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quinta-feira, 15 de agosto de 2013

ATA

Reunião do Fórum de Hip Hop 2013 - 15/08/2013

Presentes:
Priscila Kokol - priscilahystera@gmail.com
Atevir Nogueira - a.jr1910@gmail.com
Sandro R.S Santos (ICE BOY) iceboyelc@hotmail.com
Rapper Pirata - rapperpirata@gmail.com
Karlo Eduardo - karlodoh@hotmail.com 
Rodolpho G Santos - rodolphowe@hotmail.com

Pauta
>Ação "A Favelada" na favela da São Remo 7/9.
>Hip Hop e as Religiões 30/08

Hip Hop e as Religiões 30/08 (prorrogado)
Ação Educativa - Rua General Jardim 660 às 18h
Jesus, plágio de outro mitos?

19h às 20h 30min 
10min de fala
Mesa - O Hip Hop é Laico?
?- Evangélico (Atevir resp.)
Força Ativa - Wellington- Ateu ok
Honerê - Mulçulmano ok
Indianara- Matriz Africana ok
FBI no Trecho ok
20h 30min às 21h

Grupos
Facção X e espaço freestyle 
----------------------------------------------------------------------------------------------------------------

>Hip Hop Filmes "A Favelada"- Favela São Remo 7/9 - Sábado 14h às 22hs
Espaços: Quadra e Circo-Escola
Solicitar espaço na Subprefeitura do Butantã (Priscila resp).
R. Dr. Ulpiano da Costa Manso, 201 - Butantã
14h -  - Dj Residente - Pec Jay
e 16hs de Diálogo
> Som (Rapper Pirata)
Mesa - Cultura na periferia
>Rede Extremo Sul (2 pessoas; 1 bboy e um MC)
>Periferia Ativa
>Núcleo de Consciência Negra da USP
>Cursinho Griô (Dennis ou Dora)
Grupos 
 Ideologia Fatal 
 Simbólicos (resp.Priscila)
Anarco Rap (resp. Priscila)

sábado, 10 de agosto de 2013

HIP HOP E AS RELIGIÕES.

 O HIP HOP É LAICO? Essa é pergunta do evento realizado pelo Forum de hip Hop Municipal SP, para dialogar a influência das religiões na história do movimento no Brasil. Dia 30 de agosto de 2013, na ONG Ação Educativa, Rua General Jardim, 660 no horário das 18hrs, o projeto Hip Hop Filmes terá a presença de Mano Reco (evangélico), Ak 47 (comunista), Honorê (muçulmano) e Inaja (matriz africana) para conservarem referente as religiões, hip hop e seus conflitos.
Haverá mostra do video: Jesus, plágio de outro mitos?, um espaço livre para apresentações e mais grupos convidados.

Serviço:

O Hip Hop é Laico?

30/08 – Horário 18hrs
Ação Educativa - Rua General Jardim 660

18h – Filme :
Jesus, plágio de outro mitos?

19h
--Mesa - O Hip Hop é Laico?
Mano Reco
- Evangélico, AK47 -Comunista, Honerê – Muçulmano, Inaja Souza- Matriz africana
Mediador Ice Boy20h 30m - Apresentações



ATA

Audiência Pública sobre o Plano Juventude Viva na Câmara de Vereadores.
>Ação "A Favelada" na favela da São Remo 7/9.
>Ação na Ação Educativa 30/8 -sexta-feira- Hip Hop e as Religiões.

Informes
>Casa de Cultura em Esteio RS 
Convocação geral para o Estado do RS dizer sim a Casa do Hip Hop de Esteio. Amanha 9/8 é dia de votação, estaremos na estação trensurb Esteio das 5 da manhã as 23h pra geral contribuir com seu voto. Informações completas aqui no vídeo:http://videos.clicrbs.com.br/rs/tvcom/video/programa-do-roger/2013/08/programa-roger-musico-rafuagi-fala-sobre-projeto-casa-hip-hop-esteio-bloco-05-08-2013/33753/

Conferência Municipal de Cultura 2013
Participação do Forum de Hip Hop, Forum de Hip Hop Feminino, Perifatividade , Forum de Cultura Zona leste e outros parceiros. ( Juntos ninguém guenta!)

