Translate

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Um grande país

Miguel Angelo 

“Devemos ser um grande país e não uma grande nação. Para ser um grande país não é necessário ser isolado, basta ter seu próprio povo como prioridade”.
Milton Santos

A Ordem na bandeira da nação é a ordem da hierarquia racial e o Progresso é o do genocídio do povo preto.

Pensei nos 200% de aumento na letalidade policial entre o primeiro trimestre de 2013 e o de 2014, nos 400 bilhões que o IPEA diz ser o custo que o Estado de São Paulo tem com a nossa morte a cada ano, da denuncia dos manos da lojinha de que o DENARC está roubando suas mercadorias para abastecer lojas particulares no estilo ADA em RJ, de que os BO’s estão sendo preenchidos “branco” quando seria “pardo” ou “preto” no quesito raça/cor em decorrência do embranquecimento que atravessa a produção de informação em segurança pública e que mesmo assim somos mais de 70% dos casos do que agora é chamado de morte por intervenção policial, que os highlanders estão por ai esquartejando jovens pretos e ocultando seus corpos para o conjunto deles serem lembrados quando o IPEA publicar o Mapa dos Homicídios Ocultos 2, que curiosamente há mais de mil autos de resistência em arquivos do DHPP do ano de 2012 e o número oficial é menor que isso, que até entre os policiais os que mais matam são brancos (80% são brancos!) e os que mais morrem são pretos, que com uma estrutura tão imensa o governo do Estado e a Prefeitura têm apenas uns dois ou três atores sérios nos órgãos que poderiam responder nossa questão, que alocamos no Estado de São Paulo quase 30 vezes mais recursos em policiamento ostensivo do que em informação e inteligência e ainda que isso resulte em 5 mil homicídios e menos de 10% de resolução desses crimes ao ano por essas bandas o país inteiro está alocando assim os recursos, que sinto que esses dois anos que estamos sentando em mesas de burocratas brancos foi para negociar a vida dos nossos, que depois de quase tombar para conseguir um pedaço de papel chamado norma 05 os vermes estão matando ao vivo para mostrar pra sociedade o prazer de ver a vida se esvair e para o Conte Lopes discursar na Câmara “Eu sempre atirei em bandido torcendo pra ele morrer. O que eu deveria fazer? Uma novena em cima dele?” comentando esse caso, que os vereadores ouviram isso no plenário e que o discurso foi reproduzido na íntegra no Diário Oficial sem que nenhum “representante do povo” se manifestasse.
Lembrei que a LEP só funciona no Romão Gomes, que ainda assim só há laranjas lá já que os SS de alta patente são blindados, que no sistema carcerário brasileiro uns não podem ficar em regime fechado por serem brancos e universitários e outros estão em RDD mais de 18 anos sem uma alma sequer denunciar a inconstitucionalidade desse regime

terça-feira, 17 de junho de 2014

Release: A CIDADE NOS OPRIME E HIP HOP INCLUI 2

Um rapper demora 5 anos para gravar um CD, já um grupo de rock proveniente da cultura de massas, ou seja, grupos formados pelo público que consome produtos da cultura de massas, os “playboys”,  demoram um mês para gravar um mesmo CD. Veja, isso significa a negação do acesso.
Miguel Angelo – Fórum Hip Hop MSP

A CIDADE NOS OPRIME E HIP HOP INCLUI 2 faz parte do projeto Direito Pros Manos e Pras Manas 2014 que será realizado pelo Fórum de Hip Hop Municipal SP, durante esse semestre nas zonas periféricas e mais o centro da Cidade de São Paulo. Seu lançamento será nesse dia 26 de junho na Ação Educativa, nos horários das 18h até as 22h.

