Translate

quarta-feira, 28 de junho de 2006

ATA Encontro do “Fórum Hip Hop e o Poder Público Municipal” 26/06/2006

Aos vinte e seis dias do mês de junho do ano de dois mil e seis, às dezenove horas na sede da coordenadoria de Juventude do Município de São Paulo, situada na rua Líbero Badaró, 119, reuniram-se: os integrantes do Fórum, sob a coordenação de André Luiz dos Santos, iniciando as discussões item por item:

1 - Fez a leitura da pauta:
- Apresentação do projeto entregue à secretaria de Participação e Parceria
- Indicação dos Artistas para o evento de agosto
- Mudança do nome (título) do evento de agosto

2 - Compareceu por alguns minutos o novo Coordenador de Juventude: Guilherme Aranha Coelho, apresentou-se e discorreu sobre seus anseios com sua nova função, do qual destaca-se:
·
· Aberto para trabalhar com o Fórum Hip Hop e o Poder Público; Quer aprender com o Movimento Hip Hop;
· Conversou com o Secretário De Participação e Parceria, está disposto a fazer os projetos apresentados por este Fórum, ressaltou que necessita de alguns detalhes;
· Propõe que o Fórum apresente um cronograma e agenda das atividades;
· Afirmou que participará das próximas reuniões;
· Acredita que os debates e reivindicações do Fórum têm que ser levadas as demais instâncias da prefeitura de São Paulo;
· Levar, também, o debate político as demais pessoas;
· Retomou a necessidade do Fórum apresentar até dia 03/06 o detalhamento para iniciar o trabalho do Evento de agosto.

Agora com a presença, sugerida pelo Coordenador, a Secretária da Coordenadoria da Juventude Sandra. Rapper Pirata retoma, após a apresentação do novo Coordenador, as atividades do Fórum,:

3 - Explicou o Projeto entregue à Secretaria de Participação e Parceria, gerando longo debate entre os integrantes do Fórum presentes, dos quais destacam-se:

* Quais a regiões que vão ocorrer o evento de Agosto? Porque os debates não serão também nos CEU’S e nos CCJ’s? Levando as pessoas para debaterem pela periferia?
Explica que os critérios deram-se pela questão de infra-estrutura e também porque o Fórum quer aproveitar esses debates para uma discussão de igual para igual, e sobre a escolha das regiões, não ocorrerá na Z.N. CJ da zn realizara o evento pelo Fórum ter decidido que não haverá eventos simultâneos, por estrutura e por garantir a participação das pessoas em todos os eventos.
* Qual vai ser a forma em que o fórum se organizará para trabalhar?
Por Gt’s e todos trabalharão.
* Qual foi o critério de escolha dos CEU’S?
O Fórum decidiu priorizar os CEU’S mais carentes de eventos culturais. Abre-se neste momento uma discussão sobre diversos integrantes do Fórum, alguns se responsabilizam em fazer eventos paralelos ao Fórum nos CEU’S e CCJ que não foram contemplados.
* Serão garantidas estruturas básicas para o trabalho no evento, como alimentação, transporte, etc?
A secretária Sandra assume essa questão, garantindo a estrutura pela Coordenadoria, desde que estejamos com o detalhamento pronto até o dia supra citado.
* Surge um questionamento sobre a representatividade do Fórum:
É debatido que a representação depende do processo e compromisso de cada integrante.
* Debate-se sobre a importância do evento chegar às periferias, e retoma-se que é exatamente essa a idéia do Fórum, com a relação entre núcleos do Fórum na periferia e um núcleo de convergência na prefeitura. Um trabalho continuo e processual do Fórum
* Qual a data para a indicação dos artistas para o evento de Agosto.
Até sexta-feira (30/06), marcando uma reunião extraordinária do Fórum.