Politicas de hip hop:
Efetivação da Semana de Hip Hop conforme determina a lei com ampliação dos recursos para elaboração dos eventos. Autonomia do movimento hip hop na criação com participação de fóruns, posses, coletivos, grupos.

Efetivação, elaboração de de cinco casas de hip hop (zona sul, leste, oeste, norte e centro) como centros culturais e de memória do movimento.

O movimento hip hop como patrimônio imaterial da cidade, estado e país.

Encontros nacionais com participação de fóruns, posses, coletivos, grupos.

Criação de fomento para culturas de periferia.
-------------------------------------------------------------
>Hip Hop Filmes "A Favelada"- Favela São Remo 7/9 - Sábado 14h às 22hs
Espaços: Quadra
Solicitar espaço na Subprefeitura do Butantã
R. Dr. Ulpiano da Costa Manso, 201 - Butantã
14h - - Djs
e 16hs de Diálogo
> Som (Priscila)
Mesa - Cultura na periferia
>Rede Extremo Sul
>Quilombaque
Grupos
Ideologia Fatal
Simbólicos
Anarco Rap
------------------------------------------------------------------------------------------------
Hip Hop e as Religiões 30/08 (prorrogado)
Ação Educativa - Rua General Jardim 660 às 18h
18h - Filme> 
https://www.youtube.com/watch?v=doYbluzOk_I
Jesus, plágio de outro mitos?

19h às 20h 30min
10min de fala
Mesa - O Hip Hop é Laico?
Mano Reco?- Evangélico (Atevir resp.)
Força Ativa - Wellington- Ateu (Rapper Pirata resp.)
Honerê? - Mulçulmano (Rapper Pirata resp.)
Inaja Souza- Matriz Africana (Ice Boy)
20h 30min às 21h

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

ata

ATA DA REUNIÃO DO FÓRUM 8/08

Pautas:

>Audiência Pública sobre o Plano Juventude Viva na Câmara de Vereadores.

>Ação "A Favelada" na favela da São Remo 7/9.

>Ação na Ação Educativa 30/8 -sexta-feira- Hip Hop e as Religiões.

Informes


>Casa de Cultura em Esteio RS 


Convocação geral para o Estado do RS dizer sim a Casa do Hip Hop de Esteio. Amanha 9/8 


é dia de votação, estaremos na estação trensurb Esteio das 5 da manhã as 23h pra geral 


contribuir com seu voto. Informações completas aqui no vídeo:

http://videos.clicrbs.com.br/rs/tvcom/video/programa-do-roger/2013/08/programa-roger-

musico-rafuagi-fala-sobre-projeto-casa-hip-hop-esteio-bloco-05-08-2013/33753/


Conferência Municipal de Cultura 2013


Participação do Forum de Hip Hop, Forum de Hip Hop Feminino, Perifatividade , Forum de 

Cultura Zona leste e outros parceiros. ( Juntos ninguém guenta!)

Politicas de hip hop:


Efetivação da Semana de Hip Hop conforme determina a lei com ampliação dos recursos 

para elaboração dos eventos. Autonomia do movimento hip hop na criação com 

participação de fóruns, posses, coletivos, grupos. 

Efetivação, elaboração de de cinco casas de hip hop (zona sul, leste, oeste, norte e centro) 


como centros culturais e de memória do movimento.

O movimento hip hop como patrimônio imaterial da cidade, estado e país.

Encontros nacionais com participação de fóruns, posses, coletivos, grupos.

Criação de fomento para culturas de periferia.
-------------------------------------------------------------


>Hip Hop Filmes "A Favelada"- Favela São Remo 7/9 - Sábado 14h às 22hs


Espaços: Quadra 


Solicitar espaço na Subprefeitura do Butantã


R. Dr. Ulpiano da Costa Manso, 201 - Butantã


14h - - Djs


e 16hs de Diálogo


> Som (Priscila)


Mesa - Cultura na periferia


>Rede Extremo Sul


>Quilombaque


Grupos 


Ideologia Fatal 


Simbólicos


Anarco Rap 


------------------------------------------------------------------------------------------------
Hip Hop e as Religiões 30/08 (prorrogado)


Ação Educativa - Rua General Jardim 660 às 18h


18h - Filme> https://www.youtube.com/watch?v=doYbluzOk_I 


Jesus, plágio de outro mitos?



