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domingo, 9 de agosto de 2009

OLHAR INSTITUCIONAL: O QUE PENSO E O QUE QUERO DO HIP HOP?

Sampa 09/08/2009.
Dia 29 de julho deste ano, rolou o evento 9ª SEMANA DE CULTURA HIP HOP, dás 20 hrs ás 23 hrs, lá na ONG Ação Educativa. Nós estávamos debatendo umas idéias sobre o Olhar das Instituições sobre o Movimento Hip Hop, com a pergunta a elas O que pensam e o que querem do Hip Hop? Os convidados pela organização do evento foi o Márcio Santos(mc do grupo Rota de Colisão) assessor de Projetos de Hip Hop da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo, o Honerê Al-Amin da Posse Hausa- SP, o Marcelo da Cavanha da CUFA-SP e a conversa era mediada por mim: Rapper Pirata representando o Fórum de Hip Hop Municipal SP, também haviam várias personalidades do movimento hip hop paulistano.
A conversa durou três horas e teve abertura com a fala do Honerê Al-Amin, ele fez junto com os outros debatedores uma respectiva da história do movimento H2O e suas instituições; O Hip Hop tornou-se um instrumento social para jovens pobres estabelecerem seus espaços na sociedade e trocarem a violência por arte. O Hip Hop tem em sua essência buscar contar a história do berço da vida dos seres humanos, o continente Africano. Ele amplia as discussões das causas e efeitos na nossa vida e dos nossos ancestrais, que vieram como escravos em navios negreiros para o continente americano. Todos e todas presentem entendiam que o Hip Hop é um instrumento de combate aos resquícios dos tempos macabros mantidos ainda hoje em políticas e ações dos gerenciadores do estado. Os atos são difíceis de serem percebidos por comodismo de uns, por acharem-se beneficiados pelo tal racismo não declarado; Mas o genocídio e prisão de jovens moradores dos guetos e periferias aumentam, tanto que existem estatísticas com cálculos de projeções futuras que está em ordem crescente nos gráficos dos estudos sobre a violência, os número de quantos jovens serão ser assassinados.
O por essas razões todas e todos presentes na conversa afirmavam que o Hip Hop deve voltar as ruas, e se estruturar nas comunidades, onde ele é o potencializador e valoriza a auto estima dos moradores de bairros distantes dos centros financeiros, através de seus quatro elementos (mc, break, graffite e dj). Territórios urbanos que aumenta o consumo de drogas, que somente fragilizam os indivíduos e destroem suas famílias. Quem participa do movimento Hip Hop tem sua responsabilidade com a sua arte seja: o breaking, graffite, mc ou dj, com a construção da liberdade e autonomia do próprio movimento.
Então Cavanha da CUFA argumentou que a responsabilidade das instituições não é institucionalizar o movimento hip hop. Elas têm causas maiores no sentido de serem pontes do diálogo das comunidades com poder público. Também podem dar sustentação a essas culturas geradas na periferias, sem discriminaliza-las. Podendo ser uma via de combate a o mal que afeta e desestabilizado as pessoas dessa geração deste século, o desemprego. Como essas culturas tem suas especificidades como geradora de possibilidades financeiras para as pessoas que as fazem.
Cavanha acredita que se necessita organizar as forças do Hip Hop brasileiro, para elas juntas fortalecer em todo o aprendizados dessas três década do Hip Hop no Brasil.
A informação de como buscar a auto gestão dessas cultura periféricas e marginalizadas, cabe aos governos em todas suas esferas tornar-lo mais acessível, na formatação de políticas públicas que ajudem o desenvolvimento da cultura brasileira. Anulando entraves burocráticos que acabam excluído a participação dos interessados, e os elementos que mantêm o Hip Hop vivo. Márcio Santos enquanto representante de uma secretaria de estado diz que é necessário que os gestores públicos terem uma maior sensibilidade e responsabilidade em seus de projetos de cultura. Importante haver mini-cursos de criação de projetos para os públicos alvos, democratizando a informação para o número maior de pessoas serem contempladas. A participação de muitas pessoas que fazem o hip hop limita-se em obrigações como a criação de empresas para obterem o CNPJ. Então cabe o próprio movimento pressionar os gestores públicos e em prol do interesse do próprio Hip Hop.

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