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terça-feira, 13 de abril de 2010

AVALIAÇÃO DO FÓRUM SOCIAL MUNDIAL

Eduardo Jose Barbosa
Associação Cultural e Educacional Movimento Hip Hop Revolucionário Mh2R

O MH2R, nome fantasia da Associação Cultural e Educacional Movimento Hip Hop Revolucionário iniciou os tramites para a participação no Fórum Social Mundial 2010 5 (cinco) dias antes da viagem para Porto Alegre - RS, sito dia 20/01/2010, quando a ONG Ação Educativa fez o convite para a participação, ou melhor, dizendo para a viabilização do transporte, já que alimentação e demais gastos ficaram por nossa conta, fatos estes que inviabilizaram a participação de alguns verdadeiros militantes da Cultura Hip Hop e da discussão sobre Cultura Livre na pesperctiva do produtor cultural sem “pai-trocinio ou Q.I.-trocinio”, discussão que já é desenvolvida nas quebradas, pelo fato de sermos ainda reféns das licitações que o Estado vem convocando há algum tempo e que pela falta de recursos acabamos utilizando como possibilidade para o desenvolvimento de ações pontuais na busca pela minimização das mazelas e da segregação cultural que estamos imersos secularmente, entendendo que desta forma poderam ler nossa realidade, pois ainda é real e presente o objetivo de nos invadir culturalmente para se apropriarem e fraguimentarem coletivos engajados e assim aniquilar toda e qualquer possibilidade de emancipação e educação critica do povo via cultura como principal estratégia de libertação.

Como o tempo era extremamente escasso para um planejamento mais bem elaborado, nos articulamos com o Instituto VOZ, do qual também sou membro associado, para desenvolvermos ações conjuntas em busca de objetivos em comum, ou seja, agir e incentivar aqueles que atuem para a manifestação do pensamento, da criação, da expressão e da informação, sob varias formas de processo e veículo, atuando enquanto uma rede interdisciplinar de produtores artísticos, culturais e educadores que se organizassem coletivamente a fim de atuarem suprindo a falta de acesso à informação e à cultura, situação que aflige a maioria da sociedade brasileira num forte recorte de classe e, sobretudo as que vivem em situação de vulnerabilidade e risco pessoal e social, entendendo, tratar-se de um direito inalienável do indivíduo, sendo também indispensável à compreensão e ao exercício da cidadania.  
Nossos principais objetivos seriam e foram desenvolvidos na pesperctiva da troca de conhecimentos, a produção cultural independente e a formação de redes. Fomentando  com estes a formação a médio e longo prazo de ações coletivas em prol das culturas com um recorte especial e prioritário para a Cultura Hip Hop. Neste sentido foi ativado o Projeto Grafite com Pipoca, na pesperctiva da real expressão de “Livre Cultura”.
No dia 25/01/10 as 17h00 em frente ao Centro Cultural São Paulo, local posto como ponto de encontro para o embarque no ônibus que iria nos conduzir até o Rio Grande do Sul, mais precisamente na cidade de Canoas, na grande Porto Alegre, nos encontramos com os demais passageiros e neste momento já sentimos que tipo de atividade e convívio iríamos ter nos dias que viriam, pois na sua grande maioria, os companheiros de viagem não vinham de uma realidade desprovida de recursos e nem eram militantes engajados na transformação de tal realidade estavam na sua maioria ali para vários outros objetivos, e o pontuado acima não estavam em seus planos, devo salientar que aqui não defendo ou evidencio a construção de um estereotipo, pois sou historicamente estereotipado como marginal (no pleno pejorativo da palavra) e não quero com este multiplicar esta contradição, pois o relato parte de um conceito formado no convívio e não esta fundamentado em preconceitos; mesmo porque entendendo que;

“ As contradições estão postas para serem administradas e superadas em uma situação de práxis, a práxis revolucionaria e não um movimento de alienação e mansidão” sito Paulo Freire.

