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quarta-feira, 30 de outubro de 2013

na Gringa

Doe Dira
ADITAL Jovem
29.10.2013
Movimento Hip Hop quer discutir genocídio da juventude periférica
Adital
Um dos movimentos sociais defensor da causa da população jovem da periferia de São Paulo, Fórum Hip Hop MSP, divulgou hoje um documento no qual se declara terminantemente contra o crime institucional de racismo e critica a ação das instituições paulistanas. Afirmam que as pessoas que sofrem com a perda de algum ente querido são as mesmas que causam a violência contra si, e reivindicam segurança para justificar suas incompetências. Alertou ainda para as ações de recolhimento de mercadorias de trabalhadores, espancamento de vendedores em situação de rua e o trabalho ineficiente nos setores de saúde e educação, que na visão do Fórum, servem apenas como ferramentas de marketing político durante o período das eleições.
O Fórum Hip Hop MSP foi criado em 2005 para ser um espaço de diálogo entre os jovens do Movimento Hip Hop e as representações da administração pública de São Paulo com a ideia de discutir políticas públicas e criar critérios que direcionem a relação entre o poder público e os jovens, garantindo que não haja privilégios de uns em detrimento de outros setores. Vale ressaltar que o Fórum também é um dos organizadores da audiência pública desta noite.
Por fim, no mesmo documento, o movimento pede que com a realização da audiência medidas como a criação de estações de juventude e programas de prevenção à gravidez na adolescência nas escolas sejam ferramentas para o fim do racismo e que efetive a cidadania de todos, situação que seria estimulada ainda mais se ocorresse a implantação do Plano Juventude Viva, que prevê medidas como a criação da semana do Hip Hop, incentivo à cultura afro-brasileira nas escolas municipais de São Paulo, além de outras atividades culturais ligadas ao universo desse gênero musical.
A divulgação do texto acontece no contexto de realização da audiência pública promovida pelo Comitê Contra o Genocídio da Juventude Preta, Pobre e Periférica, marcada para as 19H00 de hoje (29), no qual movimentos sociais alertarão mais uma vez às autoridades presentes sobre questões como a violência exagerada de policiais em zonas da periferia, a negligência de direitos aos jovens negros, que atualmente são as maiores vítimas de crimes de assassinato nessas regiões, a criminalização de antigas e novas culturas próprias dos moradores desses locais, dentre outros temas, na busca de garantir os direitos da população negra e pobre do estado.
Leia o documento na íntegra aqui

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