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sábado, 18 de outubro de 2014

CRONOGRAMA DO EVENTO NA TORCIDA PAVILHÃO 9 - 18/10/2014 -

13:55 Abertura Rapper Pirata
14:00 Oficinas

dança (break) Monik/Buzo

Rima (MC) Rapper Pirata

Discotecagem (DJ) Pac Jay

Grafite Menc
15:00 Oficina

Direitos Humanos Nando
15:30 Apresentação Artística Pavilhão 9

Torcida Pavilhão 9
15:50 Exibição Vídeo

Doc. Qual é o Moio Ocupação Sete de Abril Rapper Pirata
10:05 Debate Mesa

Expositor AK 47 Poetike

Expositor Torcida P9

Mediador Álvaro

Performances
17:30 Discotecagem Pac Jay
17:40 RAP MC Sofia
18:00 RAP Lul Izzy
18:20 RAP Mila Sobrinho
18:40 Break Fernando Pessoa
19:00 RAP Fantasmas Vermelhos
19:20 RAP Extremo Leste Cartel
19:40 RAP Pânico Brutal
20:00 Break B. Girl Monique
20:10 RAP Alma Sobrevivente
20:30 RAP Imortal Conspiração
20:50 RAP Afavel
21:10 RAP Parceiros do Gueto
21:30 RAP Ant'Rato
21:50 Freestyle Rapper Pirata

sábado, 11 de outubro de 2014


NOTÍCIAS
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Fórum de Hip Hop reivindica cumprimento de leis em audiência públicaPDFImprimir
2014-10-10-AP-Educao-Hip-Hop-15
Fórum reuniu grupos e coletivos ligados ao movimento Hip Hop na Capital                      Foto: Ricardo Rocha / CMSP 
DA REDAÇÃO
A Comissão de Educação, Cultura e Esportes da Câmara Municipal, sob a presidência do vereador Reis (PT) e com participação dos vereadores Jean Madeira (PRB) e Toninho Vespoli (PSOL), realizou na noite desta sexta-feira (10/10) uma audiência pública para discutir a efetivação e manutenção das leis municipais que tratam do Hip Hop.
O Fórum Hip Hop (espaço de debates entre militantes do movimento) reivindicou ao legislativo que se cumpra as leis de fomento existentes. De acordo com André Luiz (mais conhecido como rapper Pirata), um dos organizadores do Fórum, a ‘Semana Hip Hop’ — que se tornou lei há dez anos — só acontece graças às cobranças do movimento.
“A cidade de São Paulo têm leis e projetos de leis voltados para o Hip Hop e nós do Fórum percebemos isso, mas a questão é o cumprimento delas. A própria Semana do Hip Hop só acontece porque nós estamos há dez anos brigando. Já o Prêmio Sabotage, por exemplo, que também é lei, não acontece”, revelou André Luiz, mais conhecido como rapper Pirata.
Para Gil Marçal, diretor de cidadania cultural da Secretaria municipal de Cultura, já foram feitas cobranças junto à Câmara para execução do Prêmio Sabotage, criado através do Projeto de Resolução nº2/2005. “A secretaria já manifestou publicamente seu apoio ao prêmio e está disponível para colaborar com sua realização”, afirmou.
“Nós notificamos a presidência da Casa e também encaminhamos a questão para a Comissão da Criança e do Adolescente. O prêmio foi aprovado em 2008 e até hoje não foi executado. Nós precisamos saber o motivo”, explicou Reis. O parlamentar também falou sobre projetos de leis que estão parados na Casa.
“Alguns projetos reclamados pelo Fórum são de autoria de vereadores que já não se encontram na Câmara e, portanto, estão arquivados. Temos que encaminhar para ver se algum parlamentar se interessa pelos textos e desta forma os projetos voltem a tramitar”, finalizou o vereador.
(10/10/2014 – 21h02)

http://www.camara.sp.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=19775%3Aforum-de-hip-hop-reivindica-cumprimento-de-leis-em-audiencia-publica&catid=37%3Aeventos&Itemid=65

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

MOÇÃO APRESENTADA NA CAMARA 2

MOÇÃO DE URGÊNCIA: OUTUBRO/2014



ASSUNTO: Moção de Urgência pela implementação da Casa do Hip Hop.


Senhores Secretários,
Senhores Vereadores,



O Fórum Hip Hop Municipal, da cidade de São Paulo é um espaço aberto de diálogo entre pessoas, posses, grupos e integrantes do movimento Hip Hop da cidade de São Paulo. Desde agosto de 2005, o fórum, representado por mais de trinta coletivos de Hip Hop de diversas regiões da cidade, tem se reunido para discutir políticas públicas de juventude  a partir das demandas do Movimento Hip Hop.