* Comemoração de 22 anos de Hip Hop, ao contrário dos 20 anos, exatamente para quebrar a tradição da São Bento.
* Dificuldade de haver atividades paralelas no agosto, por causa mesmo da falta de comprometimento da organização com as atividades proposta pelo Fórum. Necessidade de assumir o coletivo do Fórum. Necessidade de sabermos qual a demanda requerida pelo Coordenador da Juventude.

4- Leitura do Oficio da Secretaria de Participação e Parceria:

* Cronograma de utilização das estruturas para o evento de agosto, com data e horário (os integrantes questionam já terem entregado). Nome dos artistas e produtores.
* O Formato do evento foi aprovado.
* Entregar o cronograma com essas informações até dia 03 de julho de 2006.

5 – O título do Evento dos 22 anos de Hip Hop, o Agosto Negro, foi impedido pela Secretaria de Participação e Parceria, justificando a patente da marca Agosto Negro.
Então o Fórum decidiu por em votação outro nome para o evento:
Os nomes sugeridos:
- Agosto Hip Hop
- Agosto Jovem
- São Paulo Capital do Hip Hop e da Juventude
- Hip Hop Cérebro e Contundente
- Agosto dos 4 elementos
- Agosto Pró Hip Hop
- 22 anos de Contemplação da População Negra
- Novo Hip Hop São Paulo
- Participação Juventude e Hip Hop
- Folclore Hip Hop
Entre os nomes indicados a maioria votou em “São Paulo Capital do Hip Hop e da Juventude”. Ficando este como o nome do evento dos 22 anos do Hip Hop na cidade de São Paulo.

6 – Informe da secretária Sandra, ela pediu para quem estiver interessado em vender trabalhos que cria e faz sobre o Hip Hop entrar em contato com a coordenadoria, chamando a atenção para a oportunidade de Geração de Renda.


7- Rapper Pirata deu por encerrado os trabalhos e foi deliberada a data de 30 de junho de 2006 às 19 horas para o próximo encontro extraordinário do Fórum “Hip Hop e Poder Público Municipal” na Secretária Especial de Participação e Parceria.

terça-feira, 27 de junho de 2006

ATA Reunião Extraordinária do “Fórum Hip Hop e o Poder Público Municipal” juntamente com o Secretário de Participação e Parceria.

ATA Reunião Extraordinária do “Fórum Hip Hop e o Poder Público Municipal” juntamente com o Secretário de Participação e Parceria.

Aos dezenove dias do mês de junho do ano de dois mil e seis, ás dezenove horas na sede da coordenadoria de Juventude do Município de São Paulo, situada na rua Líbero Badaró, 119, reuniram-se: os integrantes do Fórum, sob a coordenação de André Luiz dos Santos, juntamente a Walter Roberto representante do Secretário José Police Neto – que por motivos de trabalho não pode comparecer, ainda como convidado de Walter participou Guillherme (?) e Sandra (?) secretária da Coordenadoria da Juventude.
André Luiz dos Santos iniciou as discussões item por item:

1 - Fez a leitura da pauta, anterior a chegada dos representantes da Secretária de Participação e Parceria.

2 – Com a chegada do representante do Secretário, Walter Roberto, Guilherme e a secretária Sandra (?) inicia-se a reunião.

2.1. Walter Roberto, apresenta-se, como coordenador geral das Coordenadorias da Prefeitura de São Paulo.
Tem como projeto um maior diálogo entre as coordenadorias. Tem o projeto de trazer uma nova linha para a Secretária de Parceria e Participação, acompanhada da comunhão das coordenadorias. Deseja criar eventos que congreguem as coordenadorias.

2.2. André Luiz dos Santos apresenta o conteúdo, significado e importância do “Fórum Hip Hop e o Poder Público Municipal” aos convidados, justificando o que é o Fórum, o seu objetivo, seus projetos. A difusão do Hip Hop, a importância da cultura Hip Hop em São Paulo e principalmente para a periferia.

