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segunda-feira, 31 de julho de 2017

CONTÁGIO O AUMENTO DAS DST NA PERIFERIA.


André Luiz

Sexta-feira 11 de agosto de 2017- Acontece no bairro de Taipas, zona norte da cidade de São Paulo, o evento
 Hip Hop Filmes: CONTÁGIO projeto do Fórum Hip Hop MSP, que atua há 11 anos através do hip hop para o combater ao Genocídio da Juventude Preta, Pobre e Periférica, resultado das ações do racismo institucionalizado no país.

Com a proposta de dialogo e difundir informações para população periférica, o encontro será na Biblioteca Érico Veríssimo, R. Diógenes Dourado, 101 – Jaraguá, São Paulo, no horário das 14 
h às 18 h. O público-alvo adolescente das escolas da localidade e moradores que frequentam a biblioteca pública. A temática será sobre as doenças sexuais transmissíveis que vem aumentando e atingindo principalmente a população pobre; como a Sífilis congênita que é transmitida ao bebe durante a gravidez, mas se tem a problema falta de penicilina em postos de saúde. Fora acesso precarizado ao atendimento de qualidade ao Sistema de Saúde (SUS).

O debate papo terá também atrações de artistas do movimento 
Mc KikaAlcirSoul e Mico, djs André e Pec JaygrafittiHéuRizka e Jhonny PhenixbreakWellMon, Nica e Chileno.

O projeto tem o apoio cultural da Secretaria de Cultura da Cidade de São Paulo, pelo Lei nº 16.496/
2016 de Fomento a Periferia.


Serviço:
FORUM HIP HOP MSP 
forumhiphopmsp.com.br/


Assessoria de imprensa  André Luiz - Mtb:41831/SP  - 961235445  - andrecorin@gmail.com

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Pra quem vive na guerra a paz nunca existiu
O negro é o vilão da sociedade brasileira
link: http://www.r7.com/r7/media/2017/2017-negrodrama/index01.php
Por hora, em média, morrem três jovens negros no País. Em entrevista ao R7, André Luiz dos Santos, representante do Fórum de Hip Hop de São Paulo, comentou o assassinato de pretos e pardos e afirmou que “o Brasil não se incomoda com as mortes, porque as pessoas negras estão estereotipadas como bandido, como inimigo da sociedade”.
— O inimigo da sociedade é o adolescente, de 13 anos, preto, morador da periferia. Aí as pessoas não se incomodam com ele. Ele é um monstro social.
Este ano, foi mostrado que a população negra brasileira ainda tem um IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) menor que a população branca e só em 2010 os negros alcançaram um patamar que os brancos já tinham desde 2000. As constatações foram obtidas pelos pesquisadores do PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) no Brasil.
R7: Por que você acha que há resistência ao termo genocídio da população negra no Brasil?
André Luiz dos Santos: Porque atinge uma determinada população. Você vai ver, pelos números, que é preto, pobre e periférico. E só vem evoluindo o número desses assassinatos, nunca diminui. Em 2014, para mascarar isso, o Estado de São Paulo, parou de falar das chacinas. Os policiais mataram muito mais do que as pessoas do crime. O Brasil não se incomoda com as mortes porque as pessoas negras estão estereotipadas como bandido, como inimigo da sociedade. O inimigo da sociedade é o adolescente, de 13 anos, preto, morador da periferia. Aí as pessoas não se incomodam com ele. Ele é um monstro social.

R7: A desmilitarização poderia reduzir o número de mortes?
André Luiz dos Santos: Só desmilitarizar a polícia militar não resolve. O problema é a política de segurança pública implantado pelo Geraldo Alckmin no Estado de São Paulo já há um bom tempo. E essa segurança maquia o principal que é o dinheiro. As pessoas que estão presas, por ano, dão um lucro de 5 bilhões. Alguém fica com esse dinheiro. O Brasil não discute racismo. Se falar de racismo, as pessoas não vão às ruas. Mas para falar de qualquer outra besteira as pessoas vão às ruas.

R7: O encarceramento em massa também deve ser discutido nesse quesito. Penas alternativas ajudariam?
André Luiz dos Santos: Essas pessoas são presas pela questão do tráfico. As pessoas estão presas sem serem condenadas. Só que isso faz um caos na periferia.

R7: Como a maioridade penal pode influenciar neste panorama?
André Luiz dos Santos: O ECA nunca foi cumprido. O número de adolescentes que cometeu um assassinato é de zero vírgula zero alguma coisa. Os dados são todos falsos. O medo é uma forma política de controlar. Eles pegam um cara do MP e coloca dentro da secretaria de governo. E com esse negócio é a vida do pobre que está em risco.

R7: Qual é o trabalho de resistência que você faz?
André Luiz dos Santos: Conseguimos fazer debates, manifestações... a gente conseguiu trazer uma discussão sobre o genocídio muito grande. Só que a gente não quer ficar falando de números. A gente quer que pare as mortes.