19h às 20h 30min 


10min de fala


Mesa - O Hip Hop é Laico?


Mano Reco?- Evangélico (Atevir resp.)


Força Ativa - Wellington- Ateu (Rapper Pirata resp.)


Honerê? - Mulçulmano (Rapper Pirata resp.)


Inaja Souza- Matriz Africana (Ice Boy)


20h 30min às 21h



Grupos


Simbólicos (Dennis resp.)


Facção X

Seminário na Leste


terça-feira, 6 de agosto de 2013

( Juntos ninguém guenta!)

Participação do Forum de Hip Hop, Forum de Hip Hop Feminino, Perifatividade , Forum de Cultura Zona leste e outros parceiros. ( Juntos ninguém guenta!)

Politicas de hip hop:
Efetivação da Semana de Hip Hop conforme determina a lei com ampliação dos recursos para elaboração dos eventos. Autonomia do movimento hip hop na criação com participação de fóruns, posses, coletivos, grupos. 

Efetivação, elaboração de de cinco casas de hip hop (zona sul, leste, oeste, norte e centro) como centros culturais e de memória do movimento.

O movimento hip hop como patrimônio imaterial da cidade, estado e país.

Encontros nacional entre om participação de fóruns, posses, coletivos, grupos.

Criação de fomento para culturas de periferia.

forumhiphopeopoderpublico.blogspot.com

domingo, 4 de agosto de 2013

sábado, 3 de agosto de 2013

Contradições do Desenvolvimento: algumas considerações sobre o plano Juventude Viva no Estado das Alagoas.

Miguel - Forum Hip Hop MSP

Seja bem vindo a um lugar que deus esqueceu;
Seja bem vindo a um capítulo da história que o demônio escreveu;
Os personagens aqui não são heróis não;
Na nossa história estão no cemitério ou na detenção;
Ou no meio do mato se transformando em carniça;
Com vários tiros no corpo, esperando o IML que virá um dia;
To com o passado na mente e eu me lembro;
De cadáveres ensanguentados, fulano sentando o dedo;
Inúmeros enterros, quantos no IML por migalhas...”.
Facção Central - Um Lugar Em Decomposição






O Juventude Viva é um plano, ou seja, é o resultado de um acúmulo de projetos, pesquisas e demais papeis que diagnosticaram um determinado problema; os jovens negros são o maior alvo da violência no período atual (devemos considerar que todo esse acúmulo surge de um determinado ponto no tempo, e quando se diz “período atual” estamos dizendo apenas que o plano não visa corrigir um problema latente em toda a história do país, mas apenas minimizar uma sequela que para a governo federal, por assim dizer, não assume ser histórica, mas pontual ao menos oficialmente).

O plano apresenta que o jovem negro, com idade entre 15 e 29 anos, é o principal alvo da violência tanto física como simbólica, principalmente na esfera institucional, e se propõe a combater esse quadro através de uma articulação local permeada por uma intervenção estatal no território com a oferta de equipamentos de cultura e demais serviços públicos de toda ordem que são desenhados de acordo com a realidade de cada território. Textualmente, é inovador e bem avançado no sentido de reconhecer, com limitações naturais que dizem respeito à produção geracional do racismo, o lócus a qual esse jovem negro de baixa escolaridade está exposto. Podemos dizer que é um plano típico das demandas da atual conformação político-social do país, dialogando com o rearranjo eleitoral do pós 2002 (chegada de Lula ao poder, levando em conta a alternativa da burguesia e do capital internacional que apostaram no PT como aparelho burocrático gerencial do Estado brasileiro e no consequente bloqueio a luta de classes que tal conjuntura geraria), o reformismo conservador e a permeabilidade que setores antes excluídos politicamente que passam a disputar com a burocracia cutista e petista pela concepção das políticas sociais.

O exposto acima serve apenas para seguirmos daqui tendo uma ideia mínima do que se supõe quando pensamos em plano. Ideia mínima, pois não é nenhuma novidade que até isso é negligenciado pela imprensa capitalista quando vende a desinformação como informação. De qualquer maneira, a concepção quanto ao que viria ser o Juventude Viva esta em disputa e não pretendo aqui trabalhar com a ideia de que ele é um só onde quer que esteja.

