Translate

sábado, 19 de agosto de 2017

OLHAR E VER SE IGUAL.

Rapper Pirata



Um new classe média refletindo a vida ao acordar ele fica a se perceber alguns minutos da vida.
Olho a imagem refletida na parede e fico ali analisando-a e reparo sua semelhança com outras imagens que perturbam a minha mente. Nossa como ela é tão idêntica à dos moradores que chamei de vândalos na noite passada. Eles estavam lá sendo mostrados em meu televisor pela Globo que registrava em sua câmera a baderna, eles a faziam somente porque algum vizinho deles morreu de forma estúpida por balas de patrimônio público. O engraçado, que eles são vizinhos da minha rua localizada em um bairro distante da região central da cidade.
Meu... Porque certas pessoas resolvem revindicarem esses tais direitos humanos? O chato que elas tornam-se perigosas para a minha paz e para a ordem do estado.
Afí... Esse bando de arruaceiros que somente atrapalharam minha vida. Todos os dias provocam uma pertubação civil no trânsito, em razão dessa atitude rude deles sempre chego atrasado no meu emprego. Cara como pode?
Nossa como sou perfeito! Todos os dias chego uma hora antes e saio três horas depois do trampo, para meus patrões darem-me a oportunidade de um cargo melhor. Sei que eu não nasci para ficar para trabalhando em chão de fábrica. Estou na luta, mas entendo sempre quando o meu chefe que fala bastante porque chego sempre três minutos atrasados. Assim não consigo ser um excelente profissional e adaptar-me as regras de complice. Poxa! Assim atrapalho o lucro da empresa.
No meu trabalho tem dessa gente que fica agitando as outras no intuito de fazerem greve para melhorar nosso salário. Ainda bem que eu tomo distância desses críticos petistas e socialistas.
Nossa! Como essa imagem do que vejo refletindo na minha parede é tão igual à dos moleques do farol, os que estudam em escolas públicas de manhã. A tarde ficam até umas nove da noite pedindo para me roubar a caridade de dar-lhes uma moeda qualquer.  Eles vendem balas juntos com uns adultos. Acho que está na hora deles conseguirem um trabalho de verdade!
Tem umas ideias nesse país que não entendendo. O porque precisam de cotas para estudarem em universidade pública? Só porque não aprenderam o básico para passar no vestibular? Que para mim é justo, se eu não estou em universidade pública é porque sou incompetente!
Cara! O meu nariz, a cor da pele, o cabelo, os gestos, a forma de falar é tudo a essas pessoas que sou crítico, elas são iguais a essa imagem que vejo no espelho...
Ela sou eu, o que finge não ser igual a ela.
Meu! Se eu quiser vencer terei que continuar me escondendo atrás dos escudos dos preconceitos da sociedade brasileira. Eu necessito muito da televisão e internet para alienar-me, mantendo a ideia da realidade fictícia dos reality shows.


MORADIA NO CENTRO PARA QUEM?

segunda-feira, 31 de julho de 2017

CONTÁGIO O AUMENTO DAS DST NA PERIFERIA.


André Luiz

Sexta-feira 11 de agosto de 2017- Acontece no bairro de Taipas, zona norte da cidade de São Paulo, o evento
 Hip Hop Filmes: CONTÁGIO projeto do Fórum Hip Hop MSP, que atua há 11 anos através do hip hop para o combater ao Genocídio da Juventude Preta, Pobre e Periférica, resultado das ações do racismo institucionalizado no país.

Com a proposta de dialogo e difundir informações para população periférica, o encontro será na Biblioteca Érico Veríssimo, R. Diógenes Dourado, 101 – Jaraguá, São Paulo, no horário das 14 
h às 18 h. O público-alvo adolescente das escolas da localidade e moradores que frequentam a biblioteca pública. A temática será sobre as doenças sexuais transmissíveis que vem aumentando e atingindo principalmente a população pobre; como a Sífilis congênita que é transmitida ao bebe durante a gravidez, mas se tem a problema falta de penicilina em postos de saúde. Fora acesso precarizado ao atendimento de qualidade ao Sistema de Saúde (SUS).