Considerando que a participação no governo da sociedade se dá por meio de representações políticas ou diretamente nos termos da lei.

Considerando que políticas públicas são ações, serviços, programas e projetos, desenvolvidos pela sociedade, voltadas às necessidades de vida de todos os homens, e que estes têm o direito inalienável à Cidade e de pensar essas ações, propondo e construindo conjuntamente com o poder público – instância esta que tem sentido quando garante a existência do que o seu povo necessita.

São Paulo é a cidade que abriga a maior parte dos jovens do Movimento Hip Hop e é a capital do Hip Hop do Brasil, pois, foi em São Paulo, em meados da década de 1980, mais exatamente na rua 24 de maio onde tudo começou, posteriormente parte do Movimento migrou para Praça Roosevelt e se consolidou no Metrô São Bento.

O Movimento Hip Hop tem como integrantes em sua maioria uma população jovem que busca por meio dos quatro elementos um meio de socialização do patrimônio cultural africano e questionamento das condições de vida e denuncia do racismo, preconceito racial e discriminação racial.

No interior do Movimento Hip Hop a maioria das posses perceberam a necessidade de identificar as principais demandas e carências e desenhar um conjunto de ações articuladas que possam ser desenvolvidas de forma integral na comunidade.

Considera-se de grande importância a construção/implementação de no mínimo cinco Casas do Hip Hop na Cidade de São Paulo que contemple as regiões da cidade para conservação da memória, acesso à informação, cultura, lazer, entretenimento apresentações artísticas e, principalmente a democratização do patrimônio cultural, incluindo os jovens de todas as classes sociais em espaços de cultura e cidadania.

Esta propositura visa atender a uma antiga reivindicação, desde 1996, da juventude organizada no Movimento Hip Hop de São Paulo, que clama por uma Casa da Cultura Hip Hop no Município de São Paulo. O Movimento Hip Hop nascido na periferia tem-se fortalecido como alternativa para inúmeros jovens pobres, que quase não têm opções culturais e profissionais, em todo o Brasil.

A criação e implementação da Casa de Cultura Hip Hop em São Paulo, proporcionará um ambiente que além de concentrar todas as artes, promoverá de forma organizada, o casamento (ideal) entre cultura e cidadania. Lá a juventude encontrara uma possibilidade de criar, trocar e dar informações e conviver com decência - item que a rua, de onde se originou o hip-hop, não oferece. Além da arte, este espaço será um ambiente de iserção produtiva, formação de público, circulação de artistas, debate, reflexão e informação, seja ela sobre o Movimento Hip-Hop ou questões como a prevenção sexual e o preconceito.

Em geral, o hip-hop se organiza em posses, núcleos, bancas e grupos (modelo simplificado de ação coletiva). Elas nascem e sobrevivem dentro das próprias comunidades periféricas. E por serem muito pobres, atuam com poucos recursos, chegando muitas vezes a não ter nem sede. Nesse contexto, um espaço como este será de extrema importância, pois ali surgirão as reflexões sobre a cultura de rua, o combate ao racismo, a afirmação da história e cultura do povo afro-brasileiro.
O hip-hop - que ainda é mais conhecido pelo rap - tem como objetivo ser a voz de uma juventude quase sem perspectivas. A cultura é composta por quatro alicerces:
Na Casa da Cultura Hip Hop, todos os elementos estarão representados o DJ (pessoa que traz a música para dançar), o MC (a voz que dialoga com os que dançam), o B Boy (dançarino) e o grafiteiro (expressão das artes plásticas). O Hip-hop é um movimento engajado, na qual as pessoas se divertem, se distraem, se conscientizam e se politizam.

Neste contexto, a criação da Casa de Cultura de Rua Hip Hop no município de São Paulo, a exemplo do que já ocorre em outros municípios, será um espaço que contribuirá com a inclusão social, construção da autoimagem, autoestima da juventude da periferia de nossa cidade.

A Casa do Hip Hop oferecerá oportunidade aos jovens desenvolverem suas potencialidades artísticas e intelectuais, diminuindo desta forma a sua exposição à violência. Neste sentido, conclamamos aos nobres Vereadores, Secretário e demais autoridades e cidadãos acatar a nossa propositura.