No segundo semestre de 2012, o governador de Alagoas Teotônio Vilela Filho (PSDB) se reuniu em Brasília com a Secretaria de Promoção da Igualdade Racial e com a Secretaria-geral da presidência. Alagoas foi o primeiro estado a implantar o Juventude Viva, sendo visto como uma espécie de enclave para o Brasil Mais Seguro, esse último, um plano que, mesclado entre outros com o Juventude Viva, iria nortear o Programa Nacional de Segurança Pública.

Interessante nesses encontros intersetoriais é como cada secretaria vive de defender a sua existência. Quando o problema é violência, por exemplo, o discurso é tipo assim;

Secretaria da Cultura – A violência deve ser enfrentada com esporte, lazer, educação, saúde e cultura.

Secretaria do Estado da Mulher (essa é bem interessante, pois é também da Cidadania e dos Direitos Humanos)- A violência deve ser enfrentada com esporte, lazer, educação e saúde focando a mulher.

Secretaria da Defesa Social - A violência deve ser enfrentada com esporte, lazer, educação e saúde focando a assistência social.

Funciona assim da micro à macropolítica, mas na macro costuma ser um efeito direto de uma pressão de base eleitoral – “fragmentação da sociedade contemporânea” - e de conjuntura econômica do capital, pois esse rearranjo que é promovido entra e saí governo não altera nada que não seja a concepção da implantação de uma política, importante quando falamos de Juventude Viva, mas inútil do ponto de vista da luta de classes.

Bom, neste encontro referido acima, Vilela afirma que o Alagoas tem problemas sérios com a violência em decorrência da taxa de pobreza absoluta que atinge metade da população, enxergando o problema como basicamente socioeconômico. É através não só da ação policial, mas também através do trabalho social, educação, saúde e esportes que essas pessoas irão adentrar as portas da cidadania, são suas colocações.

Apesar de reconhecer a intersetorialidade do programa (o fato de estar ali já fala um pouco sobre isso) ressaltou que estava atendendo um pedido da presidenta Dilma, que também foi quem o convenceu a implantar o Brasil Mais Seguro. Imagino que Dilma usou uma técnica típica do que alguns chamam de lulismo; “Antes ter, apesar das contradições, do que não ter”, o que soa bem do ponto de vista de quem deseja uma ação prá ontem quanto à situação atual, mas que por outro lado nada mais é que a expressão das necessidades matérias do PT em se manter no poder em um momento onde setores da própria burguesia digladiam pelo mesmo deixando translúcido o avanço das contradições do regime burguês. Mas o que vem a ser política para o que chamam de “o outro projeto para o Brasil”? O que viria a ser política para os tucanos? Quem não faz ideia do que é a política, na sua forma oficial, para o PSDB, aqui vai uma dica;

A política, como meu pai, o ‘Velho Menestrel das Alagoas’, o velho Teotônio Vilela apregoava, ela é a política como um instrumento. Uma ferramenta para promover o bem comum, do contrário é politicagem. E o PSDB existe para fazer essa política, assim que o presidente Fernando Henrique fez no Brasil, assim que os governadores que o PSDB tem elegido por todo esse país, entre eles, Aécio Neves em Minas Gerais. Mudando uma história para melhor; de gestão, de organização, dos serviços sociais. É o Estado, em parceria com a sociedade, construindo um futuro comum”.
Teotônio Vilela Filho (PSDB)

Vilela é presidente de seu partido e um aparente fã da retórica. Sabemos dos fatos, que tudo o que foi dito acima é anos luz da realidade. Talvez a única informação relevante, não por isso inédita, é que Aécio Neves sai contra Dilma na corrida eleitoral do ano que vem.

Até aqui, vimos que nesse pequeno fragmento do contexto onde habita a disputa por um plano ou política nada foi dito sobre seu objeto, ou seja, o negro jovem que perfaz o perfil que mais paga a conta da violência. Muito pelo contrário, Alagoas tem um fascitoide burocrata filho de outro que era um autêntico dono de fazenda, membro da UDN depois da ARENA e estrategicamente do MDB no pós-ditadura civil-militar (contradições nítidas em “Menestrel das Alagoas” de Milton Nascimento). Deixemos as querelas e vamos olhar o Alagoas por dentro das Alagoas.


