E NÓIS COMO TÁ? TÁ COMO? Fórum Hip Hop MSP acessou os dados oficiais do Sistema de Transparência Municipal para responder a uma pergunta fundamental: afinal, o que o orçamento da cidade de São Paulo realmente destinou à Cultura Hip Hop entre os anos de 2021 e 2025? O que descobrimos mostra que, no orçamento público, nem toda promessa vira investimento real.
O valor previsto e anunciado no sistema foi de R$ 34.63 milhões. De todo esse malote, apenas R$ 21.20 milhões foi prometido (empenhado), ele foi para outros lugares não para efetivação da política pública periférica. O que foi pagos durante esses anos o valor real destinado ao hip hop R$ 18.28 milhões, mas não se tem a métrica e a transparência real se atingiu a meta que é construir o progresso do hip hop na cidade, onde todos tenham direito de fazer ter cultura.
Mas quem controla essa verba?
Os dados mostram que 94,8% desse investimento está nas mãos da Secretaria Municipal de Cultura, enquanto os outros 5,2% ficam com a Secretaria Municipal de Educação.
O grande problema que os dados revelam é que o Hip Hop em São Paulo não tem uma política pública estruturada própria. Mesmo sendo o Hip Hop de São Paulo uma dos maiores expoentes do movimento mundial, no orçamento público essa cultura não tem uma rubrica exclusiva. Ela aparece apenas como um pedaço dentro de programas culturais genéricos e amplos, diluída em pastas como "Acesso à cultura", "Melhoria da qualidade" ou "Atividades Artísticas Diversas".
O movimento e aqueles que dizer valorizar e fazer parte dos valores do Hip Hop tem que pensar profundamente, temos que juntar e “cuida de nóis”, não ser somente representantes para agências de publicidade e etc.A cultura Hip Hop transforma territórios, forma artistas, educa jovens e constrói a identidade garantindo a cidadania em sua compreensão individual e coletiva, “tá no sangue, na base”. A pergunta que precisamos fazer é: o orçamento público está reconhecendo essa importância?
Como os dados são públicos e estão no sistema de transparência da cidade, a nossa luta agora muda de fase. A pergunta não é mais se existe recurso. O dinheiro existe. A verdadeira pergunta agora é: como ele está sendo distribuído?
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