O embarque foi muito complicado, pois a “burracracia” nos causou um atraso de 3h30min (três horas e trinta minutos), a saída que foi inicialmente marcada para as 17h00 aconteceu às 20h30min, e ai se iniciava uma longa caminhada recheada de esperanças, esperança no sentido do esperançar, ou seja, visualizar de forma planejada e pautada na ambição positiva do alcance de todos nossos objetivos, na utopia de transformar nossa realidade e a de todos do convívio e realmente formatar este outro novo mundo possível, acreditando que ações pertinentes e com representatividade dos esfarrapados do mundo, engajar e coletivamente criarmos as tais possibilidades de juntos prosperarmos.

Levamos 20 (vinte) horas para chegar a Canoas, cidade na grande Porto Alegre no Estado de Rio Grande do Sul, lá chegando fomos alocados em uma escola onde foi formado nosso acampamento, quase todos do coletivo tinham barracas e os que não tinham foram acolhidos em outras barracas, à alimentação foi pensada para ser preparada na cozinha da escola em um sistema de auto gestão, porem tínhamos que comprar o alimento, fato este que se fez complicado, pois a rede de comerciantes ao perceber o numero respeitável de “turistas”, elevaram os preços e com isto inviabilizaram a compra de mantimentos que fugissem a cesta básica.

Contudo fizemos nossa arrecadação e acabamos provendo o necessário para a subsistência nos 5 (cinco) dias posteriores, nos reunimos e pensamos as estratégias de participação nos espaços formais da organização do FSM e efetivação dos planos de alcance dos objetivos postos na nossa curta organização divididos em 4 (quatro) momentos.

1° Credenciamento e reconhecimento da programação e seus respectivos espaços;
2° Levantamento da rede de parceiros já articulados por telefone e internet em SP;
3° Organização logística para a produção de material áudio e visual de Porto Alegre e região;
4° Efetivação e sistematização das ações

O primeiro momento nos gerou uma profunda surpresa seguida de uma também profunda e grande indiguinação, um dos critérios para o nosso credenciamento seria o pagamento de R$20,00 (vinte reais), segundo a organização do FSM esta quantia se fazia necessária para contemplar, alguns poucos, aos espaços e atividades mais disputados no FSM, o que na nossa visão conotava um forte recorte de classe dentro deste que deveria ser um espaço de igualdade e discussão de um tema que nos levou até ele, ou seja, tirar propostas coletivas para a minimização da exclusão no acesso a informação, discussão sobre cultura sem os grilhões do mercado e a total e irrestrita troca de conhecimento.

Ao pensar a palavra exclusão, logo nos vem à mente sua relação com pobreza, ou a posse ou não de riquezas. Num contexto de globalização, revolução tecnológica e alteração no papel do Estado, que está deixando de lado as garantias sociais, o FSM deveria afirmar que o surgimento de um sentimento de exclusão de um indivíduo, surge a partir da comparação entre o que ele tem em relação aos demais indivíduos, independente da satisfação de suas necessidades básicas e não ao contrario, o que nos remete novamente as contradições postas no inicio deste relato, pois em um dos seus sites os idealizadores e organizadores do Fórum Social Mundial dizem;

”O FSM é um espaço de debate democrático de idéias, aprofundamento da reflexão, formulação de propostas, troca de experiências e articulação de movimentos sociais, redes, ONGs e outras organizações da sociedade civil que se opõem ao neoliberalismo e ao domínio do mundo pelo capital e por qualquer forma de imperialismo. Após o primeiro encontro mundial, realizado em 2001, se configurou como um processo mundial permanente de busca e construção de alternativas às políticas neoliberais. Esta definição está na Carta de Princípios, principal documento do FSM. O Fórum Social Mundial se caracteriza também pela pluralidade e pela diversidade, tendo um caráter não confessional, não governamental e não partidário. Ele se propõe a facilitar a articulação, de forma descentralizada e em rede, de entidades e movimentos engajados em ações concretas, do nível local ao internacional, pela construção de um outro mundo, mas não pretende ser uma instância representativa da sociedade civil mundial”.