Alagoas mata negro a rodo. Em 2010, das 2.286 vítimas da violência, 81% eram negras, o que corresponde a taxa de 80, 5 por 100 mil habitantes, um índice três vezes maior que o do país (lembrando que aquela altura o Brasil era o quinto colocado no ranking por essa taxa sem o corte étnico/racial). A maioria, do sexo masculino, com idade entre 15 e 29 anos. A cada um branco morto, morriam 18 negros (1.700%), 26 se pegarmos apenas a cidade de Maceió. Nas Alagoas é onde morrem mais negros, mas curiosamente é onde morrem menos brancos.

E como esses jovens negros morrem? Por arma de fogo na maioria das vezes, 200% (2000 - 2010) foi o crescimento da incidência fazendo esse corte entre as mortes por causas externas, que é o que se trata aqui. Passou de 9° para 1° nesse ranking nacional com um taxa global de 55.3 para cada 100 mil habitantes. Não tenham dúvidas quanto a forma em que se enquadra a arma de fogo, homicídios.

Em 2011 a taxa de mortalidade se mantém maior entre os jovens, mantendo homicídios por arma de fogo como causa principal com a taxa ainda maior que a do ano anterior, ou seja, manteve sua posição no ranking. Os municípios mais problemáticos são; Arapiraca, Maceió, Marechal Deodoro, Pilar, Rio Largo e São Miguel dos Campos com uma taxa pouco superior a 100 para cada 100 mil habitantes, ou seja, quase 10 vezes acima do que a OMS chama de limiar da epidemia de violência (acima de 10 para cada 100 mil habitantes). Se realizarmos um corte étnico/racial aqui, teremos 200 para cada 100 mil habitantes, só contando jovens negros. Logo, entre 2002 – 2011, a taxa de homicídios entre brancos caiu 30,8% e entre negros subiu 212,9%. Lembre-se do que coloquei acima, morrem cada vez mais negros e cada vez menos brancos nas Alagoas.


Aparentemente a Secretaria de Estado da Defesa Social não curte dizer qual a cor de quem tá morrendo, apesar disso, pode-se trabalhar com o mínimo mesmo. O relatório 2012 mostram 1.644 mortes por arma de fogo culminando em uma taxa de 52.3 para cada 100 mil habitantes, um leve recuo aparente. Digo aparente, pois para essa Secretaria de Defesa Social essas pessoas são apenas nome, nome da mãe, idade, causa, cidade, bairro e mês, ou seja, no máximo metade de uma folha A4, sabe lá as circunstâncias de tais mortes quanto mais seu número real. Das 1.644 mortes, 1.238 está na faixa etária entre 15 e 29 anos sendo as ocorrências distribuídas entre: arma de fogo (PAF), arma branca, espancamento, asfixia, arma de fogo + arma branca, esganadura, queimadura, estrangulação, não identificado, sem informação e outra que não consegui identificar “pardo”, todos entrando no critério de Crimes Violentos Letais e Intencionais (CVLI). Portando temos uma taxa de 139 para cada 100 mil habitantes nessa faixa etária. Apesar da carência de informações, o relatório Relação de Vítimas de Crimes Violentos e Intencionais-Janeiro a Novembro de 2012, é bem desanimador. Para fechar vamos para 2013.
Usando a mesma base, podemos encontrar 779 mortes por PAF, no período de janeiro a maio, o que representa 83.73% dos CVLI. De todas CVLI, 95.02% ocorreram em pessoas do sexo masculino e em 54.49% atingiu a faixa-etária entre 18 e 29 anos (esse critério de faixa etária é interno da policia, por isso não é do entre 15 e 29 anos utilizado até agora), logo já estamos com uma taxa de 106 para cada 100 mil habitantes nessa faixa etária.
(...) através não só da ação policial” disse o governador Teotônio Vilela. Tão só é o que os números dizem.
Segundo o deputado federal Paulão (PT-AL), os focos do Juventude Viva é o analfabetismo, qualificação de mão de obra, acesso ao mercado de trabalho, microcrédito na zona rural e programas preventivos para a questão do crack. Descreveu bem a articulação no alto escalão: a Secretaria de Juventude - vinculada à presidência da república - é quem coordena o programa através de uma articulação interministerial com educação, saúde, assistência social, trabalho e seppir. Nem o negro, antes petista, Paulão focou com vontade na questão do jovem negro por outro lado. Só garantiu as benesses do cargo com a propaganda interminável do governo federal que fez “o milagre dos peixes” com a ativação do consumo pelo microcrédito e todo o pacote das políticas a toque de caixa que eles vivem de decorar. Porém o que nos interessa é saber o que muda, mesmo que cedo para saber, em Maceió, Arapiraca, Marechal Deodoro e Rio Largo, é lá que o Juventude Viva está, ou deveria ao menos.