2.3. André Luiz dos Santos, inicia a leitura dos documentos que serão entregues à Secretaria de Participação e Parceria, no intuito de explicar o projeto que o Fórum está propondo a ação desta prefeitura, o projeto:
· Composição da equipe de trabalho
· Projeto simultâneo 22 anos de Hip Hop em São Paulo e Agosto Negro
· Encontros Temáticos
· Recomendação indicativa de políticas públicas sobre a Virada Cultural
· Calendário Municipal do Hip Hop da Cidade de São Paulo.

Fórum: 22 anos de Hip Hop, o Hip Hop não é cúmplice da violência, autonomia da cultura para os excluídos, unindo ao agosto negro pela sua importância na história. Idéia da história do Agosto Negro é que onde estejam pessoas marginalizadas, ele esteja junto.
Fórum propõe a este próximo Agosto em São Paulo debates para discussão da desigualdade, preconceito racial e estereótipo do meliante, entre outras. Esclarecendo assim o que é para o Fórum o evento Agosto Negro.
· Estratégia de parte de o evento ser nos CEU’S pouco assistidos
· Discussão na OAB, na Câmara, na Usp. Não será enfrentamento, será debate! O Fórum é apartidário!
· Galeria Olido e Feira na São João.

Fórum: Recomendação de Políticas Públicas, Virada Cultural como políticas públicas. Maior acesso à cultura. A cultura hoje em São Paulo é para quem? Reconhecer, com essa política a cultura de cada lugar. Esclarecimento: A coordenadoria é parte do Fórum , é também constituidor.

Walter Roberto: pede maior esclarecimento das moções elaboradas pelo Fórum.
Fórum explica a história, e os procedimentos das moções.

Walter Roberto: pergunta se os nomes para estagiários do Fórum foram indicados pelo Fórum.
Fórum: afirma que sim.

Fórum: Encontros Temáticos, discussão de políticas públicas. Busca de maior esclarecimento dos papéis e estruturas da organização e projetos da prefeitura de São Paulo.
Guilherme: questiona se não é interessante fazer isso nas sub prefeituras também?

Fórum: Sobre os eventos, propor que São Paulo seja a Capital do Hip Hop, busca deste reconhecimento. Assim, criar a Agenda do Hip Hop, trabalho que não é apenas importante para o Hip Hop, mas para toda a cidade de São Paulo.

Walter Roberto: suas considerações sobre os projetos apresentados:
Tudo o que estiver ligado à juventude é quisto pelo Hip Hop participar.
Fórum: Essa é a importância do Hip Hop – como cidadania – reconhecimento das ações para a Juventude e para toda a cidade de São Paulo. E o Hip Hop reconhecido por São Paulo
Walter Roberto: As subprefeituras, a sociedade, o governo em geral não sabem a importância do Hip Hop. Considerar o Secretário de Participação e Parceria como elo entre a sociedade e o governo. Um canal para chegar às subprefeituras.
Está é uma secretária nova, que tem problemas de infra-estruturas, mas consegue fazer elos, conscientizando as demais secretarias da importância da juventude
Secretário atual, experiência com cultura local, que está junto à coordenadoria de juventude que também está pensando na importância da cultura local.

Fórum: Precisamos do aval da Prefeitura para o Agosto Negro: Infra-estrutura garantida, Liberdade do uso da secretária e custos garantidos.
Walter Roberto: Qual o tempo hábil para a resposta do Secretário?
Fórum: o mais rápido, visto que, precisamos do material para divulgação até 05 de julho.
Walter Roberto: compromete-se reunir com o Secretário em regime de Urgência para nos dar em breve a resposta.
O CEU’S, como estão divididos, em regiões, para o Agosto Negro? Qual o critério de escolha?
Que estrutura tem a prefeitura para os eventos? Preocupação com as demais atividades que a coordenadoria desenvolve. Propõe a criação de uma sala na coordenadoria para as atividades de eventos.
Sobre o Agosto Negro, o representante lembra que tem uma empresa particular de eventos e pela sua experiência, vê o projeto do evento como coerente.
Ele termina sua fala comprometendo-se, novamente, a reunir-se com o Secretário amanhã (20/06) para passar a demanda e resolver isso rápido.