No entanto demos continuidade a nossa programação dentro do que tínhamos tirado coletivamente como objetivo e este fato por mais triste que fosse não abalaria nossa visão e missão. Então no mesmo dia saímos de Canoas e fomos a Porto Alegre e fizemos nossa primeira intervenção, resiguinificando a fachada de um prédio abandonado e que num passado não muito distante foi ocupado para moradia de pessoas de baixa renda e hoje vive às moscas, neste foi desenvolvido pelos escritores de grafite, Bruno Pere (Chorão) e Paulo Meira a arte do grafite, a sistematização em vídeo e Fotografia ficaram sobre a responsabilidade de; Jerônimo Vilhena (Gera), André Gustavo (Deco) e Eduardo (Bobcontroversista) MH2R, ali foi desenvolvida a real expressão de Cultura Livre.

“Cultura Livre é uma defesa de um novo conceito de cultura, nascido com a era digital. Este conceito prega que todo conhecimento deve ser livre, ou pelo menos, restrito ao mínimo possível, de forma a possibilitar seu compartilhamento, distribuição, cópia e uso sem que isso afete a propriedade intelectual subjacente aos bens culturais”. Larry Lessig.

E assim conduzimos nossos dias de FSM, na produção e articulação de uma rede verdadeira de ativistas da Cultura Hip Hop, porem ainda cabe uma reflexão sobre o formato do Fórum Social Mundial e seus encaminhamentos e acontecimentos, busco com isto evidenciar em alguns momentos o pesar e em outros os avanços potencializados por este momento de participação e cooperação no FSM-RS

Analisando as condições da nossa participação no Fórum Social Mundial, procuro fazer uma distinção entre a parte humana e engajada politicamente no viés coletivo do enfrentamento e propositura de ações para o combate às desigualdades, na construção e no acesso qualitativo e quantitativo a espaços culturais, ao fim das conseqüências nefastas do crime, das mais variadas drogas e uma analise do lado festeiro, turístico, apolítico e exploratório de alguns participantes do FSM (pois no nosso convívio, a elite burguesa se fez mais uma vez presente de forma concreta e cheia de embates), pois encontrei vários burgueses disfarçados de militantes no intuito de cooptar o pouco de informação que acumulamos na pratica sofrida nos fundões periféricos de São Paulo e região.

A exemplo de muitos outros espaços de discussão e propositura de ações para o combate às desigualdades e ao acesso qualitativo e quantitativo a espaços culturais, as conseqüências são como já posto no escopo deste relato, a invasão por parte de agentes que visão a captação de recursos como prioridade (o terceiro setor e seus sangue sugas) e o resultado é a fraguimentação, devemos atentar para que o FSM busque alternativas para a eliminação e na pior das hipóteses, a minimização das conseqüências destes atos e alcance na pratica, e naturalmente, avanços de combate à comercialização da cultura, do acesso dos jovens ao crime, da invasão do trafico de drogas e da omissão do Estado nas suas responsabilidades, infelizmente, o FSM, ainda conta com outros problemas que impedem ou retardam a sua evolução neste sentido.

Por ser um espaço pensado para um grito de revolução, articulação do povo saído das periferias do mundo, de combate ao imperialismo e construção de estratégias que nos levem a minimização das mazelas institucionais e policiais, fazendo aqui um pequeno recorte da ação do Estado, convivemos em Porto Alegre com a visão carregada do estigma atribuído pela sociedade burguesa, muito presente em Porto Alegre, de ser a parcela dos esfarrapados do mundo que buscam o pão e a batata para sobreviverem e um trabalho na linha de produção da fabrica, quando não a possibilidade de meter o revolver em algum “branco no carro importado”.

Enfim, estávamos desenvolvendo possibilidades de buscar conhecimento para dividir com e nas camadas mais carentes do Brasil articulando uma rede de verdadeiros militantes das mais varias culturas com um recorte especial para a Cultura Hip Hop.

