMENTO E FINANÇAS DA CULTURA

O FÓRUM HIP HOP MUNICIPAL SP, no uso de suas atribuições e em representação aos movimentos socioculturais da periferia da Cidade de São Paulo, vem, respeitosamente, à presença de Vossas Excelências, com fundamento nos Artigos 55 e 56 do Regimento Interno da Câmara Municipal de São Paulo, requerer a imediata criação da SUBCOMISSÃO PERMANENTE DE ORÇAMENTO E FINANÇAS DA CULTURA, no âmbito da Comissão de Finanças e Orçamento.

1. FUNDAMENTAÇÃO JURÍDICA E REGIMENTAL

A criação desta Subcomissão fundamenta-se na competência da CFO para tratar de matérias orçamentárias (Art. 47, II do Regimento Interno) e na necessidade de fiscalização rigorosa da execução financeira da Secretaria Municipal de Cultura (SMC), que para o exercício de 2026 prevê recursos na ordem de R$ 905,58 milhões.

Base Legal Dispositivo Finalidade
Regimento Interno CMSP Arts. 55 e 56 Criação de subcomissões para estudos e fiscalização específica.
Constituição Federal Art. 215 Garantia do pleno exercício dos direitos culturais e democratização.
Lei Orgânica do Município Art. 200 Fomento à cultura e participação social na gestão pública.

2. JUSTIFICATIVA E DENÚNCIA DE PREVARICAÇÃO

A análise técnica da execução orçamentária de 2021 a 2026 revela falhas graves que configuram omissão do Poder Público e inércia fiscalizatória deste Legislativo:

  1. Desvio de Finalidade: Programas como o Território Hip Hop e o Mês do Hip Hop (Lei 13.924/2004) têm sido esvaziados de seu caráter formativo e transformador, sendo reduzidos a eventos pontuais sem transparência na seleção de artistas e fornecedores.
  2. Inibição da Participação Popular: As decisões orçamentárias são tomadas em gabinetes, sem a devida publicidade e sem a oitiva dos movimentos sociais da periferia, favorecendo grupos empresariais e pessoas com ligações políticas.
  3. Prevaricação Legislativa: A ausência de uma subcomissão dedicada impede que a Câmara exerça sua função precípua de fiscalizar a aplicação dos recursos culturais, permitindo que a SMC atue sem o devido controle social.

3. PEDIDOS E PRAZOS

Diante do exposto, REQUER-SE:

  • A) Instalação Imediata: Que a Comissão de Finanças e Orçamento delibere e instale a Subcomissão de Orçamento e Finanças da Cultura no prazo máximo de 15 (quinze) dias úteis.
  • B) Plano de Trabalho: Que a Subcomissão apresente, em até 30 (trinta) dias, um cronograma de audiências públicas descentralizadas nas periferias para debater o Orçamento de 2026.
  • C) Fiscalização de Contratos: Que sejam auditados todos os contratos de eventos realizados pela SMC entre 2021 e 2025, com foco na transparência e na isonomia de participação.

"A Câmara Municipal não pode se omitir diante da precarização das políticas culturais que deveriam promover a cidadania e a inclusão social nas periferias de São Paulo."

São Paulo, 16 de março de 2026.

FÓRUM HIP HOP MUNICIPAL SP
MOVIMENTOS SOCIOCULTURAIS DA PERIFERIA

segunda-feira, 16 de março de 2026

E NÓIS COMO TÁ? TÁ COMO?


 E NÓIS COMO TÁ? TÁ COMO?                                                                                                                                                                                                                                                                         Fórum Hip Hop MSP acessou os dados oficiais do Sistema de Transparência Municipal para responder a uma pergunta fundamental: afinal, o que o orçamento da cidade de São Paulo realmente destinou à Cultura Hip Hop entre os anos de 2021 e 2025? O que descobrimos mostra que, no orçamento público, nem toda promessa vira investimento real.

