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quinta-feira, 13 de junho de 2013

RAP A SUA HISTÓRIA

Miguel

As raízes do ritmo rap são dos anos 60 (Sec.XX) com o soul estadunidense de James Brown que bradava a frase do líder sul-africano Steve Biko; "Say it loud: Im black and proud!" (Diga alto: sou negro e orgulhoso!), quando essa expressão musical cai na mão do sistema é a vez do funk vir a tona também na figura de James Brown em contrarresposta, batidas pesadas e gritos escandalosos são os ingredientes desse ataque em defesa as tentativas de cooptação forjada pelos brancos (Spensy, 1997). Nesse período os movimentos sociais espelhados na liderança de Martin Luther King Jr e Malcolm X na luta por direitos civis provocam uma virada na política de exclusão norte-americana, um dos movimentos que influenciava o Brasil era o Black Power, presente nos bailes Black de São Paulo e Rio de Janeiro, chegando também a Salvador (Jorge Ben, em 1971, gravou "Negro é Lindo", tradução do lema "Black is beautiful", assim como Wilson Simonal alguns anos antes já havia feito o seu "Tributo a Martin Luther King"). O nível de politização do povo negro nos Estados Unidos estava extremamente elevado com presença cada vez mais forte das ideias de mudança de atitude, valorização da cultura negra e revolta contra os opressores . Contratos milionários, inserção de músicos alienados e apropriação da musicalidade do funk foram a resposta da indústria fonográfica . Novamente o sistema venceria e em meados de 70 (Sec.XX) o funk comercial estaria consolidado.

Poesia

Além do ritmo o rap apresenta outra marca a poesia. Essa poesia é produto das tradições orais africanas que no Brasil apresentou dispersão em decorrência da miscigenação desembocando no Rio de Janeiro e Nordeste na forma de repentistas e emboladores, nos Estados Unidos os mais de 500 anos de segregação do negro e de sua cultura desembocou no rap . Nos guetos de lá essas tradições se expressavam no preaching (pregação), no toasting (brindar), no boasting (ostentar, vangloriar, gabar), no signifying (significando) ou nas dozens (os “desafios” em rima) com forte presença das gírias, que tornavam a comunicação inteligível aos brancos e que apreSUA HISTÓRIA



As raízes do ritmo rap são dos anos 60 (Sec.XX) com o soul estadunidense de James Brown que bradava a frase do líder sul-africano Steve Biko; "Say it loud: Im black and proud!" (Diga alto: sou negro e orgulhoso!), quando essa expressão musical cai na mão do sistema é a vez do funk vir a tona também na figura de James Brown em contrarresposta, batidas pesadas e gritos escandalosos são os ingredientes desse ataque em defesa as tentativas de cooptação forjada pelos brancos (Spensy, 1997). Nesse período os movimentos sociais espelhados na liderança de Martin Luther King Jr e Malcolm X na luta por direitos civis provocam uma virada na política de exclusão norte-americana, um dos movimentos que influenciava o Brasil era o Black Power, presente nos bailes Black de São Paulo e Rio de Janeiro, chegando também a Salvador (Jorge Ben, em 1971, gravou "Negro é Lindo", tradução do lema "Black is beautiful", assim como Wilson Simonal alguns anos antes já havia feito o seu "Tributo a Martin Luther King"). O nível de politização do povo negro nos Estados Unidos estava extremamente elevado com presença cada vez mais forte das ideias de mudança de atitude, valorização da cultura negra e revolta contra os opressores . Contratos milionários, inserção de músicos alienados e apropriação da musicalidade do funk foram a resposta da indústria fonográfica . Novamente o sistema venceria e em meados de 70 (Sec.XX) o funk comercial estaria consolidado.