Não discrimino e nem seleciono as pessoas. Até porque, segregação é coisa de nazista e dos monopolizadores da riqueza nacional. Acontece, que na conotação do inimigo,a participação da prole nestes espaços significa possibilidades e isto não é bem vindo, pois dividimos na forçada um bolo que foi feito para não ser dividido e se for que ele fique na sua maior parte com a burguesia.

Não sou nenhum otário usado pelo sistema pra arrastar meus irmãos para a sepultura. De qualquer forma, esse rótulo preconceituoso, faz com que não tenhamos o espaço que deveria ser nosso por direito em todos os grandes espaços de discussão e infelizmente o FSM nos proporcionou mais uma vivencia de exclusão.

Pra completar, poucos dentro do movimento primam pela ideologia, pelo crescimento e pela profissionalização. É inacreditável pra mim, como profundo admirador, militante ativista e potencializador da Cultura Hip hop, constatar que no ano de 2010, século XXI, ainda não temos um numero maior de militantes e locais adequados para a realização de eventos, que acomodem o nosso público tão sofrido de forma segura e confortável, e por fim, é mais do que absurdo não termos nem equipamentos musicais compatíveis com o valor de nossa cultura, por isso a indiguinação em não participar da construção junto com estes pseudos defensores da cultura livre.

Citei apenas alguns dos inúmeros problemas que visualizo na nossa participação no Fórum Social Mundial.  Relatei rapidamente alguns dos nossos erros, que nos fazem mesmo depois de uma década de FSM continuarmos aprisionados no amadorismo.

É impossível prosperar, sem saber administrar!

Mas, nem só de defeitos vive o FSM. Em relação à parte humana (a que mais me dá esperança na imortalidade do movimento) é visível e notório o crescimento intelectual de  diversos militantes, maloqueiros, produtores de cultura e política social, educação e fortalecimento da rede destes mesmos iguais.

A mesma tecnologia que nos trouxe a segregação, atraso e alienação (na pesperctiva de nos manter de chapéu atolado nos sites de relacionamento, grudados na TV comercial e etc.), nos trouxe também a possibilidade de nos informamos via internet, de produzirmos ótimos trabalhos em nossos barracos (casas de madeira ou alvenaria).

Hoje o FSM vive esse dilema; Temos uma pá de valores indiscutíveis, mas no entanto, sem o seu devido valor potencializado e respeitado.

Por isso, como disse antes, como profundo admirador, adepto e defensor ferrenho da Cultura Hip Hop, torço muito e atuo para que 2011 seja um ano melhor do que foi este 2010 mas, não posso fazer nenhum prognóstico. 

Os benefícios ou prejuízos, dependem muito da maneira em que as pessoas em questão se portam, uma vez, imersos nesse espaço restrito, completamente proibido pra ideólogos.

Nos dias de hoje infelizmente, as portas são abertas apenas para os que querem se vender para os que querem reverberar as idéias embranquecidas dos inimigos, de qualquer forma, a nossa inclusão é mais do que tardia afinal, quem proporciona ao povo carente ações reais de cultura?

Temos que lutar pra revertermos à injustiça e não pra sermos mais um no papel de escravos.

Tanto o Lula, quanto o Barack Obama, eram sonhos de nações devastadas pelo ódio racial e social, freqüentemente disseminado pelos opressores, na promoção das suas lutas de classes. O Lula era e ainda é, a representação em carne viva do retirante nordestino, expulso de sua terra pela seca, pela falta de reforma agrária e pelas políticas da República Velha, que tanto beneficiaram o sudeste.

Como todo bom afavelado, eu me senti representado ao ver um homem que se assemelhava a mim ocupando o cargo mais importante do país, porem não tive acesso ao seu discurso, pois não estava devidamente credenciado, ou seja, não tinha o recurso exigido pela organização do FSM, ou seja R$ 20,00 para pagar o tal do crachá que dava acesso aos espaços mais disputados, aprendi uma dura lição, não adianta ter um de nós no poder com uma estrutura burguesa de encaminhamento.

Não adianta esse, um, dos nossos chegar ao topo financiado com o dinheiro de sangue da classe rica. Nessa circunstância, o máximo que os donos do passe do homem escolhido como salvador da pátria, permitem, é que ele nos dê algumas esmolas assistencialistas.

