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quinta-feira, 7 de agosto de 2014

SECRETARIA DE DIREITOS HUMANOS PARA QUÊ?

Rapper Pirata

   A cidade de São Paulo tem uma secretaria de Direitos Humanos, com essa informação  poderíamos acreditar que o respeito a pessoa humana seria o diferente desta gestão, porque a que  passou optou na militarização da política públicas principalmente as sociais, exemplo a o presidente do COMAS (Conselho Municipal de Assistência Social) era um ex militar.  Só que desde o ano de 2012 os números de assassinatos realizados por milícias e por policiais na periferia somente aumentam.  O que de concreto essa instituição fez para exigir apuração dos casos e também para o que identificamos como GENOCÍDIO DA JUVENTUDE PRETA, POBRE E PERIFÉRICA?

   Há a utilização de um plano nacional de combater ao extermínio da juventude negra, chamado JUVENTUDE  VIVA que se inicia em discussões dos movimentos de jovens negros e do hip hop, grupos que sempre identificaram a causa da violência urbana como racismo institucional porque a vitima sempre é o adolescente ou jovem preto morador da periferia; o mesmo  alvo que está sempre nos discursos de  representantes da segurança pública em todas as esferas de poder.  Os dados estatísticos vindo de diversos institutos de estudos sobre a violência brasileira demonstram esses dados perversos, tanto que hoje temos atualmente 29/100 mil habitantes mortos 62% são mortos por armas de fogo  e exatamente contra uma determinada população, exemplo o Mapa da Violência.  Porque eles necessitam que a ciência prove o que a voz de alguém que perdeu seu ente está berrando. Essa mentalidade construída nas universidades dá uma sensação que números são frios e distantes da realidade do país que é quente humanamente.

   O plano Juventude Viva até agora está sendo utilizado para eventos e também justificativas para apropriação de políticas pública importante que não foram efetivadas na cidade de São Paulo SUAS (Sistema Único da Assistência Social), SUS (Sistema único de Saúde), ECA (estatuto da criança e do adolescente) e o novo EJUV (estatuto da juventude) entre outras políticas como de cultura, trabalho...

   Esse órgão prefere ficar com eventos de marketing político para dar a sensação de escutas e diálogos estratégias  para apropriarem-se das ideias, porque não sabem o que fazer, e vão criando novas ideias desconsiderando toda a legislação não efetivada no município, como fossem seres iluminados e trazendo grupos políticos que conversem sem conflitar.

   Ai! Fica a pergunta direito humanos para quem? Direitos humanos do que? Sendo que as pessoas ganham salários altos, e estão nessas secretarias por serem referencia, mas quem referenciou? Essas pessoas tem a obrigação de agirem em prol da sociedade civil, não ficar lançando editais para controlar a sociedade porque estamos vivendo a barbárie militar nas periferias tanto com mortes e aprisionamentos de pretos, pobre e periférico quais eles sã observadores públicos estão lá para servirem essa a população paulistana e não somente pessoas da praça Rooselvet.

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