O Fórum Hip Hop MSP convidou os geógrafos Lilian Sankofa, Carin Gomes e Fabio Tozi, mais o poeta ativista Ruivo Lopes para um bate papo com o movimento e público interessado referente a apropriação do mundo das técnicas propostas pelo geógrafo brasileiro Milton Santos.    Então a partir da discussão da periferia e centro, entenderemos como o movimento hip hop vem se utilizando das tecnologias de transformação e comunicação desde do inicio de seu barateamento e as utilizando, tanto para difusão do próprio hip hip quanto na luta Contra o Genocídio da Juventude Preta, Pobre e Periférica e apropriação popular das politicas públicas voltadas para população pobre da cidade de São Paulo.
   Será veiculado o documentário “Globalização Milton Santos: O mundo visto do lado de cá”, apresentações artísticas do grupo Extremo Leste Cartel e a rapper Mila Sobrinho.

FÓRUM HIP HOP MSP
O Fórum Hip Hop Municipal, criado em 2005 é espaço e canal de diálogo entre os jovens do Movimento Hip Hop e as representações da administração pública municipal com objetivo de discutir políticas públicas e criar critérios públicos que direcionem a relação entre o poder público e os jovens, garantindo que não haja privilégios de uns em detrimento de outros setores. Os encontros e discussões do Fórum ocorrem a partir de 8 eixos temáticos definidos nos primeiros encontros: 
Difundir o Hip Hop;
Elaborar políticas públicas de juventude;
Inserir o Hip Hop como tema transversal da educação; 
Combater a discriminação de gênero;
Organizar uma agenda do Hip Hop na cidade;
Combater a discriminação racial; 
Atuar contra a violência policial;
Debater geração de emprego e renda.

O fórum tem entre suas ações a luta contra o Genocídio da Juventude Preta, que hoje estamos em rede com as instituições da frente CONTRA O GENOCÍDIO DA JUVENTUDE PRETA, POBRE E PERIFÉRICA.
Diante deste cenário o Fórum Municipal Hip Hop tem como missão Resgatar o rap desenvolvido pelos grupos locais nos bairros periféricos da cidade São Paulo, valorizando as suas histórias. Promover e fortalecer a Cultura Hip Hop, agregando valores contra a violência e o racismo, difundindo ideias e conhecimentos para garantia de direitos empoderando os participantes.


Serviços:
Evento: A CIDADE NOS OPRIME, O HIP HOP ME INCLUÍ 2
FILME: GLOBALIZAÇÃO MILTON SANTOS: O MUNDO VISTO DO LADO DE CÁ
Apresentações: Extremo Leste Cartel e Mila Sobrinho
Data: 26 de junho de 2014
Horário: 18h
Local: Ação Educativa
Rua General Jardim, 660 – São Paulo – SP
Entrada: Franca
Fone: 98216 2160 – Rapper Pirata
Facebook: forumdehiphopmunicipaldesaopaulo
Blog:forumhiphopeopoderpublico.blogspot.com.br
https://www.youtube.com/watch?v=jPJSP8eq0BM

domingo, 15 de junho de 2014


Analise da Campanha Contra a Criminalização dos Movimentos Sociais

Martim Islas

São Paulo, 11 de junho, Sindicatos dos Professores (APEOSP), as 19 horas.

 A Campanha Contra a Criminalização dos Movimentos Sociais
convida entidades e cidadãos para ATO PÚBLICO contra a repressão policial ​,​pelo direito de manifestação, em defesa do Estado de Direito e contra violência praticada aos moradores da periferia da Região Metropolitana de São Paulo. Coordenado pelas pastorais sociais de la arquidiocese de São Paulo.

