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quinta-feira, 16 de novembro de 2017

DISPUTAR PARA A MAIORIA


Rapper Pirata

O Principio dos direitos humanos é: 
os direitos naturais, inalienáveis e sagrados do homem” são a fundação de todo e qualquer governo.(
 A Inversão dos Direitos Humanos – Lynn Hunt)

Agora precisamos analisar a realidade para agirmos em prol desses direitos, e entender os que usam em discursos de convencimentos, agora na hora de torna los reais chama os de besteira social.


Os governos são grupos (parte, partido) da sociedade que escolhem os seus valores de representatividade para obterem o poder sobre as nações. Eles maquiam suas ideias em eleições para terem a legitimidade do sufrágio popular (voto).

 Então os direitos humanos somente atingirão somente alguns humanos da classe na direção do estado, a outra parte da população serão os bandidos, os terroristas entre outras denominações inventadas para não se perceber a a contradição as ao grupo que administradores do governos em todas esferas municipal, estadual e federal

Por isso devemos nós pensantes e atores sociais lutarmos para tornar os direitos comuns ao povo. Precisamos criar estratégias de disputarmos a direção dos orçamentos públicos e da política. Agora sempre mantendo na essência da razão, que nesse momento histórico não está se construindo nenhuma revolução, mas somente permanecia do mesmo sistema.

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Representantes da Cultura fazem apresentações para pedir mais recursos para a área

DA REDAÇÃO - CÂMARA MUNICIPAL DE SÃO PAULO                                                                    foto: Luiz França/CMSP
Apresentações de teatro, dança e música marcaram a Audiência Pública desta terça-feira (31/10) para discutir a Proposta de Lei Orçamentária 2018 (PL 686/2017) – que estima as receitas e fixa as despesas da capital paulista para o próximo ano – da Secretaria Municipal de Cultura.
Os mais de 300 participantes da Audiência fizeram intervenções artísticas para pedir mais verbas para a Pasta. De acordo com a proposta em tramitação na Câmara Municipal de São Paulo, dos cerca de R$ 56,2 bilhões previstos para a cidade, a Secretaria Municipal de Cultura terá cerca de R$ 437 milhões – o que representa uma queda de 15,8% em relação ao orçado para este ano.
Para o integrante do Fórum de Hip Hop, rapper Pirata, o recuo do Orçamento para a Cultura precisa ser revisto. “A área deve ser respeitada e esses 15,8% precisam voltar para que a Secretaria Municipal de Cultura tenha poder e faça os investimentos necessários”, disse.
Pirata defende que o aumento possa garantir, entre outras coisas, a realização do mês do Hip Hop, a manutenção das Casas de Hip Hop e o vocacional Território Hip Hop. “O evento ocorre em todos os territórios da cidade. A Casas de Hip Hop ajudam a preservar e a contar a história e o vocacional gera cultura e sai das especificidades”, disse.
O secretário de Cultura, André Sturm, afirmou que haverá dinheiro para o Hip Hop. “O Orçamento prevê R$ 1,5 milhão para o mês do Hip Hop. É inquestionável a importância desse evento, tanto que entendemos que apenas um mês é pouco”.
A aluna de canto lírico da Escola Municipal de Música, Tamila Freitas, comentou a importância do Projeto para as pessoas da periferia. “O conceito de que a música erudita é elitizada é errôneo. Somos estudantes de música erudita e somos da periferia. São instituições como essa que nos permitem ter esse tipo de estudo”, disse a corista.
A Escola Municipal de Música faz parte da Fundação Theatro Municipal de São Paulo. Para o próximo ano, está previsto um aumento de 14% em relação a 2016, o que garantirá cerca de R$ 140 milhões para a instituição. “Essa escola atende muitos alunos de periferia e é um curso de formação profissional. O aumento para o Theatro Municipal é consequência da reestruturação que estamos fazendo, que nos permitiu dar melhores condições de trabalho aos músicos e bailarinos”, disse o secretário.
A bibliotecária Durvalina Soares Silva chamou a atenção para a importância dos livros e da literatura. “Estamos vendo algumas bibliotecas sendo fechadas e não vemos Orçamento para os ônibus-biblioteca, que atendem as periferias e permitem que as pessoas tenham acesso ao livro e à leitura. Não aceitamos o desmonte da literatura e do livro. Precisamos ser respeitados pela Secretaria Municipal de Cultura”, comentou.
Sturm concorda que a literatura e os livros precisam ser valorizados. “Está previsto R$ 1 milhão para as políticas públicas das bibliotecas e para o programa ônibus-biblioteca. É uma inverdade que as bibliotecas não são priorizadas”, disse ele.
Outras demandas foram apresentadas pelos participantes da Audiência Pública, como recursos para o reggae, dança, e a reabertura da Ocupação Cultural de Ermelino Matarazzo, na zona leste.
Para o sub-relator de Cultura no Orçamento, vereador Zé Turin (PHS), a participação popular foi fundamental. “Estou estudando o Projeto e percebemos que será necessário um aporte para a Secretaria Municipal de Cultura. É importante porque todos precisam ser contemplados, em especial as periferias”, disse.
O relator do Orçamento, vereador Ricardo Nunes (PMDB), defendeu a necessidade de os recursos serem investidos. “É necessário que haja um dispositivo para que o dinheiro não possa ser remanejado ou congelado. O Orçamento para a Cultura deve melhorar”, disse.
O presidente da Comissão de Finanças e Orçamento, vereador Jair Tatto (PT), elogiou a participação dos presentes. “Vamos marcar mais uma Audiência Pública para discutir a Cultura. O Orçamento da área precisa melhorar bastante”, disse.
Participaram da Audiência Pública os vereasores Antonio Donato (PT), Toninho Vespoli (PSOL), Sâmia Bomfim (PSOL), Juliana Cardoso (PT), Professor Claudio Fonseca (PPS), Mario Covas Neto (PSDB), Janaína Lima (NOVO), Isac Félix (PR), Edir Sales (PSD), Rute Costa (PSD) e Eduardo Suplicy (PT).
PPA
Os participantes ainda discutiram o Plano Plurianual 2018-2021 (PPA) – que reúne as ações e metas do Governo para esse período. O relator do Projeto é o vereador Atílio Francisco (PRB), que está acompanhando todas as Audiências Públicas.
Participe das próximas Audiências Públicas do Orçamento e do PPA. Veja aqui o calendário completo
Matéria publicada no portal da Câmara Municipal de São Paulo.