3- Com a saída dos convidados, os integrantes do Fórum debatem a reunião que acabou de seguir.

4- André Luiz dos Santos deu por encerrado os trabalhos e foi deliberada a data de 26 de junho às 19 horas para o próximo encontro do Fórum “Hip Hop e Poder Público Municipal” na Secretária Especial de Participação e Parceria.

terça-feira, 30 de maio de 2006

O HIP HOP COMO MOVIMENTO À CIDADANIA

REFLEXÃO SOBRE A VIRADA CULTURAL DA CIDADE DE SÃO PAULO

O HIP HOP COMO MOVIMENTO À CIDADANIA

SP 29/05/2006 A cultura é um legado (os modos de fazer) humano perpetuador da vida, é um legado histórico e, ao mesmo tempo, está por se fazer, sempre em movimento. É ela, produto criativo do trabalho humano, pertencente a todos, e sua possibilidade de criar-se e fazer-se é também direito de todos, constituído por lei. As diversas formas de expressão, os modos de criar, fazer e viver, sendo a própria cultura, são direitos de todos os brasileiros que vivem em diversos lugares, pois, o trabalho humano, o fazer-se, é cultura e, cada lugar é diversas culturas. Assim, é por lei direito do homem ter as condições essenciais de perpetuar sua cultura e prossegui-la.
Considerando ainda a cultura como uma condição social, dizendo respeito a todos os homens, é preciso entende-la não como uma dada cultura do Brasil, nem algumas representativas das regiões brasileiras, nem uma de cada cidade ou de cada bairro, mas sim, como diversas culturas constituídas e constituidoras de diversos lugares. Cada lugar é múltiplos modos de existir, de indivíduos fazendo-se cotidianamente.
Ainda sobre a cultura, é importante salientar, que ela não é um evento externo que chega aos lugares em que vivem os diversos brasileiros ensinando-nos o que é a cultura ocidental, ela não é o modo externo à vida de cada um no seu lugar, ela é o lugar. Ainda que todos os lugares e todas as culturas sejam relações entre o seu fazer específico e o mundo, ela não diz respeito a hegemônicos modos de fazer. Existem trocas, ou mesmo imposições culturais, mas não são nunca completas ou dominantes, pois cada individuo as vive e as transforma perante sua necessidade e criatividade. Sendo assim, a cultura é interna aos lugares e leva ao mundo seu fazer e, contraditoriamente, cada lugar recebe do mundo as experiências das diversas outras culturas. Em uma relação, indissociável e simultânea, cada cultura realiza-se nas contradições entre o mundo e o lugar.