 Éramos poucas pessoas e poucas as entidades representadas...porém algumas observações: Em todos os depoimentos sobre o tema existia uma realidade que atravessava as falas, a certeza que na nossa sociedade, a norma hegemônica da liberdade é classista, patriarcal, racista, fascista, burguesa, heterossexual e misógina. De ai podem observar quem podem ser considerados, livres e cidadãos.
Por outro lado a maioria das falas eram feitas de pessoas brancas. Era um ato da porta para dentro da Igreja Católica, onde todo está subordinado á figura do bispo responsável, neste caso Dom  Milton, responsável das pastorais sociais.  Esse chegou, deu seu recado e foi embora.
Ato público dentro dum auditório fechado na Apeosp? O que é público então?
Ato público onde se vem já com as  sínteses e manifestação prontos. A mensagem direcionada principalmente para dentro da igreja, isto é, nos territórios paroquias: Em outras palavras um monólogo. Que implicâncias vai ter isso pra fora? Que  força tem que mexa com essa estrutura ditatorial?
Um ato que acontece num contexto de copa do mundo de futebol onde a mídia e o povo, estão focados. Para ninguém participar? Para dizer que se fez algo?
Teve denúncia de fatos, mas do Fórum de Hip-Hop MSP foi a única entidade que colocou o dedo na ferida, no racismo camuflado da sociedade e da igreja...Do massacre ou genocídio da juventude preta e periférica, foi  o Hip-Hop que trouxe carne para o evento, porque era essa dor que atravessa a pele, esse racismo que atravessa os corpos de jovens homens e mulheres, que falaram. ´
E essa dor e desde essa dor pude observar uma honestidade que não tem em nenhum outro sentimento. Porque essa dor, essa honestidade trás  uma urgência que não há noutro lugar, muito menos na igreja.
Só no Hip-hop, no rap, no ritmo, nos tempos urgidos de genocídio. E que nessa dor encontrei uma autenticidade que não há em nenhum conselho.
Nessa dor, essa urgência, essa honestidade, essa autenticidade que provoca, que convoca, que invoca, uma outra maneira de rever as relações sociais dentro deste contexto ditatorial, autoritário, racistas, imperialista e pelo tanto colonialista.
Interessante observar como em nenhum momento se fala a função que cumpre e cumpriu dentro deste contexto ditatorial a religião, as igrejas, tanto católicas ou outras... Refletem para fora mas não criticam para dentro.
Interessante observar...ninguém rompe, com o sistema, com as igrejas, religiões que justificam o estado atual.
São reféns do sistema até nas ferramentas de interpretação do própria realidade. Espero que não seja mais um momento de catarse.

quinta-feira, 12 de junho de 2014

VAI LÁ BRASIL!!! COPA 2014

Nando comunista 

O Brasil tem sido o super campeão mundial em matéria de extermínio dos jovens. Desde décadas remotas o país se mantém em primeiro no ranking. Nesta terra elimina-se mais jovens do que os países que estão em conflitos armados. Existe uma política deliberada das Elites Regionais, dos governadores dos estados da federação em eliminar a juventude preta, pobre e periférica. O Brasil faz jus ao maior espetáculo da terra, o de ser o maior assassino dos seus filhos. "E o teu futuro espelha essa grandeza?" Cerca de 50 mil assassinatos anuais.
Em discurso recente, a presidenta Dilma Rousseff, reconheceu que "a violência contra a juventude preta tornou-se um problema de Estado no Brasil". Cuja a problemática é a criação de políticas de enfrentamento à violência, principalmente nas periferias do país, onde residem a maioria dos jovens em situação de vulnerabilidade, já que grande parte dos assassinatos são realizados pelas polícias estaduais.
Os 12 maiores conflitos — que ocasionaram 81,4% do total de mortes diretas no total dos 62 conflitos — vitimaram 169.574 pessoas nos quatro anos computados.
No Brasil, país sem disputas territoriais, movimentos emancipatórios, guerras civis, enfrentamentos religiosos, raciais ou étnicos, conflitos de fronteira ou atos terroristas foram contabilizados, nos últimos quatro anos disponíveis – 2008 a 2011 – um total de 206.005 vítimas de homicídios, número bem superior aos 12 maiores conflitos armados acontecidos no mundo entre 2004 e 2007. Mais ainda, esse número de homicídios resulta quase idêntico ao total de mortes diretas nos 62 conflitos armados desse período, que foi de 208.349.
O Brasil, com sua taxa de 27,4 homicídios por 100 mil habitantes, supera largamente os índices dos 12 países mais populosos do mundo. Só o México se aproxima: sua taxa foi de 22,1.
Fonte: "Homicídios e juventude no Brasil" - Mapa da Violência 2013.
Quer saber mais acesse: www.juventude.gov.br

Logo! Logo! Nas ruas! ISTÓ É FÓRUM DE HIP HOP MSP!