A cidade mais importante de Alagoas fechou o período descrito para 2013 (janeiro a maio) com uma redução muito sensível, sendo maior para o mês de janeiro e caindo exatas 20 mortes até maio (sensível, pois o mês de março superou a taxa dos dois anos anteriores quanto ao mês) totalizando 368 mortes (CVLI) no período, logo 2.44 por dia, ocorrendo preferencialmente aos sábados e domingos. O perfil é o mesmo, 95.11% do sexo masculino e 53.53% na faixa etária entre 18 e 29 anos, 83.42% por PAF sendo que as ocorrências são em 48.10% dos casos em locais públicos e em 43.75% na casa ou nas imediações da casa da vítima. Apesar disso tudo a taxa de mortalidade por CVLI entre 18 e 29 anos caiu para 93 para cada 100 mil habitantes.

Considerada a segunda mais importante cidade do estado e vizinha da região metropolitana de Marechal Deodoro, Arapiraca obteve uma redução de apenas 12 mortes no período descrito acima. Com muitas oscilações computou 73 mortes (CVLI), sendo 80.82% por PAF, 56.16% em locais e vias públicas e 31.51% em casa ou imediações. Foram 0.48 mortes/dia com uma distribuição mais homogênea entre os dias da semana. 98.63% ocorreram entre o sexo masculino e em 52.05% (38) dos casos na faixa etária entre 18 e 29 anos, temos uma taxa de 77 mortes para cada 100 mil habitantes na faixa etária referida. Do ponto de vista quantitativo, a situação ainda é aguda e a cidade tende a não superar, em tempo, o quadro.

Pegando todas as faixas etárias e trabalhando com inferências justificadas com o perfil das cidades citadas teríamos 30 mortes para cada 100 mil habitantes (21 mortes no período) em Rio Largo e 53 mortes para cada 100 mil habitantes em Marechal Deodoro (25 mortes no período).

Reconhecendo a pobreza de qualquer análise qualitativa que poderíamos fazer com os números acima para o Juventude Viva, fica no ar saber até que ponto o plano pode avançar em um momento em que o país insiste na política macroeconômica do modelo neoliberal e aprofunda cada vez mais suas contradições internas. Cabe ao Movimento Social buscar conectar cada realidade particular concreta, ou seja, suas formações sociais, estrutura econômica, estrutura ideológica, ideias predominantes nas massas, estruturas de poder e suas contradições internas com o plano Juventude Viva no sentido de utiliza-lo como combustível às lutas que inevitavelmente acompanharão às contradições deste novo período. Mas focar cada território não significa colocar a cabeça dentro da terra como um avestruz para encontrar respostas, mas se atentar para articulação nacional e internacional a qual o território de insere.











SISTEMATIZAÇÃO DO DIÁLOGO DO FÓRUM DE HIP HOP MSP COM PAULO RAMOS 26/07

Histórico
Década de 1960 > Denúncia de Abdias Nascimento
> Nunca houve uma pesquisa específica com corte etnico/racial / Quando começou?
Ciclos;
O primeiro ciclo da institucionalização federal das políticas públicas para juventude no Brasil (2005-2010) foi marcado por uma ampla mobilização e articulação da pauta “juventude” nos estados e municípios. O Projovem Urbano naquele momento transforma-se no carro chefe das políticas pela necessidade de “visibilização” e necessidade de fortalecimento de um programa para jovens de 18 a 29 anos que não possuíam o ensino fundamental completo. Esta etapa foi concluída com sucesso os números de mobilização do Projovem Urbano são prova disso. Em paralelo a este movimento de mobilização e consolidação do Projovem a SNJ apoiou a organização e consolidação do Conselho Nacional de Juventude – CONJUVE, da qual a organização da 1ª e da 2ª Conferência Nacional de Juventude são a demonstração da solidez e maturidade da política e do órgão. A SNJ também aumentou sua representatividade na pauta internacional e no fortalecimento dos órgãos estaduais e municipais de juventude. Segundo o IBGE, em 2010 o Brasil já possuía cerca de 300 órgãos municipais e políticas para juventude.