O valor previsto e anunciado no sistema foi de R$ 34.63 milhões. De todo esse malote, apenas R$ 21.20 milhões foi prometido (empenhado), ele foi para outros lugares não para efetivação da política pública periférica. O que foi pagos durante esses anos o valor real destinado ao hip hop R$ 18.28 milhões, mas não se tem a métrica e a transparência real se atingiu a meta  que é construir o progresso do hip hop na cidade, onde todos tenham direito de fazer ter cultura.  

Mas quem controla essa verba? 

Os dados mostram que 94,8% desse investimento está nas mãos da Secretaria Municipal de Cultura, enquanto os outros 5,2% ficam com a Secretaria Municipal de Educação.

O grande problema que os dados revelam é que o Hip Hop em São Paulo não tem uma política pública estruturada própria.  Mesmo sendo o Hip Hop de  São Paulo uma dos maiores expoentes do movimento mundial, no orçamento público essa cultura não tem uma rubrica exclusiva. Ela aparece apenas como um pedaço dentro de programas culturais genéricos e amplos, diluída em pastas como "Acesso à cultura", "Melhoria da qualidade" ou "Atividades Artísticas Diversas".

O movimento e aqueles que dizer valorizar e fazer parte dos valores do Hip Hop tem que pensar profundamente, temos que juntar e “cuida de nóis”, não ser somente representantes para agências de publicidade e etc.A cultura Hip Hop transforma territórios, forma artistas, educa jovens e constrói a identidade garantindo a cidadania em sua compreensão individual e coletiva, “tá no sangue, na base”. A pergunta que precisamos fazer é: o orçamento público está reconhecendo essa importância?

Como os dados são públicos e estão no sistema de transparência da cidade, a nossa luta agora muda de fase. A pergunta não é mais se existe recurso. O dinheiro existe. A verdadeira pergunta agora é: como ele está sendo distribuído?

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Reunião

REUNIÃO MOVIMENTO HIP HOP               Sexta-feira – 06/03/2026
 Hário 19h
 Rua Sete de Abril, 176 – Centro – São Paulo

Artistas fortalecendo artistas. Movimento fortalecendo movimento.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

RAPPER PIRATA A CULTURA DE SP SEQUESTRADA GENTRIFICAÇÃO CULTURAL #Gentrificação #Cultura #ForYou


 *A "Gentrificação Orçamentária" e o Sequestro do Espaço Público em SP*

A denúncia trazida pelo Rapper Pirata (Fórum Hip Hop MSP) expõe uma ferida invisível na gestão cultural de São Paulo desde 2017: a gentrificação cultural financiada pelo próprio Estado. Ao contrário da gentrificação imobiliária, que expulsa moradores pelo aumento do aluguel, a gentrificação cultural opera pela asfixia de recursos.
*O mecanismo descrito é perverso e pouco percebido no cotidiano:*
Apropriação do Investimento: O dinheiro público (nossos impostos) reforma o espaço (ex: R$ 94 mi no Anhangabaú).
Privatização do Lucro: A gestão é passada à iniciativa privada (concessão) por um valor irrisório comparado ao investimento (R$ 6,5 mi da WTorre).
Dupla Cobrança: O cidadão paga a obra com impostos e depois paga ingresso para entrar. Pior: a própria Prefeitura paga aluguel à concessionária para realizar eventos públicos em um espaço que era dela.
Enquanto "grandes eventos" da indústria cultural servem de vitrine política e captam milhões, a cultura de base como o Hip Hop, as Casas de Cultura da periferia e as leis de fomento (como a Aldir Blanc), sofrem com o desvio de finalidade, R$ 17 milhões vão para reforma de equipamentos públicos, da Secretaria de Cultura da cidade; já as diversas linguagens culturais paulistanas ficam R$ 5 milhões para fazerem cultura pela e para a cidade. A periferia não é convidada para a festa que ela mesma pagou porque não tem o CNPJ somente o CPF para quitar o imposto.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

RAPPER PIRATA QUANDO VC FOR BYE! BYE!