Comunhão da cultura individual: O Hip Hop na cidade de São Paulo

Cada homem é uma cultura distinta, porém, temos maior apreensão destas quando essas vastidões de culturas encontram-se por um motivo comum e em comunhão constroem uma voz mais forte, ainda que não perca as identidades pessoais, é apenas em conjunto que o fazer cultural tem maior ressonância e sentido. Esta comunhão entre indivíduos manifesta-se por diversas formas, ao qual o fazer é discutido e solidário, o comum destes homens é parte de um projeto que os une, que permite a cada indivíduo a vida de sua cultura particular construída e discutida juntos. Os lugares são emaranhados desta relação que cada homem trava no seu dia-dia, uma relação consigo e com o outro, aprendendo, solidarizando-se, trocando suas experiências culturais com o seu entorno. Esta é a comunhão da vida, do resistir, do fazer-se.
Nas cidades temos diversas comunhões, na cidade de São Paulo, em cada lugar dela, temos um emaranhado de culturas resistindo e fazendo-se. São Paulo traz em sua história um processo de urbanização intenso e desigual, assim, os modos de fazer dos indivíduos desta cidade lhes caracterizam por culturas específicas, que resistem e existem pelas necessidades, possibilidades e criatividades dos paulistanos.
Encontramos na história recente desta cidade, e no seu presente, um fazer criativo e cotidiano, resistindo às condições desiguais dos bairros mais pobres e propondo outros modos de existir, que é o Movimento Hip Hop. Um movimento de diversos indivíduos, em sua maioria jovens, que constroem em seu cotidiano, encontrando-se na música, na dança, na pintura e nos seus problemas e esperanças cotidianas, uma forma de unirem-se e criar um movimento em que quatro elementos culturais os unem e possibilitam que cada um perpetue sua cultura e sua vida. Os elementos são: o Breaking, o Grafitti, o Dj e o Mc. Elementos que dizem respeito a suas histórias nos lugares, que lhes permitem valoriza-los como cidadãos que possuem sua arte e sua cultura. Elementos também que os unem para um futuro mais justo nos seus lugares, elementos que garantem o fazer criativo e comprometido com a razão e emoção a que todo homem possui e tem o direito de manifestar.

Fórum Hip Hop e o Poder Público Municipal: a cultura garantindo a cidadania

Nesta realidade paulistana, jovens de diversas partes do território, uniram-se para, através do Movimento Hip Hop, realizar sua cultura, garanti-la e ir mais além, garantir seus direitos e construí-los, junto ao poder público municipal, realizando a cidadania de cada individuo no seu lugar .
Desde agosto de 2005, ocorrem Fóruns de discussões que no seu processo vem construindo um diálogo entre os agentes do Hip Hop e alguns agentes do governo municipal, neste processo o mote das discussões encontram-se em oito eixos definidos pelo próprio fórum:
- Difundir o Hip Hop
- Elaborar políticas públicas de juventude
- Inserir o Hip Hop como tema transversal da educação
- Combater a discriminação de gênero
- Organizar uma agenda do Hip Hop na cidade
- Combater a discriminação racial
- Atuar contra a violência policial
- Gerar emprego e renda.
Tais eixos são de extrema importância na mobilização do movimento em pressionar, discutir e reclamar sobre as desigualdades que vivem e que é de responsabilidade da sociedade, de cada um levantar e propor novos caminhos e principalmente do governo possibilitar essas ações.
Ainda, este Fórum congrega pela cultura, uma troca riquíssima entre a vida do Hip Hop em cada lugar de São Paulo, ao trocar suas experiências culturais, estão também trocando informações sobre suas dificuldades, ou facilidades, seus dramas, suas correrias, suas alegrias, suas vidas em comunhão, projetando juntos, outros caminhos possíveis...


A Participação do Fórum Hip Hop na Virada Cultural de São Paulo

Uma das ações fruto deste Fórum, foi à possibilidade do Hip Hop congregar, mais uma vez, jovens que vivem em diversos lugares da cidade de São Paulo, que tem o Hip Hop como sua cultura, ou que querem conhecer o movimento, ou ainda, que são afins as idéias que o movimento aprofunda: o conhecimento, seja da cidade, seja das desigualdades, seja da vida de cada um. Apresentou-se em um dos bairros, onde o movimento existe, no Centro Cultural da Juventude na Vila Nova Cachoeirinha no dia 21 de maio de 2006, os quatro elementos do Hip Hop, evento que reuniu ao movimento, a importância das discussões do cotidiano, a valorização das pessoas destes bairros, a importância da cultura através do Movimento Hip Hop, trouxe também o conhecimento de contestação que historicamente o Hip Hop constrói. Foi um evento que possibilitou o diálogo entre a cultura, a política e a totalidade da vida das pessoas destes lugares.
A Virada Cultural é um evento que deveria apresentar ao seu povo as diversas culturas que ocorrem na cidade de São Paulo, no entanto, está muito aquém da possibilidade de permitir que cada lugar apresente sua real vida cultural. Ainda é um evento, como a maior parte das políticas culturais desta cidade, que favorece algumas culturas de São Paulo, principalmente eventos para a classe média e alta, com a participação de algumas de suas culturas, uma cultura elitista principalmente. Para que fosse realmente legitima a proposta deste evento, cada lugar teria que trazer as possibilidades de culturas feitas. São Paulo possui uma vasta qualidade de culturas, o que contraria a realidade de eventos como este, que sempre são contemplados, prioritariamente, pelos fazeres dos mais “famosos”, com artistas e agentes culturais mais “visíveis” privilegiando algumas poucas regiões. Política que faz com que a cultura venha de cima para baixo, de alguns agentes para uma elite e uns eventos pontuais para o povo, ao invés, de ser sua real razão: feito pelo povo para o povo. Considerando o inicio deste texto, temos que todos fazem cultura, todos! Então porque as possibilidades destas políticas culturais são para uma pequena elite?
O Fórum foi convidado a participar desta virada cultural, este entregou um projeto que teria o Hip Hop apresentado não apenas em um lugar qualquer, mas sim, nos seus lugares onde ele vive e, apresentado por todos os seus agentes e não pelos mais famosos. A proposta do Fórum foi desconsiderada. Cada bairro onde o Hip Hop vive, perdeu a oportunidade de apresentar à população o trabalho que faz e, ainda mais, perdeu o direito constituído por lei que garante que em cada lugar seja fomentada sua cultura, por eventos, por ações culturais.
Contraditoriamente, apesar de apenas um lugar ter sediado o evento, ainda assim, o poder da discussão cultural do Hip Hop foi importante, lembrando sempre, que aquele lugar não era o único lugar que o Hip Hop está presente. E que todos que estavam ali eram agentes da cultura de seu lugar.
A apresentação que trouxe os quatro elementos, com agentes de diversos lugares, inclusive os da casa, da Zona Norte de São Paulo, teve uma tarde em que a cultura, a história, a arte, a apresentação dos elementos, o movimento de contestação, de educação e de conhecimento, foram bases para um dia de construção de uma verdadeira cidadania.
Mais uma vez, com as possibilidades desiguais das políticas culturais, o Movimento, trouxe em sua totalidade a discussão da importância da fidelidade entre a cultura e o seu lugar, e é exatamente importante, porque a cultura não está deslocada da realidade espacial destes lugares, das condições de vida possível nestes lugares. O Hip Hop existe em determinados lugares desta cidade, vivendo-o, questionando-o, abrindo novos horizontes de fazer e estender a vida. Possibilitando um encontro da cidade, de sua população, de seu bairro, de seu lugar, do individuo, com sua cultura. O Hip Hop é importante, porque é um movimento cultural, é cultura e se a cultura é fundamento da cidadania, o Hip Hop, é um dos importantes caminhos a ela, em muitos lugares desta cidade. Foi assim que, apesar das criticas à Virada Cultural, na Vila Nova Cachoeirinha e pelo Movimento Hip Hop, a cidadania esteve fazendo-se...

Texto: Carin Carrer Gomes, geografa e participante do Forum de Hip Hop e o Poder Publico Municipal São Paulo.

A IMPORTANCIA DA CULTURA NA SOCIEDADE PAULISTANA

PROPOSTA PARA ELABORAÇÃO DO MÊS DE HIP HOP 2024

RESPOSTA DA SECRETARIA DA CULTURA REFERENTE O MÊS DE HIP HOP 2023

ESPORTE BREAKING COM POLÍTICA PÚBLICA

Plano de negócios para umempreendimento de Breaking

POLITICAS DE HIP HOP SP

DROGRA JWH-18 K

DROGADIÇÃO

CONFERÊNCIA LIVRE POPULAR DOS MOVIMENTOS CULTURAIS SP