O segundo ciclo da institucionalização federal das políticas para juventude inicia em 2011 a partir das avaliações do primeiro processo e da realidade brasileira. Neste momento a SNJ reorganiza suas prioridades e sua característica principal deixando de ser uma secretaria com forte característica executiva para atuar com ênfase na mobilização e articulação, passando a tornar-se uma secretaria de execução (de outras pautas pautas para além do Projovem Urbano), articulação e mobilização. O Decreto 7.649, de 21 de dezembro de 2011 que transfere a execução do Projovem Urbano da SNJ para o MEC ajuda a intensificar essa nova diretriz da SNJ. O Projovem Urbano já havia cumprido seu papel na mobilização do tema na sociedade e a SNJ foi vital para articular e consolidar este momento. O segundo momento do Projovem Urbano necessita de uma maior integração com os sistemas de ensino a fim de potencializar e capilarizar a sua ação nos municípios e estados e por este motivo a necessidade de repassar o programa para o MEC.
Reconhecimento da juventude por parte de das políticas públicas
O Decreto n.º 7.688, de 02 de março de 2012, complementar a Lei n.º 11.129, de 30 de junho de 2005, estabelece também como competência da SNJ: I - formular, supervisionar, coordenar, integrar e articular políticas públicas para a juventude; II - articular, promover e executar programas de cooperação com organismos nacionais e internacionais, públicos e privados, voltados à implementação de políticas de juventude; III - desempenhar as atividades de Secretaria-Executiva do Conselho Nacional de Juventude; IV - participar da gestão compartilhada do Programa Nacional de Inclusão de Jovens - Projovem e da avaliação do programa; V- fomentar a elaboração de políticas públicas para a juventude em âmbito municipal, distrital e estadual; VI- promover espaços de participação dos jovens na construção das políticas de juventude; e VII - exercer outras atribuições que lhe forem designadas pelo Ministro de Estado ou pelo Secretário-Executivo.
> Inserção do governo federal através dos estados ou municípios


> Política; articulação complexa com governo de estado (opção foi ir direto aos municípios)
-Disputa de valores
-Políticas públicas
-Acesso aos direitos
-Participação (construção conjunta do Estado/Sociedade Civil)
> Crítica no sentido de que o Plano venha de baixo para cima e não o contrário.
>O Estado não sabe ou não quer chegar? (exemplos, educação, infraestrutura)
>Institucionalização da sociedade civil como falência de sua capacidade de disputa das políticas públicas com o Estado.


Paulo Ramos
> O plano funciona proporcionalmente à vulnerabilidade
>O discurso do Juventude Viva é o de que é possível renovar a aparato institucional do Estado com a ajuda dos Movimentos Sociais visando responder essa demanda, empoderando a sociedade civil.
>Dará resultados? Depende de nós.
EIXOS
1. Transformação de Territórios busca contribuir para a ampliação da presença do poder público nos bairros mais afetados pelos altos índices de homicídios, por meio da criação ou reconfiguração de espaços de convivência para a juventude e para toda a comunidade. Os esforços se voltam para ofertar e articular diferentes equipamentos e serviços públicos nestas áreas, que vão desde programas ligados à rede de ensino, até a oferta de atividades culturais, esportivas e de lazer. Os programas Usinas Culturais e Estação Juventude, por exemplo, foram criados especialmente para atender as demandas do Plano e se somam a outras iniciativas como Academias de Saúde, Praças da Juventude, Pontos de Cultura, Mais Educação e Centros de Economia Solidária.
2- Inclusão, Oportunidades e Garantia de Direitos traz programas e ações específicas para os jovens de 15 a 29 anos em situação de vulnerabilidade, com o intuito de fomentar trajetórias saudáveis e oportunidades de desenvolvimento pessoal e coletivo aos beneficiários dos programas. Além disso, pretende-se criar oportunidades de atuação dos jovens em ações de transformação e superação da cultura de violência, tanto em seus bairros ou para um público mais amplo, promovendo-se o reconhecimento da importância social da juventude. Os programas Projovem, Prouni e Protejo são exemplos das iniciativas articuladas em torno deste eixo.

