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quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

O PRETO NO MUNDO DOS BRANCOS ENTENDENDO A IDEOLOGIA DO EMBRANQUECIMENTO: AMOR AO OPRESSOR E ÓDIO AO MEU BIOTIPO

Por: Nando G. Dub Forca Ativa


                        O colonialismo dispõe da base material e originária do racismo. A temática racial constituiu a base da política colonial portuguesa. O racismo não é apenas um traço exclusivo das práticas coloniais, mas congênito à própria política oficial do governo português. Segundo Amílcar Cabral a lógica racista predomina como a principal arma de justificação do domínio e da necessária sujeição dos povos africanos. Do modelo de dominação/subordinação econômica, política e racial é que vai emergir historicamente o modelo de homem de sucesso e de marginalização. Logo no modelo econômico forjado no sistema de fazenda escravista originou-se dois espaços antagônicos a saber, a Casa Grande e a Senzala. Porém a nossa história contadas pelos opressores se dá a partir da Casa Grande, modelo organizador da família branca.E assim segue as Chácaras e Sobrados, a vitória dos dominadores e a marginalização de quem mora na Senzala, Mucambos, Cortiços, Favelas e afins. 


"Que equilíbrio podem ter o [preto] e o [miscigenado] se são expostos por princípio e como condição de rotina, a formas de auto-afirmarão que são, ao mesmo tempo formas de autonegação? No cume da ascensão social ou no fim de um longo processo de aperfeiçoamento constante, o indivíduo descobre e extrai o seu próprio valor pelos outros, daquilo em que ele não é, decididamente, NEM [PRETO], NEM [MISCIGENADO] (branqueamento chamados de pardo, mulato e outros derivativos raciais) - MAS BRANCOS" (Florestan Fernandes).

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