 

Reunião Extraordinária do Movimento Hip Hop
Domingo:  22 de fevereiro de 2026
Horário: Das 14h às 16h
Local: Rua Sete de Abril, 176 – Próximo à Praça da República - Cidade de SP

Tema: Políticas de Hip Hop na cidade de São Paulo.

Estamos falando de orçamento, reconhecimento institucional, formação, fomento, territorialidade, ocupação de espaços públicos e construção de políticas permanentes,  não favores.
A  cultura hip hop forma sõcio cultural como política de Estado.

Essa reunião não é apenas um encontro.
É articulação.

Se o Hip Hop é cultura, é educação, é economia criativa, é tecnologia social,  então ele precisa estar no centro das decisões que impactam a cidade.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Discurso da escassez e o esvaziamento da política cultural


RAPPER PIRATA

Há anos, a Prefeitura de São Paulo sustenta o discurso de que não há recursos suficientes para investir em políticas públicas, especialmente na área da cultura. Esse argumento, repetido de forma sistemática, tem servido como justificativa para a limitação de ações estruturantes e para o enfraquecimento de iniciativas voltadas à promoção da cidadania.

No entanto, os dados demonstram que essa narrativa não corresponde à realidade.

Desde 2008, a prefeitura afirma não alcançar suas metas de arrecadação.

Ainda assim, em 2025, o município registrou um recorde histórico, com arrecadação de *R$ 123.451.799.491,00* .

O problema, portanto, não parece ser a ausência de recursos, mas a falta de transparência sobre o destino desse montante e as prioridades estabelecidas na gestão pública.

Nesse cenário, torna-se urgente a construção de estratégias coletivas e uma compreensão mais profunda da política cultural da cidade. A cultura, enquanto política pública, não pode ser reduzida a discursos que, na prática, se encerram em negócios voltados exclusivamente à indústria cultural. Seu papel central é a promoção da cidadania, o fortalecimento dos territórios e o reconhecimento das expressões culturais que emergem do cotidiano da população.

O discurso da “falta de dinheiro” acabou naturalizando a concentração de recursos em determinados setores, enquanto a estrutura de uma política cultural ampla, democrática e permanente foi sendo paralisada. Trata-se de um processo já vivido e que, novamente, começa a se repetir.

A experiência acumulada ao longo dos anos permite reconhecer esse padrão. Culturalmente, a vivência cotidiana nos oferece elementos suficientes para compreender os impactos dessas escolhas. É preciso, portanto, estar alguns passos à frente, antecipando cenários e reagindo de forma organizada.

Afinal, transformar a cidade em um grande espaço de consumo cultural uma espécie de “Times Square” significa esvaziar seu sentido público, diverso e cidadão. E, quando isso acontece, já é tarde demais.

domingo, 1 de fevereiro de 2026

REUNIÃO DO MOMENTO HIP HOP

Data: 05 de fevereiro de 2025
Horário :19h00
 Rua Sete de Abril, 176
Centro – São Paulo
Próximo à Praça da República

PAUTA:
Política Pública de Hip Hop no Município de São Paulo

MCs • DJs • B-boys • B-girls • Grafiteiros • Produtores • Militantes da cultura

Hip Hop é organização, é política, é futuro!
#HipHop #HipHopEterno #BreakMusic #BreakingLimits #breaking 

A IMPORTANCIA DA CULTURA NA SOCIEDADE PAULISTANA

PROPOSTA PARA ELABORAÇÃO DO MÊS DE HIP HOP 2024

RESPOSTA DA SECRETARIA DA CULTURA REFERENTE O MÊS DE HIP HOP 2023

ESPORTE BREAKING COM POLÍTICA PÚBLICA

Plano de negócios para umempreendimento de Breaking

POLITICAS DE HIP HOP SP

DROGRA JWH-18 K

DROGADIÇÃO

CONFERÊNCIA LIVRE POPULAR DOS MOVIMENTOS CULTURAIS SP