Ante ao exposto, atendidas as formalidades regimentais, REQUEREMOS a construção/implementação das CASAS DE CULTURA HIP HOP abaixo elencadas:

ZONA OESTE
  • Parque Pinheirinho D’água, endereço: Estrada de Taipas s/n – Jaraguá.
ZONA SUL
  • CDM Jardim Patente, endereço: Rua São Paulo, 156;
  • Grajaú, endereço: Rua São José do Rio Preto, 800;
  • Parque do Jd Primavera, endereço: Avenida Alvarenga, 2000.
ZONA NORTE
  • Antiga Escola Municipal, endereço: Rua Mendonça Júnior, 80 - Vila dos Andrades.
ZONA NORTE
  • Lauzane Paulista, endereço: Praça do Coreto Cruzamento Avenida Ultra Marino X Direitos Humanos.
ZONA LESTE
  • Estação Juventude Cidade Tiradentes (Centro para Juventude) Rua Pedro Iovine, 161 - Cidade Tiradentes;
  • Parque da Ciência, endereço: Rua Ernestina Lesina, 266 – Cidade Tiradentes Subprefeitura Cidade Tiradentes;
  • Parque Linear Consciência Negra, Rua José Francisco Brandão, 320 – Cidade Tiradentes;
  • Parque Vila do Rodeio, endereço: Rua Igarapé da Bela Aurora, 342 - Inácio Monteiro.
  • Parque Linear do Rio Verde, endereço: Av. Itaquera, Itaquera.

São Paulo, 10 de outubro de 2014.
Cidadãos e entidades que assinam:


MOÇÃO APRESENTADAS NA CAMARA

MOÇÃO DE URGÊNCIA: OUTUBRO/2014



ASSUNTO: Moção de Urgência pela implementação da Política de Ações Afirmativa. Preenchimento dos 20% das Vagas dos Cargos em Comissão para Negras, Negros ou Afrodescendentes.


Senhores Secretários,
Senhores Vereadores,



O Fórum Hip Hop Municipal, da cidade de São Paulo é um espaço aberto de diálogo entre pessoas, posses, grupos e integrantes do movimento Hip Hop da cidade de São Paulo. Desde agosto de 2005, o fórum, representado por mais de trinta coletivos de Hip Hop de diversas regiões da cidade, tem se reunido para discutir políticas públicas de juventude  a partir das demandas do Movimento Hip Hop.

Considerando que a participação no governo da sociedade se dá por meio de representações políticas ou diretamente nos termos da lei.

Considerando que políticas públicas são ações, serviços, programas e projetos, desenvolvidos pela sociedade, voltadas às necessidades de vida de todos os homens, e que estes têm o direito inalienável à Cidade e de pensar essas ações, propondo e construindo conjuntamente com o poder público – instância esta que tem sentido quando garante a existência do que o seu povo necessita.


Como é de conhecimento público ou nos termos do Estatuto da Igualdade Racial, Ações afirmativas são políticas públicas (programas, serviços, projetos) destinadas a reparar as distorções e desigualdades sociais e demais práticas discriminatórias adotadas, nas esferas pública e privada, durante o processo de formação social do país que perdurou durante o processo de escravização e ainda persiste na sociedade atual.
Tem na sua gênese a intensão de garantir à população preta (negra) a efetivação da igualdade de oportunidades, a defesa e preservação dos direitos étnicos individuais, coletivos e difusos e o combate intransigente à toda forma de discriminação e às demais formas de intolerância étnica. Além de reconhecer e resgatar a contribuição da população afro-brasileira histórica, econômica e social na constituição da nacionalidade brasileira.
Visando superar as iniquidade e reparar as desigualdades étnicas, a prefeitura de São Paulo aprovou a lei 15.939/2013 e regulamentada pelo decreto 54.949 de 21 de março de 2014. A referida lei dispõe sobre o estabelecimento de cotas raciais para negras, negros ou afrodescendentes no serviço público municipal.

Ante ao exposto, tendo em vista que o artigo 10 da supracitada lei, estabelece o limite mínimo de 20% (vinte por cento) ao conjunto de cargos de provimento em comissão de direção e assessoramento superior, incluindo os de Secretário Municipal, Secretário Adjunto, Chefe de Gabinete e Subprefeito. E atendidas as formalidades regimentais, REQUEREMOS o cumprimento do disposto na lei de cotas raciais e que sejam nomeados representantes do Movimento Hip Hop, mais precisamente que seja deste coletivo Fórum Hip Hop para integrar o quadro dos servidores para os cargos de direção e assessoramento superior, os órgãos e entidades da Administração Direta e Indireta do Município de São Paulo.

São Paulo, 10 de outubro de 2014.
Cidadãos e entidades que assinam:


sexta-feira, 3 de outubro de 2014

MOÇAO

MOÇÃO DE URGÊNCIA: OUTUBRO/2014



ASSUNTO: Moção de Urgência pela aprovação dos Projetos de Leis Relacionados ao Movimento Hip Hop.