quarta-feira, 1 de novembro de 2017


Representantes da Cultura fazem apresentações para pedir mais recursos para a área

Luiz França/CMSP
Audiência Pública discutiu o Orçamento do ano que vem para a Cultura
DA REDAÇÃO
Apresentações de teatro, dança e música marcaram a Audiência Pública desta terça-feira (31/10) para discutir a Proposta de Lei Orçamentária 2018 (PL 686/2017) – que estima as receitas e fixa as despesas da capital paulista para o próximo ano – da Secretaria Municipal de Cultura.
Os mais de 300 participantes da Audiência fizeram intervenções artísticas para pedir mais verbas para a Pasta. De acordo com a proposta em tramitação na Câmara Municipal de São Paulo, dos cerca de R$ 56,2 bilhões previstos para a cidade, a secretaria municipal de Cultura terá cerca de R$ 437 milhões – o que representa uma queda de 15,8% em relação ao orçado para este ano.
Para o integrante do Fórum de Hip Hop, rapper Pirata, o recuo do Orçamento para a Cultura precisa ser revisto. “A área deve ser respeitada e esses 15,8% precisam voltar para que a Secretaria Municipal de Cultura tenha poder e faça os investimentos necessários”, disse.
Pirata defende que o aumento possa garantir, entre outras coisas, a realização do mês do Hip Hop, a manutenção das Casas de Hip Hop e o vocacional Território Hip Hop. “O evento ocorre em todos os territórios da cidade. A Casas de Hip Hop ajudam a preservar e a contar a história e o vocacional gera cultura e sai das especificidades”, disse.
O secretário de Cultura, André Sturm, afirmou que haverá dinheiro para o Hip Hop. “O Orçamento prevê R$ 1,5 milhão para o mês do Hip Hop. É inquestionável a importância desse evento, tanto que entendemos que apenas um mês é pouco”.
A aluna de canto lírico da Escola Municipal de Música Tamila Freitas comentou a importância do projeto para as pessoas da periferia. “O conceito de que a música erudita é elitizada é errôneo. Somos estudantes de música erudita e somos da periferia. São instituições como essa que nos permitem ter esse tipo de estudo”, disse a corista.
A Escola Municipal de Música faz parte da Fundação Theatro Municipal de São Paulo. Para o próximo ano, está previsto um aumento de 14% em relação a 2016, o que garantirá cerca de R$ 140 milhões para a instituição. “Essa escola atende muitos alunos de periferia e é um curso de formação profissional. O aumento para o Theatro Municipal é consequência da reestruturação que estamos fazendo, que nos permitiu dar melhores condições de trabalho aos músicos e bailarinos”, disse o secretário.
A bibliotecária Durvalina Soares Silva chamou a atenção para a importância dos livros e da literatura. “Estamos vendo algumas bibliotecas sendo fechadas e não vemos Orçamento para os ônibus-biblioteca, que atendem as periferias e permitem que as pessoas tenham acesso ao livro e à leitura. Não aceitamos o desmonte da literatura e do livro. Precisamos ser respeitados pela Secretaria Municipal de Cultura”, comentou.
Sturm concorda que a literatura e os livros precisam ser valorizados. “Está previsto R$ 1 milhão para as políticas públicas das bibliotecas e para o programa ônibus-biblioteca. É uma inverdade que as bibliotecas não são priorizadas”, disse ele.
Outras demandas foram apresentadas pelos participantes da Audiência Pública, como recursos para o reggae, dança, e a reabertura da Ocupação Cultural de Ermelino Matarazzo, na zona leste.
Para o sub-relator de Cultura no Orçamento, vereador Zé Turin (PHS), a participação popular foi fundamental. “Estou estudando o Projeto e percebemos que será necessário um aporte para a Secretaria Municipal de Cultura. É importante porque todos precisam ser contemplados, em especial as periferias”, disse.
O relator do Orçamento, vereador Ricardo Nunes (PMDB), defendeu a necessidade de os recursos serem investidos. “É necessário que haja um dispositivo para que o dinheiro não possa ser remanejado ou congelado. O Orçamento para a Cultura deve melhorar”, disse.
O presidente da Comissão de Finanças e Orçamento, vereador Jair Tatto (PT), elogiou a participação dos presentes. “Vamos marcar mais uma Audiência Pública para discutir a Cultura. O Orçamento da área precisa melhorar bastante”, disse.
Participaram da Audiência Pública os vereasores Antonio Donato (PT), Toninho Vespoli (PSOL), Sâmia Bomfim (PSOL), Juliana Cardoso (PT), Professor Claudio Fonseca (PPS), Mario Covas Neto (PSDB), Janaína Lima (NOVO), Isac Félix (PR), Edir Sales (PSD), Rute Costa (PSD) e Eduardo Suplicy (PT).
PPA
Os participantes ainda discutiram o Plano Plurianual 2018-2021 (PPA) – que reúne as ações e metas do Governo para esse período. O relator do Projeto é o vereador Atílio Francisco (PRB), que está acompanhando todas as Audiências Públicas.
Participe das próximas Audiências Públicas do Orçamento e do PPA. Veja aqui o calendário completo.
Conheça aqui todos os detalhes do Orçamento.

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

RAPPER PIRATA AUDIENCIA ORÇAMENTÁRIA 218

PEC JAY - AUDIÊNCIA ORÇAMENTÁRIA 2018 MSP

WELINGTON SONORA -AUDIÊNCIA ORÇAMENTÁRIA MSP 2018

RELEASE
NÃO NOVINHXS E SIM CRIANÇA E ADOLESCENTES
André Luiz

Não Novinhxs e Sim Criança e Adolescentes: Cidadânia em Desenvolvimento é um evento de multilinguagens com debates, oficinas lúdicas de desenho, jogos em de direito áudio na elaboração de rap e apresentações de artistas do hip hop.
Ocorrerá no Centro Cultural de Juventude, terça-feira no dia 24 de outubro, na zona norte da cidade de São Paulo.
Desenvolvido pelo Fórum Hip Hop MSP a intenção é criar se diversas formas de ações de diálogos para a atenção sobre a situação da criança e do adolescente sociedade hoje. Atualmente as suas imagens são difundidas em diversas plataformas de mídias, tanto na digital e tradicional, distorcidas tornando os adultos e objetivados como produto. Então cria se falsos debates tendo como exemplo a Redução Maioridade Penal em razão, mas nega se preservação sua integridade de ser humano em desenvolvimento.
Você está convidado a participar, dialogar e refletir junto com os quatro elementos do hip hop (break, mc,grafitti e dj) como garantir o desenvolvimento dos novos cidadãos paulistanos.
ECA LEI Nº 8.069, DE 13 DE JULHO DE 1990.
Art. 3º A criança e o adolescente gozam de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, sem prejuízo da proteção integral de que trata esta Lei, assegurando-se-lhes, por lei ou por outros meios, todas as oportunidades e facilidades, a fim de lhes facultar o desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social, em condições de liberdade e de dignidade.
Parágrafo único.  Os direitos enunciados nesta Lei aplicam-se a todas as crianças e adolescentes, sem discriminação de nascimento, situação familiar, idade, sexo, raça, etnia ou cor, religião ou crença, deficiência, condição pessoal de desenvolvimento e aprendizagem, condição econômica, ambiente social, região e local de moradia ou outra condição que diferencie as pessoas, as famílias ou a comunidade em que vivem.
Serviço:
CCJ -CENTRO CULTURAL DE JUVENTUDE
EndereçoAv. Dep. Emílio Carlos, 3641 - Vila Nova Cachoeirinha, São Paulo Telefone(11) 3343-8999
FORUM HIP HOP MSP -www.forumhiphopmsp.com.br
Jornalista: André Luiz – 961235445 / rapperpirata@gmai.com


https://www.youtube.com/watch?v=ZElfdri2VO4

sábado, 19 de agosto de 2017

OLHAR E VER SE IGUAL.

Rapper Pirata



Um new classe média refletindo a vida ao acordar ele fica a se perceber alguns minutos da vida.
Olho a imagem refletida na parede e fico ali analisando-a e reparo sua semelhança com outras imagens que perturbam a minha mente. Nossa como ela é tão idêntica à dos moradores que chamei de vândalos na noite passada. Eles estavam lá sendo mostrados em meu televisor pela Globo que registrava em sua câmera a baderna, eles a faziam somente porque algum vizinho deles morreu de forma estúpida por balas de patrimônio público. O engraçado, que eles são vizinhos da minha rua localizada em um bairro distante da região central da cidade.
Meu... Porque certas pessoas resolvem revindicarem esses tais direitos humanos? O chato que elas tornam-se perigosas para a minha paz e para a ordem do estado.
Afí... Esse bando de arruaceiros que somente atrapalharam minha vida. Todos os dias provocam uma pertubação civil no trânsito, em razão dessa atitude rude deles sempre chego atrasado no meu emprego. Cara como pode?
Nossa como sou perfeito! Todos os dias chego uma hora antes e saio três horas depois do trampo, para meus patrões darem-me a oportunidade de um cargo melhor. Sei que eu não nasci para ficar para trabalhando em chão de fábrica. Estou na luta, mas entendo sempre quando o meu chefe que fala bastante porque chego sempre três minutos atrasados. Assim não consigo ser um excelente profissional e adaptar-me as regras de complice. Poxa! Assim atrapalho o lucro da empresa.
No meu trabalho tem dessa gente que fica agitando as outras no intuito de fazerem greve para melhorar nosso salário. Ainda bem que eu tomo distância desses críticos petistas e socialistas.
Nossa! Como essa imagem do que vejo refletindo na minha parede é tão igual à dos moleques do farol, os que estudam em escolas públicas de manhã. A tarde ficam até umas nove da noite pedindo para me roubar a caridade de dar-lhes uma moeda qualquer.  Eles vendem balas juntos com uns adultos. Acho que está na hora deles conseguirem um trabalho de verdade!
Tem umas ideias nesse país que não entendendo. O porque precisam de cotas para estudarem em universidade pública? Só porque não aprenderam o básico para passar no vestibular? Que para mim é justo, se eu não estou em universidade pública é porque sou incompetente!
Cara! O meu nariz, a cor da pele, o cabelo, os gestos, a forma de falar é tudo a essas pessoas que sou crítico, elas são iguais a essa imagem que vejo no espelho...
Ela sou eu, o que finge não ser igual a ela.
Meu! Se eu quiser vencer terei que continuar me escondendo atrás dos escudos dos preconceitos da sociedade brasileira. Eu necessito muito da televisão e internet para alienar-me, mantendo a ideia da realidade fictícia dos reality shows.


MORADIA NO CENTRO PARA QUEM?

segunda-feira, 31 de julho de 2017

CONTÁGIO O AUMENTO DAS DST NA PERIFERIA.


André Luiz

Sexta-feira 11 de agosto de 2017- Acontece no bairro de Taipas, zona norte da cidade de São Paulo, o evento
 Hip Hop Filmes: CONTÁGIO projeto do Fórum Hip Hop MSP, que atua há 11 anos através do hip hop para o combater ao Genocídio da Juventude Preta, Pobre e Periférica, resultado das ações do racismo institucionalizado no país.

Com a proposta de dialogo e difundir informações para população periférica, o encontro será na Biblioteca Érico Veríssimo, R. Diógenes Dourado, 101 – Jaraguá, São Paulo, no horário das 14 
h às 18 h. O público-alvo adolescente das escolas da localidade e moradores que frequentam a biblioteca pública. A temática será sobre as doenças sexuais transmissíveis que vem aumentando e atingindo principalmente a população pobre; como a Sífilis congênita que é transmitida ao bebe durante a gravidez, mas se tem a problema falta de penicilina em postos de saúde. Fora acesso precarizado ao atendimento de qualidade ao Sistema de Saúde (SUS).

O debate papo terá também atrações de artistas do movimento 
Mc KikaAlcirSoul e Mico, djs André e Pec JaygrafittiHéuRizka e Jhonny PhenixbreakWellMon, Nica e Chileno.

O projeto tem o apoio cultural da Secretaria de Cultura da Cidade de São Paulo, pelo Lei nº 16.496/
2016 de Fomento a Periferia.


Serviço:
FORUM HIP HOP MSP 
forumhiphopmsp.com.br/


Assessoria de imprensa  André Luiz - Mtb:41831/SP  - 961235445  - andrecorin@gmail.com

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Pra quem vive na guerra a paz nunca existiu
O negro é o vilão da sociedade brasileira
link: http://www.r7.com/r7/media/2017/2017-negrodrama/index01.php
Por hora, em média, morrem três jovens negros no País. Em entrevista ao R7, André Luiz dos Santos, representante do Fórum de Hip Hop de São Paulo, comentou o assassinato de pretos e pardos e afirmou que “o Brasil não se incomoda com as mortes, porque as pessoas negras estão estereotipadas como bandido, como inimigo da sociedade”.
— O inimigo da sociedade é o adolescente, de 13 anos, preto, morador da periferia. Aí as pessoas não se incomodam com ele. Ele é um monstro social.
Este ano, foi mostrado que a população negra brasileira ainda tem um IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) menor que a população branca e só em 2010 os negros alcançaram um patamar que os brancos já tinham desde 2000. As constatações foram obtidas pelos pesquisadores do PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) no Brasil.
R7: Por que você acha que há resistência ao termo genocídio da população negra no Brasil?
André Luiz dos Santos: Porque atinge uma determinada população. Você vai ver, pelos números, que é preto, pobre e periférico. E só vem evoluindo o número desses assassinatos, nunca diminui. Em 2014, para mascarar isso, o Estado de São Paulo, parou de falar das chacinas. Os policiais mataram muito mais do que as pessoas do crime. O Brasil não se incomoda com as mortes porque as pessoas negras estão estereotipadas como bandido, como inimigo da sociedade. O inimigo da sociedade é o adolescente, de 13 anos, preto, morador da periferia. Aí as pessoas não se incomodam com ele. Ele é um monstro social.

R7: A desmilitarização poderia reduzir o número de mortes?
André Luiz dos Santos: Só desmilitarizar a polícia militar não resolve. O problema é a política de segurança pública implantado pelo Geraldo Alckmin no Estado de São Paulo já há um bom tempo. E essa segurança maquia o principal que é o dinheiro. As pessoas que estão presas, por ano, dão um lucro de 5 bilhões. Alguém fica com esse dinheiro. O Brasil não discute racismo. Se falar de racismo, as pessoas não vão às ruas. Mas para falar de qualquer outra besteira as pessoas vão às ruas.

R7: O encarceramento em massa também deve ser discutido nesse quesito. Penas alternativas ajudariam?
André Luiz dos Santos: Essas pessoas são presas pela questão do tráfico. As pessoas estão presas sem serem condenadas. Só que isso faz um caos na periferia.

R7: Como a maioridade penal pode influenciar neste panorama?
André Luiz dos Santos: O ECA nunca foi cumprido. O número de adolescentes que cometeu um assassinato é de zero vírgula zero alguma coisa. Os dados são todos falsos. O medo é uma forma política de controlar. Eles pegam um cara do MP e coloca dentro da secretaria de governo. E com esse negócio é a vida do pobre que está em risco.

R7: Qual é o trabalho de resistência que você faz?
André Luiz dos Santos: Conseguimos fazer debates, manifestações... a gente conseguiu trazer uma discussão sobre o genocídio muito grande. Só que a gente não quer ficar falando de números. A gente quer que pare as mortes.