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segunda-feira, 23 de setembro de 2013

ATO CONTRA MILITARIZAÇÃO DA CAMARA MUNICIPAL SP




DIA 02 DE OUTUBRO TEATRO MUNICIPAL
INÍCIO ÀS 17 HORAS

A alta letalidade policial, como demonstram estudos e especialistas em segurança pública é ineficiente no objetivo de conter a violência e é uma expressão da selvageria institucionalizada, financiada pela população. Em especial, as principais vítimas da violência policial são os jovens negros e moradores das periferias, como aponta o Mapa da Violência (2011/2012).
Segundo o relatório da Ouvidoria da Polícia Militar no Estado de Pão Paulo, a polícia paulista matou 6% a mais do que todas as polícias dos EUA juntas. Se ressaltarmos que a população do de São Paulo é o 8 vezes menor que a dos EUA, teremos a noção da brutalidade da situação aqui
instalada.

Repúdio à Salva de Prata da
Rota
Repúdio à Medalha Anchieta ao
Comandante da Operação
Castelinho
Repúdio à Medalha Anchieta ao
Desembargador Ivan Sartori que
autorizou a reintegração em
Pinheirinho
Contra a Bancada da Bala
Contra o Genocídio da
Juventude Preta, Pobre e
Periférica
Contra a Criminalização do Funk
Contra o Encarceramento em
massa
Contra a Redução da Maioridade
Penal
Pela DesmilitarizaçãoNo final do mês de maio, o Conselho de Direitos Humanos da ONU sugeriu a pura e simples extinção da Polícia Militar no Brasil. Para vários membros do conselho (como Dinamarca, Espanha e Coreia do Sul), estava claro que a própria existência de uma polícia militar era uma aberração só explicável pela dificuldade crônica do Brasil de livrar-se das amarras institucionais produzidas pela
ditadura.
Isto talvez explique por que, segundo pesquisa divulgada pelo Ipea, 62% dos entrevistados afirmaram não confiar ou confiar pouco na Polícia Militar. Da mesma forma, 51,5% dos entrevistados afirmaram que as abordagens de PMs são desrespeitosas e inadequadas.
As pessoas estão com medo e demandam aos seus representantes maior segurança. No
entanto, não é isso que o policiamento ostensivo, baseado na truculência, deu à nossa população ao longo de tantos anos. O que esse tipo de polícia vem conseguindo mostrar é que a alta letalidade policial tende a vitimar inocentes e é incapaz de combater a criminalidade. Vende a idéia de pacificar, mas espalha o terror em comunidades, especialmente as mais pobres, cujos cidadãos têm dificuldade de acessar a justiça ou a imprensa. Sabemos muito bem a que vem
servindo a Ronda Tobias de Aguiar- ROTA. Uma corporação que merece ser lembrada não pela Salva de Prata, mas pela chuva de balas que há décadas é lançada contra a população paulistana, alçando candidaturas sob o custo da vida de pessoas inocentes.
Enquanto os Vereadores aprovam homenagens macabras, sujando a Câmera Municipal de São Paulo de sangue, projetos de real interesse para o Município são deixados de lado Em repúdio, a homenagem a Rota e as Medalhas aprovadas pela Bancada da Bala da Câmara Municipal e em repúdio a política de Genocídio patrocinado pelo Estado convocamos todos para
Ato Contra a Militarização da Câmara Municipal de São Paulo.

BANCADA DA BALA
No último Pleito Municipal a população
elegeu os então candidatos, TenenteCoronel Paulo Telhada (PSDB)(89 mil
votos) ex-Comandante da Rota, Capitão Conte Lopes (PTB)(31 mil votos) e o Coronel Álvaro Camilo (PSD)(23 mil votos) ex-ComandanteGeral da PM para Vereadores na
Câmera de São Paulo e estes estão sendo chamados de “bancada da bala”.
Propostas como a Salva de Prata, Medalha Anchieta. Criminalização de
atividades culturais nas periferias, benefícios a militares e familiares de
acesso a eventos culturais entre outros, são projetos apresentados por
essa bancada.
Dia 03/09, a Câmara Municipal de São Paulo, concedeu a Homenagem "Salva de Prata" às Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar, "pelos relevantes serviços prestados".
Lembramos que a Rota foi criada em 1970 com a finalidade de combater os grupos que lutavam contra a o Regime Militar, e por uma vida melhor ao nosso povo. Nos dias de hoje, a ROTA está a serviço do Estado de São Paulo no projeto de GENOCÍDIO da
JUVENTUDE PRETA E POBRE. Nas periferias, todos nós sabemos que homenagear a ROTA é necessariamente legitimar a violência do Estado.


DIA 02 DE OUTUBRO
TEATRO MUNICIPAL
INICIO ÀS 17 HORAS
Assinam:
Comitê Contra o Genocídio da Juventude Preta, Pobre e Periférica; MNU; UNEAfro; Fórum de Hip Hop; Kilombagem; UEE/SP Combate ao Racismo; UJS; Levante Popular da Juventude; JPT-Sampa; UNEGRO; SOS Racismo; Observatório de Violência Policial; Mães de Maio; Associação Casa da Cidade; Marcha Mundial das Mulheres; Canto Geral; Pastoral da Juventude; ONG Viração; Quilombo Raça e Classe; ANEL; Instituto Práxis; Rede 2 de Outubro; AMPARAR; Mandato Ver. Toninho Véspoli/PSOL

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