Senhor Presidente,
Senhores Vereadores,



O Fórum Hip Hop Municipal, da cidade de São Paulo é um espaço aberto de diálogo entre pessoas, posses, grupos e integrantes do movimento Hip Hop da cidade de São Paulo. Desde agosto de 2005, o fórum, representado por mais de trinta coletivos de Hip Hop de diversas regiões da cidade, tem se reunido para discutir políticas públicas de juventude  a partir das demandas do Movimento Hip Hop.

Considerando que a participação no governo da sociedade se dá por meio de representações políticas ou diretamente nos termos da lei.

Considerando que políticas públicas são ações, serviços, programas e projetos, desenvolvidos pela sociedade, voltadas às necessidades de vida de todos os homens, e que estes têm o direito inalienável à Cidade e de pensar essas ações, propondo e construindo conjuntamente com o poder público – instância esta que tem sentido quando garante a existência do que o seu povo necessita.

Senhores Vereadores somos, parte da população da cidade de São Paulo, jovens que vivem em diversos bairros desta cidade, principalmente nas periferias, onde o Movimento Hip Hop promove o encontro da arte e do homem em construção. Nós questionamos as condições atuais de sobrevivência na Cidade de São Paulo, uma das principais megalópoles da América Latina, muitas vezes, precárias e esquecidas pelo Estado (nos seus três níveis de governo – municipal, estadual e federal), no que se refere a nossos direitos básicos de existência e de dignidade humana. Criamos assim, um espaço para nos valer a voz, em 2005, junto ao Poder Público Municipal, um Fórum permanente que discute as necessidades desta população jovem e estabelece uma nova relação com o Poder Público como parceiros e interlocutores, realizando arte e o direito à Cidade (através do Hip Hop) junto às Políticas de Juventude.

Os princípios que nos orientam - são eles: a difusão do Hip Hop, a elaboração de Políticas Públicas de Juventude, a inserção do Hip Hop como tema transversal da educação, o combate à discriminação de gênero, a organização de uma agenda do Hip Hop na cidade de São Paulo, o combate da discriminação racial, atuação contra a violência policial e o genocídio da juventude, geração de emprego e renda – são eixos fundamentais no direcionamento e organização do diálogo do Movimento Hip Hop com o Poder Público Municipal. E, justamente esse nosso trabalho está ligado diretamente à votação e aprovação dos projetos de leis que clamamos aqui para serem considerados, importantes e urgentes para o processo que estamos construindo. Projetos de lei que têm em comum o Movimento Hip Hop, que extrapola o âmbito cultural ao propor a arte como elemento intrínseco na construção de cidadãos.

Ante ao exposto, atendidas as formalidades regimentais, REQUEREMOS o desarquivamento e a apresentação na pauta de votação do Plenário dessa Câmara de Vereadores dos seguintes projetos de lei:

  1. PROJETO DE LEI 422/04 de autoria do Vereador Carlos Giannazi (PT), Cria na cidade de São Paulo a CASA DO HIP HOP.

  1. PROJETO DE LEI 609/2003 de autoria da Vereadora Claudete Alves (PT), Autoriza o Poder Executivo a criar o Programa Hip Hop é Educação nas Escolas da Rede Pública na Cidade de São Paulo.

  1. PROJETO DE LEI 763/03 de autoria da Vereadora Claudete Alves (PT), Cria a Casa da Cultura Hip Hop - Malcolm X e dá outras providências.

  1. PROJETO DE RESOLUÇÃO 02/2008 de autoria da Vereadora Soninha (PT), Cria o Prêmio Sabotage e dá outras providências.

  1. Implementação do percentual de 20% de cotas raciais para o ingresso de negros, negras ou afrodescendentes no serviço público municipal nos cargos em comissão e de confiança nos termos da Lei N° 15.939, de 23/12/2013 regulamentado pelo decreto Nº 54.949 de 21/03/2014 e que tenha interlocutores do Movimento Hip Hop nos referidos cargos indicados por este Fórum.

Estas serão leis que possibilitarão ações, através de eventos culturais, infraestrutura, memória, arte e educação e, a valorização da cultura, através do reconhecimento dos artistas, como temos em diversos outros movimentos, através de prêmios, fomentos e políticas sociais. São ações que não estão dissociadas entre si, uma complementará a outra e, serão parte constitutiva do Movimento Hip Hop de São Paulo (cidade que abriga maior parte de jovens envolvidos com esse movimento no Brasil), possibilitando pela lei o direito e acesso à cultura, à informação, à arte, ao lazer, à memória, a um lugar de encontro (espaço), educação, evento, e reconhecimento. Com isso, urge o andamento destas leis à pauta de discussão dos projetos na Câmara Municipal.

São Paulo, 10 de outubro de 2014.




Cidadãos e entidades que assinam: