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sábado, 26 de janeiro de 2013

"A segurança pública tem um inimigo: jovem, preto e morador da periferia...


Sobre as Plenárias

Zona Oeste - Perus
Organização;
>Morgana (Loucos De La Mente)
>Chainane (Odisséia das Flores)
>Clevinho  (Nuscorre)

LOCAL - COMUNIDADE CULTURAL QUILOMBAQUE.
TRAVESSA CAMBARATIBA N º 05, AO LADO DA ESTAÇÃO DE TREM DE PERUS
INFORMAÇÕES: 3917- 3012 – 98822-6130.
A data prevista 01/-2/2013.



Zona Sul - Sto. Amaro
Organização;
>Miguel
>Luiz
>Kurtz
Local - Praça Dr. Francisco Ferreira Lopes, 434
(altura do n.º 820 da av. João Dias / em frente a Biblioteca)
São Paulo - SP - CEP 04751-070
Telefax: (11) 5522-8897 / Telecom: (11) 5691-0164
Data 3/2

Zona Leste (1) - Cidade Tiradentes
Organização:
>Força Ativa
Local -Rua dos têxteis, 1050, Cidade Tiradentes
Data 2/2


Zona Leste (2) - Jd. Helena
Organização;
>J.P (MH2o)
>Alex(CDR. MC'S)
>Elias(CDR. MC'S)
Local - Praça da Estação, Jd. Helena
prx a estação do de trem
data 02/02/2013



ATA DA REUNIÃO DO FÓRUM DE HIP HOP 24/01

Presentes

Elia Martins (CDR MC’S), Alex Ap, Chokito, Morgana, Jô Maloupas (ODISSÉIA DAS FLORES), Chaiane S. da Silva (ODISSÉIA DAS FLORES),
Fernando Negotinho (Rima Fatal),
J.P (MH20 – SP), Kurts (ZAPP COVER)
Rafael Sampaio (Fino DFlow), Camila,
Milka, Miguel,  (CDR MC’S), (NUSCORRE), (LOUCOS DE LA MENTE),

Rapper Pirata – Informe do ato de amanhã (24/01) na Praça da Sé contra o genocídio da juventude negra, pobre e periférica.

J.P – Informe do racismo institucionalizado em Campinas (http://
www.pragmatismopolitico.com.br/2013/01/ordem-e-abordar-individuos-negros-
e-pardos.html), e de possível grupo extermínio surpreso em Interlagos (http://
tvuol.uol.com.br/assistir.htm?video=policiais-de-folga-sao-baleados-em-sao-paulo-
0402CD1A3866D8914326) assim como do trabalho do Comitê Contra o Genocídio da
Juventude Negra, Pobre e Periférica.

Pirata – Falou do trabalho do Fórum de Hip Hop com a temática do genocídio, e da proposta dessa temática para a Semana de Hip Hop. Atenção com as ações da  Coordenadoria a Juventude para não ser como a gestões  anteriores.

Jô Maloupas – É necessário unidade para o diálogo com o coordenador visando
garantir nossa legitimidade.

Pirata – Acrescentou a importância da unidade no processo. Precisamos articular nossa demanda pela ampliação do orçamento da Semana de Hip Hop (atuais 100 mil) tendo em vista que esse valor só cobre a estrutura do evento. Pensar em 250 mil para o próximo ano, projeto da Casa de Hip Hop e o Prêmio Sabotage.

Rafael – Questionou qual o papel do poder público na Semana.

J.P – Falou da lei que institui a Semana de Hip Hop (13.924 DE 22 DE NOVEMBRO
DE 2004) e dos atravessamentos com as diferentes gestões, a estrutura do Fórum e a proposta construída conjuntamente.

Chaiane, Kurts, Jô e Fernando – Falaram dos problemas que ocorreram com a
desinformação dos participantes e da importância das plenárias e das reuniões do Fórum no processo.

Morgana – Devemos ser incisivos na questão da conscientização para buscar cada vez mais pessoas ao Fórum, questionou ainda a possibilidade de realizar a plenária em também outras regiões da sul.


Kurts – Explicou que o Sto. Amaro é o melhor local para acessibilidade para quem mora na zona sul.

Fernando – Falou da importância de utilizar o Fórum como articulador das ações do movimento, garantindo a oportunidade dos setores que acabam excluídos nas articulações verticais da via institucional.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Direto e reto: A lei da Semana de Hip Hop elabora pela ex Vereadora Claudete diz o movimento hip hop elabora e o poder público não mede esforços para realiza-la, não é de baixo para cima é horizontal. Então participe e exija sua a participação. Chega de ficar de chapéu fazendo os seus próximos de inimigo.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013


Reunião do Comitê Contra
Ata: Belchior

Cerca de 70 pessoas ligadas a cerca de 40 organizações, além de independentes, participaram da reunião.

Dos encaminhamentos:

MUNICIPAL - SP

Pautas Principais:
Operação delegada e Bancada da Bala na Camara de Vereadores – Organizar ações de denúncias;

Programa Juventude Viva: Estudar o programa e avaliar em que pode ser útil, em que pese as críticas e limitações já colocadas à iniciativa;

Diálogo novo secretário da segurança do município e retorno da primeira conversa já promovida pelo COMITE em Dezembro/12;

Diálogo com novo Secr. D.H., Sotilli e promoção de Audiência Pública que reúna Secr. Seg, D.Humanos, Conselho de Direitos humanos da Câmara.
 
ESTADUAL - SP

Fim do 'auto de resistência seguido de morte´ é vitória do movimento, mas casos precisam ainda ser considerados como homicídios; Elaboração de Carta/Manifesto de apoio a medida com essa ressalva;

Luta política permanente pela CPI polícias/milícias e Impeachment do Alckmin;

Cobrança imediata da resposta ao documento protocolado em Outubro/13, dirigido à Secr. Seg. Pública.

Retorno das articulações na ALESP no sentido de dar vida a proposta de CPI e organização de uma Audiência Pública sobre o Tema da Violência do Estado

Pautas Permanentes: Desmilitarização e Fim da PM/Rota; Combate a politica de encarceramento em massa; Denuncia às operações de repressão Saturação e outras; Cobrança pela identificação dos corpos e possíveis torturas; mapeamento de desaparecidos (há relatos na Zona Sul, entre outras.


NACIONAL

Cobrança da Audiência pública com presença do ministro da Justiça Zé Eduardo Cardoso;

Apoio e acompanhamento ao PL 4471 que dá fim aos AUTOS DE RESSISTENCIA em todo país.

Articulação Nacional dos Comitês e grupos de denuncia ao Genocídio em todo País


MOBILIZAÇÃO

Organização de Seminário dos Movimentos sobre o tema do genocídio/ Violência do Estado;

Organização e fortalecimento da rede de apoio às famílias de vitimas do Estado.

ATO UNIFICADO com demais Comitês no dia 25 de Janeiro – Praça da Sé

SOBRE OS GRUPOS TRABALHO (GTS)

São três os GTS que precisam que os compas incorporem:

GT de Comunicação (Pra dentro e pra fora do Comitê)

GT Institucional (Relação com poderes, órgãos e organizações)

GT Mobilização (Relação entre movimento e organizações politicas/sociais, formação, debates, atos, reuniões, etc)

Trabalho pontual (até agora) - Finanças para o Comitê e apoio às famílias de vítimas - cria-se novos GT's ?

PRÓXIMA REUNIÃO – TERÇA, 22/01 - 19H – SIND. ADVOGADOS (MESMO LOCAL)

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013


NOTA PÚBLICA PELA CÉLERE APROVAÇÃO DO PROJETO DE LEI 4471/2012.

O Projeto de Lei 4471/2012 tem como objeto a alteração do Código de Processo Penal (artigos 161, 162, 164, 165, 169 e 292) para, a partir de medidas normativas entornadas a garantir a exaustiva apuração de casos de letalidade derivada do emprego da força policial, extirpar de vez do cotidiano policial as figuras da “resistência seguida de morte” e dos “autos de resistência”.

Já há muito movimentos e organizações sociais – sobretudo aqueles formados por familiares de vítimas da violência estatal – se mobilizam contra os diversos casos de execuções que sequer chegam a ser apuradas, sob a obscura premissa de que os policiais agem em legítima defesa e, portanto, restaria excluída a ilicitude da ação, independentemente de investigação ou de apreciação pelo Ministério Público e pelo Poder Judiciário.

Apesar da “redemocratização” do país, centenas de milhares de familiares seguiram (e seguem) a padecer com as mortes de seus entes queridos, as quais, decorrentes de ações policiais, não são, na maioria das vezes, investigadas.

Para além dos casos que ocorrem cotidianamente sem qualquer repercussão pública, são inúmeras as notórias chacinas com participação policial ocorridas dos anos 90 até a atualidade: Acari (1990); Matupá (1991); Massacre do Carandiru (1992); Candelária e Vigário Geral (1993); Alto da Bondade (1994); Corumbiara (1995); Eldorado dos Carajás (1996); São Gonçalo e da Favela Naval (1997); Alhandra e Maracanã (1998); Cavalaria e Vila Prudente (1999); Jacareí (2000); Caraguatatuba (2001); Castelinho, Jd. Presidente Dutra e Urso Branco (2002); Amarelinho, Via Show e Borel (2003); Unaí, Caju, Praça da Sé e Felisburgo (2004); Baixada Fluminense (2005); Crimes de Maio (2006); Complexo do Alemão (2007); Morro da Providência (2008); Canabrava (2009); Vitória da Conquista e os Crimes de Abril na Baixada Santista (2010); Praia Grande (2011); Massacre do Pinheirinho, de Saramandaia, da Aldeia Teles Pires, os Crimes de junho, julho, agosto, setembro, outubro, novembro, dezembro (2012),  Chacina do Jardim Rosana (2013)…

Aponta-se que, entre janeiro de 2010 e junho de 2012, apenas nos estados do Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, São Paulo e Santa Catarina, 2.882 pessoas foram mortas em ações registradas como “autos de resistência” ou “resistência seguida de morte”[1] – média de mais de 3 execuções por dia!

No estado da Bahia, entre os meses de janeiro e agosto de 2012, foram registradas 267 mortes de pessoas supostamente envolvidas em confrontos com policiais – média de mais de uma execução por dia![2].

A execrável prática, desprovida de qualquer amparo legal, está na contramão da Constituição da República ao representar afronta ao fundamento da dignidade humana (art. 1º, III), à primazia dos direitos humanos (art. 4º, II) e, especificamente, ao direito fundamental à vida e à integridade física (art. 5º, caput e inciso III). Em última análise, atenta contra o Estado de Direito ao legitimar uma prática claramente ilegal.

Mais: trata-se de prática em inequívoca incompatibilidade com os compromissos firmados pelo País em tratados internacionais.

Consoante Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos (Parte II, art. 2º, item 3, e art. 6º, item 1) e o Pacto de São José da Costa Rica (art. 25), deve ser garantida a investigação de qualquer violação a direitos humanos.

De modo mais específico, os “Princípios das Nações Unidas para a prevenção efetiva e investigação de execuções sumárias, arbitrárias e extralegais” impõem ao Governo o dever de proibir “por lei toda e qualquer execução sumária, arbitrária e extralegal”, garantindo “controle rigoroso, incluindo uma hierarquia clara de comando sobre todos os oficiais responsáveis por apreensão, custódia e encarceramento, assim como oficiais autorizados por lei a usarem a força e armas de fogo”.

Sobre a investigação desses casos, o mesmo documento internacional dispõe que “deve haver uma investigação completa, imediata e imparcial de todos os casos suspeitos de execução sumária, arbitrária e extralegal, inclusive de casos em que a queixa de parentes ou outros relatos confiáveis sugiram óbito por razões anormais nessas circunstâncias”.

É importante salientar que as milhares de execuções cometidas por policiais e não investigadas pelo artifício dos “autos de resistência” ou “resistência seguida de morte” têm como alvo quase que exclusivo jovens pobres e negros moradores das periferias das cidades brasileiras.

Trata-se, na prática, de odioso genocídio contra a população negra, jovem e pobre, presente desde a escravatura e confirmada pelo recentemente divulgado “Mapa da Violência 2012 – A Cor dos Homicídios no Brasil”, segundo o qual, no Brasil, entre 2002 e 2010, o número de homicídios de brancos caiu 25,5% ao passo que o de negros aumentou 29,8%[3].

A cada 10 jovens assassinados no Brasil, 7 são negros!

Sobre a “tendência crescente dessa mortalidade seletiva”, afirma-se no documento: “a tendência geral é de queda no número absoluto de homicídios na população branca e de aumento na população negra”.

Bom lembrar que o Brasil também é signatário da “Convenção Para a Prevenção e Repressão do Crime de Genocídio”, que considera genocídio, entre outras hipóteses, assassinatos cometidos “com a intenção de destruir, no todo ou em parte, um grupo nacional, étnico, racial ou religioso”.

Frente aos dados expostos e ao conhecido histórico de 388 anos de escravidão e posterior marginalização e perseguição da população negra formalmente liberta, inevitável enquadrar a situação como caso típico de genocídio, nos termos da aludida hipótese.

Nesse sentido, afirma Ana Flauzina[4] que “a forma de movimentação do sistema penal brasileiro, fundamentada na violência e na produção de mortes, tem o racismo como variável central”.

Segundo Flauzina:

Aqui, o genocídio está na base de um projeto de Estado assumido desde a abolição da escravatura, com a qual nunca se romperá efetivamente. A agenda genocida é recepcionada pelos sucessivos governos que assumiram a condução do país desde então, sem que se alterassem os termos desse pacto. Daí a grande dificuldade de ter acesso ao projeto: ele não é episódico, mas estrutural.

Assim, àquelas e àqueles engajados na construção de um Estado realmente Democrático e de Direito, livre de genocídios, resta concluir não apenas pela manifesta plausibilidade do PL 4471/2012, mas também pela urgência de sua aprovação diante do cenário de ascendente violência policial por todo país.

A proposição torna-se ainda mais relevante diante da recente aprovação, pelo Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (CDDPH), da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), da Resolução 8/2012,que prevê a substituição dos termos “autos de resistência” e “resistência seguida de morte” por “lesão corporal decorrente de intervenção policial” ou “morte decorrente de intervenção policial” e determina que os casos devem ser investigados pela Delegacia de Crimes contra a Pessoa ou por uma delegacia com atribuição similar.

Diante do descalabro representado no genocídio constante da população negra, impõe-se a todas e todos parlamentares a tarefa de aprovar, celeremente, essa importante lei que, ao encontro das disposições contidas na Constituição da República e dos compromissos internacionais para a promoção de direitos humanos firmados pelo Brasil,  extinguirá as obscuras figuras dos “autos de resistência” e “resistência seguida de morte” e contribuirá para a desestruturação da política genocida que permeia o sistema penal brasileiro.

Por essas razões, as organizações, órgãos e movimentos subscritos requerem seja o PL 4471/2012 aprovado celeremente, possibilitando-se a ampliação do controle sobre a atividade policial e, espera-se, a redução substancial dos casos de execuções cometidas por policiais.

ASSINAM:

Ação dos Cristãos Para Abolição da Tortura (ACAT-BRASIL)
Associação dos Servidores do IBGE de São Paulo (SSIBGE/SP)
Associação Juízes Para a Democracia (AJD)
Associação Pela Reforma Prisional (ARP)
Brigadas Populares
Centro de Direitos Humanos e de Educação Popular Campo Limpo (CDHEP)
Centro de Direitos Humanos Sapopemba (CDHS)
Círculo Palmarino
Coordenação Nacional de Entidades Negras (CONEN)
Fórum de HIP HOP - SP
Instituto de Defesa do Direito de Defesa (IDDD)
Instituto de Estudos da Religião (ISER)
Instituto Paulista da Juventude
Instituto Práxis de Direitos Humanos
Instituto Terra, Trabalho e Cidadania (ITTC)
Justiça Global
Levante Popular da Juventude
Luta Popular
Mães de Maio
Movimento Negro Unificado (MNU)
Núcleo de Consciência Negra na USP
Núcleo Especializado de Cidadania e Direitos Humanos da Defensoria Pública do Estado de São Paulo
Ouvidoria-Geral da Defensoria Pública do Estado de São Paulo
Pastoral Carcerária – CNBB
Pastoral Carcerária do Estado de São Paulo - CNBB Sul I
Pastoral da Juventude da Arquidiocese de São Paulo
Pastoral da Juventude do Regional Sul 1 – CNBB
Rede Extremo Sul
Rede 2 de Outubro
Setorial Nacional de Negras e Negros da Central de Movimentos Populares do Brasil (CMP)
Sindicato dos Advogados do Estado de São Paulo

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013


V - SEMANA DO HIP HOP 2013
“CONTRA O GENOCÍDIO DA JUVENTUDE E POR UMA POLÍTICA MUNICIPAL DE ENFRENTAMENTO DA VIOLÊNCIA CONTRA A JUVENTUDE NEGRA, INDÍGENA E PERIFÉRICA”
 