Duramente constatado, que a exemplo de todos os outros FSM passados, o foco era os banqueiros, os industriais, os grandes empresários, enfim os investidores e financiadores do capitalismo e do imperialismo. Com o passar dos anos, ficou explicito, que o crescimento nacional estava atrelado ao crescimento global. Enquanto os chineses viviam a sua expansão econômica e os norte-americanos consumiam, nós crescíamos. Veio a crise mundial e o sonho acabou. Resumindo, o governo do metalúrgico, líder sindical, revolucionário esquerdista, foi tão corrupto e incompetente como qualquer outro governo burguês.

Mas, foi absolutamente válido, pois nos trouxe esse aprendizado; não precisamos apenas de um presidente oriundo da favela, precisamos junto com ele, também de senadores, deputados federais, governadores, prefeitos, deputados estaduais e vereadores, faço aqui uma relação com a questão humana que pontuei acima na propositura de busca por um entendimento de para onde vai e o que esta buscando o Fórum Social Mundial nestes moldes?

É justo descentralizar na pesperctiva da centralização?
E os coletivos e/ou pessoas que vão totalmente sem recursos materiais para somar na discussão em busca de soluções coletivas para as mazelas vivenciadas no dia-a-dia?

Enxergo o FSM e sua vitória, como uma espécie de vingança das minorias discriminadas contra a praga do racismo, do neo-imperialismo. Uma desforra das nações subdesenvolvidas do planeta ao modelo branco europeu norte-americano. Trata-se de um acontecimento histórico e inacreditável. Digno de um longa metragem, ainda mais, por ter ocorrido em um dos países mais preconceituosos do mundo.

Não posso precisar,  que se trata de um primeiro passo em direção a uma nova era, mas, é muito importante termos mais esse modelo de superação e conquista para nos espelharmos.

A história do FSM é a prova de que podemos se quisermos.

Não vou mentir, eu tenho uma satisfação imensa ao pensar nos filhos da p. da Ku Klux Klan, nos cavaleiros da camélia branca e outros adoradores de Hitler sendo governados por um homem negro, por um afavelado incorruptível e apoiado por uma majoritária equipe de senadores, deputados federais, governadores, prefeitos, deputados estaduais e vereadores provenientes das periferias do Brasil.

Igual a muitos no Brasil, eu cresci importando as histórias made in USA. Cresci cultuando ídolos como Malcolm X, Martin Luther King, panteras negras, Rosa Parks, etc. as lutas dessas pessoas pela igualdade racial, pelos direitos civis e o fim das leis segregacionistas, se tornaram lutas planetárias.

Acredito que cada pessoa do mundo, que já foi vitima da omissão estatal ou de ações repressivas e discriminatórias governamentais, mas, de qualquer forma, é bom deixar uma coisa explicita, em minha opinião, só coletivamente vamos tomar de assalto espaços de discussão como o FSM, assumindo posturas fortes de enfrentamento e ai sim virá à força do exemplo.

Porque não exercer no FSM funções de controle, de responsabilidade e de grandes decisões? 

Agora, eu creio que não podemos nos iludir com o FSM, que o mesmo mudará a  vida dos afro-brasileiros nos morros e nas periferias. O fim do apartheid na África do sul e a eleição de Mandela e do Lula pra mim foram mais significativos, e mesmo assim não tiveram tal êxito.

È um erro na minha visão pensarmos que a partir de agora os problemas de outros povos serão tratados como problemas do FSM, o mesmo não foi feito para mudar o fanatismo local, por poder ou para abrir mão da visão e manutenção da supremacia norte-americana, para manter o status de potência militar, econômica, tecnológica e industrial.

Até quando continuaremos financiando guerras, ditaduras, tiranos, pilhando povos, usurpando riquezas e dizimando milhares de opositores?

Viva o FSM e se tudo der certo viva Nairob.

Continuo correndo atrás da proposta de um outro mundo possível com ousem FSM.

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