O debate papo terá também atrações de artistas do movimento 
Mc KikaAlcirSoul e Mico, djs André e Pec JaygrafittiHéuRizka e Jhonny PhenixbreakWellMon, Nica e Chileno.

O projeto tem o apoio cultural da Secretaria de Cultura da Cidade de São Paulo, pelo Lei nº 16.496/
2016 de Fomento a Periferia.


Serviço:
FORUM HIP HOP MSP 
forumhiphopmsp.com.br/


Assessoria de imprensa  André Luiz - Mtb:41831/SP  - 961235445  - andrecorin@gmail.com

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Pra quem vive na guerra a paz nunca existiu
O negro é o vilão da sociedade brasileira
link: http://www.r7.com/r7/media/2017/2017-negrodrama/index01.php
Por hora, em média, morrem três jovens negros no País. Em entrevista ao R7, André Luiz dos Santos, representante do Fórum de Hip Hop de São Paulo, comentou o assassinato de pretos e pardos e afirmou que “o Brasil não se incomoda com as mortes, porque as pessoas negras estão estereotipadas como bandido, como inimigo da sociedade”.
— O inimigo da sociedade é o adolescente, de 13 anos, preto, morador da periferia. Aí as pessoas não se incomodam com ele. Ele é um monstro social.
Este ano, foi mostrado que a população negra brasileira ainda tem um IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) menor que a população branca e só em 2010 os negros alcançaram um patamar que os brancos já tinham desde 2000. As constatações foram obtidas pelos pesquisadores do PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) no Brasil.
R7: Por que você acha que há resistência ao termo genocídio da população negra no Brasil?
André Luiz dos Santos: Porque atinge uma determinada população. Você vai ver, pelos números, que é preto, pobre e periférico. E só vem evoluindo o número desses assassinatos, nunca diminui. Em 2014, para mascarar isso, o Estado de São Paulo, parou de falar das chacinas. Os policiais mataram muito mais do que as pessoas do crime. O Brasil não se incomoda com as mortes porque as pessoas negras estão estereotipadas como bandido, como inimigo da sociedade. O inimigo da sociedade é o adolescente, de 13 anos, preto, morador da periferia. Aí as pessoas não se incomodam com ele. Ele é um monstro social.

R7: A desmilitarização poderia reduzir o número de mortes?
André Luiz dos Santos: Só desmilitarizar a polícia militar não resolve. O problema é a política de segurança pública implantado pelo Geraldo Alckmin no Estado de São Paulo já há um bom tempo. E essa segurança maquia o principal que é o dinheiro. As pessoas que estão presas, por ano, dão um lucro de 5 bilhões. Alguém fica com esse dinheiro. O Brasil não discute racismo. Se falar de racismo, as pessoas não vão às ruas. Mas para falar de qualquer outra besteira as pessoas vão às ruas.

R7: O encarceramento em massa também deve ser discutido nesse quesito. Penas alternativas ajudariam?
André Luiz dos Santos: Essas pessoas são presas pela questão do tráfico. As pessoas estão presas sem serem condenadas. Só que isso faz um caos na periferia.

R7: Como a maioridade penal pode influenciar neste panorama?
André Luiz dos Santos: O ECA nunca foi cumprido. O número de adolescentes que cometeu um assassinato é de zero vírgula zero alguma coisa. Os dados são todos falsos. O medo é uma forma política de controlar. Eles pegam um cara do MP e coloca dentro da secretaria de governo. E com esse negócio é a vida do pobre que está em risco.

R7: Qual é o trabalho de resistência que você faz?
André Luiz dos Santos: Conseguimos fazer debates, manifestações... a gente conseguiu trazer uma discussão sobre o genocídio muito grande. Só que a gente não quer ficar falando de números. A gente quer que pare as mortes.