3- Transformação de Territórios busca contribuir para a ampliação da presença do poder público nos bairros mais afetados pelos altos índices de homicídios, por meio da criação ou reconfiguração de espaços de convivência para a juventude e para toda a comunidade. Os esforços se voltam para ofertar e articular diferentes equipamentos e serviços públicos nestas áreas, que vão desde programas ligados à rede de ensino, até a oferta de atividades culturais, esportivas e de lazer. Os programas Usinas Culturais e Estação Juventude, por exemplo, foram criados especialmente para atender as demandas do Plano e se somam a outras iniciativas como Academias de Saúde, Praças da Juventude, Pontos de Cultura, Mais Educação e Centros de Economia Solidária.

4 - Aperfeiçoamento institucional reconhece que para mudar valores na sociedade em prol da valorização da vida da juventude é necessário um olhar cuidadoso para a atuação das instituições do Estado. O enfrentamento ao racismo nas instituições que se relacionam com os jovens é central para a superação dos estigmas sobre os quais se fundamenta a violência. Atuar para prevenir discriminações na escola, no sistema de saúde, na polícia, no sistema penitenciário e também no sistema de justiça é o objetivo das ações previstas neste eixo. Além do enfrentamento ao racismo institucional por meio de processos formativos, está prevista também a qualificação de servidores para a gestão e implementação de ações do Plano, tais como oficinas para a preparação e gestão de projetos. Também devem ser realizadas ações destinadas especialmente aos profissionais de segurança pública, com vistas a reduzir a letalidade policial e aproximar a atuação da polícia da comunidade.


> Fórum de Monitoramento Participativo Interconselhos Juventude Viva.
Instância de participação e controle social do Plano Juventude Viva. Este Fórum já está sendo criado para o âmbito federal e estimula-se que também seja prioritário para os níveis de participação, municipal e estadual.

Fórum de Monitoramento Municipal


Função de articular com os Movimentos Sociais (que é quem monitora o Plano) para o acesso.









INSTÂNCIA DE PARTICIPAÇÃO SOCIAL
Comitê Gestor Federal
Fórum Nacional de Monitoramento Participativo + Conselhos

Comitê Gestor Estadual
Fórum Estadual de monitoramento Participativo + Conselhos

Comitê Gestor Municipal
Fórum Municipal de monitoramento Participativo + Conselhos

Núcleo de Articulação Territorial
Núcleo de Articulação Territorial


>Núcleo de articulação territorial
"Cada território contará com um Núcleo de Articulação Territorial, com representação de gestores públicos e representantes da sociedade civil, responsáveis por coordenar a implementação das ações".

Comitê Gestor Municipal

Coordena todas as secretarias envolvidas no Plano e sociedade civil, elaborando cronograma de reuniões frequentes e atas de registro de deliberações sobre ações ligadas ao Plano.

Comitê Gestor Federal

Instância gerencial de caráter consultivo com o objetivo de acompanhar as ações de execução do Plano Juventude Viva, responsável por monitorar e articular no Governo Federal, as ações pactuadas nos diversos planos municipais, com a participação de representantes dos Ministérios envolvidos.

Comitê Gestor Estadual

Também servirá de instância gerencial do Plano, com a participação das secretarias estaduais. Todos os comitês contarão com representantes da sociedade civil

Orçamento em Alagoas
Governo Federal = 30 milhões
Seppir Federal = 180 mil
PNUD - Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - = 200
FAT – Fundo de Amparo ao Trabalhador = 10 milhões
Governo Estadual = 1milhão

Orçamento na Paraíba

35 milhões – segundo Paulo Ramos -

Proposta
Levar cobrança para a Câmara Municipal - Carta proposta
Cruzar dados entre mortes por policiais X entrada sobre baleados no SUS
>A Operação Delegada entrou no programa de governo no município, o Plano Juventude Viva não.
Locais até agora em São Paulo - SP que irão contar com o Plano até agora;
> M'boi Mirim

>Campo Lim