Poesia

Além do ritmo o rap apresenta outra marca a poesia. Essa poesia é produto das tradições orais africanas que no Brasil apresentou dispersão em decorrência da miscigenação desembocando no Rio de Janeiro e Nordeste na forma de repentistas e emboladores, nos Estados Unidos os mais de 500 anos de segregação do negro e de sua cultura desembocou no rap . Nos guetos de lá essas tradições se expressavam no preaching (pregação), no toasting (brindar), no boasting (ostentar, vangloriar, gabar), no signifying (significando) ou nas dozens (os “desafios” em rima) com forte presença das gírias, que tornavam a comunicação inteligível aos brancos e que apresentava a realidade tal como era, nesse espaço que surge o estilo gangsta, um dos mais famosos do rap .

Em meados da década de 1970, no Bronx (EUA), Africa Bambaataa, Grandmaster Flash e Kool Herc organizavam festas para negros e latinos com dois toca-discos “encaixando” uma música na outra, esses foram os primeiros DJs (Disc-jóqueis). Os MC’s (Mestre de Cerimônia) incitavam o público com suas rimas, costume esse trazido da Jamaica . A música é “falada” pelo MC sobre o scratch que consiste em arranhar o disco ritmadamente com movimentos rápidos para frente e para trás. Esse seria o rap, iniciais de Rithym and Poetry (Rima e Poesia), começa na Jamaica, e é integrado ao Hip Hop (que significa pular sacudindo o quadril) no norte de Nova York, onde se encontram seus guetos negros e caribenhos, dois elementos que evoluíram de maneira similar, porém paralela. Era a revolução não televisionada como diria Gil Scott-Heron um dos precursores do movimento.

Logo rap (Rima e Poesia) é um elemento da cultura Hip Hop que apresenta o discurso sobre a vida dos excluídos das periferias. Exclusão essa decorrente do processo de abolição (Brasil e EUA apresentam certa peculiaridade na questão da abolição, nenhum desses países teve imbricado a abolição com a independência, inclusive os dois países tiveram, quantitativamente, seu auge de escravos após a independência permitindo aos EUA tirar o título de maior país escravista do Brasil na virada para o séc. XIX). Um aspecto que ajuda a entender esse processo é o próprio histórico de resistência que o negro tem desde o começo do processo de escravização impetrado pelos portugueses. Isso explica o porquê de pô-lo ferro, separar de sua tribo originária e reduzi-lo a condição de animal.sentava a realidade tal como era, nesse espaço que surge o estilo gangsta, um dos mais famosos do rap .

Em meados da década de 1970, no Bronx (EUA), Africa Bambaataa, Grandmaster Flash e Kool Herc organizavam festas para negros e latinos com dois toca-discos “encaixando” uma música na outra, esses foram os primeiros DJs (Disc-jóqueis). Os MC’s (Mestre de Cerimônia) incitavam o público com suas rimas, costume esse trazido da Jamaica . A música é “falada” pelo MC sobre o scratch que consiste em arranhar o disco ritmadamente com movimentos rápidos para frente e para trás. Esse seria o rap, iniciais de Rithym and Poetry (Rima e Poesia), começa na Jamaica, e é integrado ao Hip Hop (que significa pular sacudindo o quadril) no norte de Nova York, onde se encontram seus guetos negros e caribenhos, dois elementos que evoluíram de maneira similar, porém paralela. Era a revolução não televisionada como diria Gil Scott-Heron um dos precursores do movimento.


Logo rap (Rima e Poesia) é um elemento da cultura Hip Hop que apresenta o discurso sobre a vida dos excluídos das periferias. Exclusão essa decorrente do processo de abolição (Brasil e EUA apresentam certa peculiaridade na questão da abolição, nenhum desses países teve imbricado a abolição com a independência, inclusive os dois países tiveram, quantitativamente, seu auge de escravos após a independência permitindo aos EUA tirar o título de maior país escravista do Brasil na virada para o séc. XIX). Um aspecto que ajuda a entender esse processo é o próprio histórico de resistência que o negro tem desde o começo do processo de escravização impetrado pelos portugueses. Isso explica o porquê de pô-lo ferro, separar de sua tribo originária e reduzi-lo a condição de animal.

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