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sexta-feira, 22 de março de 2013

POR MIGUEL

1976-2010
Dina Di é natural do Paraná (1976).Estudou até a terceira série do
ensino fundamental, morava em Campinas na região dos Dics, mas por problemas
pessoais, foi moradora da zona leste de São Paulo. Faz parte do grupo Visão de Rua.
-Iniciou a carreira em 1989
-Foi indicada 4 vezes ao Prêmio Hutúz, 2 vezes em 2008 e 2 vezes em 2009 na categoria Melhores Grupos ou Artistas Solo Feminino da Década.
Teve 2 filhos, ao ter a segunda, Aline, contraiu uma infecção hospitalar. Recebeu alta dez dias depois, porém teve que ser internada logo em seguida, onde apresentou infecção generalizada e veio a falecer.

Em seu depoimento, Dina Di conta que cometia pequenos delitos. Mas, por ser
branca, levava a vantagem de não desconfiarem de suas ações.
“Mas adivinha quem saía com a sacola. Eu saía com a sacola! Por que.
Porque eu era a que menos tinha a cara da parada, o resto era aquelas
mina tudo mal encarada, eu não! Eu era novinha, branquinha, os
seguranças nem... se entra uma negra e uma branca, eles vai atrás da
negra e deixa a branca roubar! É desse jeito que acontece.”

“Se você for subir num palco com um shortinho, os outros não vai ficar
olhando para o seu vocal e prestando atenção na sua letra. A outra moça que
canta comigo, você precisa ver como que ela é , é bonita mesmo, sabe. Então, se
ela subir no palco de shortinho e blusinha, vai todo mundo começar :
'Gostosa!' e prestando atenção no seu corpo em vez de prestar atenção na sua
letra, na sua mensagem, no que você está querendo passar. Então, para você
não confundir as coisas, você tem que se tampar dos pés à cabeça”.(Dina Di).
Apesar de defender sua história de vida, sua realidade na hora de compor, Dina Di
se contradiz


Em seu relato Dina Di deixa explícito o fato de sempre querer crescer dentro do
cenário rap nacional. Para isso, ela anula a mulher Viviane e se veste de rapper a moda
masculina. Ela sabe que nesse mundo, até hoje, só os homens e muito poucas mulheres,
como ela, tiveram vez. Talvez, Dina Di é conhecida e reconhecida como um dos melhores
grupos de rap feminino, pela postura tomada por ela e desejada por aqueles que vêm o rap
como espaço de homens, para homens.

“Eu queria vim naquele assunto do dinheiro. Eu queria vim que as
pessoas estão fazendo praticamente qualquer coisa pelo dinheiro:
vendendo o corpo, vendendo a dignidade, perdendo tudo que um pobre
pode ter, uma pessoa pode ter, por causa do dinheiro!”.

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