O Fórum Hip Hop Municipal, da cidade de São Paulo é um espaço aberto de diálogo entre pessoas, posses, grupos e integrantes do movimento Hip Hop da cidade de São Paulo.
Desde agosto de 2005, o fórum, representado por mais de trinta coletivos de Hip Hop de diversas regiões da cidade, tem se reunido para discutir políticas públicas de juventude  a partir das demandas do Movimento Hip Hop baseadas em 8 eixos temáticos definidos nos primeiros encontros:
1.       Difundir o Hip Hop
2.       Elaborar políticas públicas de juventude
3.       Inserir o Hip Hop como tema transversal da educação
4.       Combater a discriminação de gênero
5.       Organizar uma agenda do Hip Hop na cidade
6.       Combater a discriminação racial
7.       Atuar contra a violência policial
8.       Geração de  emprego e renda.
A Semana do Hip Hop é uma conquista da juventude negra da cidade de São Paulo, desde meados da década de 1990, vem reivindicando junto ao legislativo municipal a inclusão das manifestações do Hip Hop no calendário de eventos da cidade. Em 2004 a lei municipal 13.924 instituiu a Semana do Hip Hop. Embora aprovada e sancionada pelo Poder Executivo Municipal não entrou efetivamente em vigor, pois, os governos conservadores Serra-Kassab se recusaram a cumprir a normativa. Após intensas mobilizações do  Fórum Hip Hop Municipal, a Semana do Hip Hop foi incluída na Consolidação de datas comemorativas, eventos e feriados da cidade de São Paulo - LEI MUNICIPAL 14485/2007. Ainda assim a lei não foi cumprida pelos prefeitos de plantão, em 2008 o Fórum participou de audiência pública sobre orçamento na Câmara de Vereadores e pediu inclusão de rubrica orçamentária para a execução da referida lei, mas o prefeito Kassab congelou os recursos financeiros, como último recurso do Estado Democrático de Direito, o Fórum Hip Hop em julho de 2010 ingressou com uma representação na Promotoria de  Justiça do Patrimônio Público e Social do Estado de São Paulo, finalmente em outubro do mesmo ano a prefeitura dignou-se em prever recursos da ordem de 100 mil Reais para a execução da Semana do Hip Hop, conforme acordo junto ao Ministério Público.
SEMANA DO HIP HOP LEI MUNICIPAL 14485/2007:
LIX - segunda quinzena de março:
A Semana do Hip Hop, incluindo obrigatoriamente o dia 21 de março, quando se comemora o Dia Internacional de Luta Contra a Discriminação Racial, devendo as comemorações referidas neste inciso contar com representantes do movimento Hip Hop, em suas quatro manifestações: o Break, o Graffit, o DJ e o B. boys; ativistas de organizações não-governamentais que desenvolvam trabalhos sociais voltados para o combate ao racismo; e alunos da rede municipal de ensino, podendo ser estendidas aos demais munícipes, compreendendo, entre outras, atividades culturais que divulguem o Hip Hop e que desenvolvam a compreensão sobre o papel da juventude afro-brasileira e da periferia, rompendo preconceitos e idéias estereotipadas, e os Poderes Executivo e Legislativo deverão envidar esforços no sentido de colaborar com os representantes do Movimento Hip Hop e organizações não-governamentais que tratam da luta anti-racismo, na organização e realização das atividades que compõem o evento.
 
JUSTIFICATIVA DO TEMA
O Estado de São Paulo tem sido palco de atos de atrocidades e não é de hoje: Massacre do Carandiru em 1992; Operação Saturação desde 2005; Os Crimes de Maio de 2006, mais de 400; assassinatos de MC’s na baixada santista, entre abril e maio de 2012 foram 6 óbitos. Trata-se de uma prática de Violência de Estado, Extermínio e Genocídio da Juventude. A média de homicídios contra os jovens no Brasil se manteve na casa dos 8,5 mil anuais durante a última década.
Nas palavras da defensora pública, Daniela Skromov de Albuquerque,  “Uma guerra silenciosa acontece em São Paulo”. Até julho do ano passado, a Polícia Militar de São Paulo foi responsável pela morte de 200 pessoas, somente na capital, e a Rota (Ronda Ostensiva Tobias de Aguiar), nos primeiros 5 meses de 2012, matou 45 suspeitos. No mesmo período de 2011, foram 31 mortes, e em 2010 foram 22, o que representa um aumento de 104,5% em dois anos.  Em apenas 15 dias, entre 13 e 28 de junho de 2012, aconteceram 140 mortes na capital paulista, o dobro do mesmo período de 2011. Esta guerra do Estado Penal que acontece em São Paulo, contra o jovem da classe trabalhadora, reflete,  de forma mais exacerbada, o drama brasileiro da violência. Segundo uma compilação de pesquisas da Pastoral Carcerária e do Instituto Sou da Paz, a principal vítima desta guerra tem um perfil definido. É homem, de 15 a 24 anos, pardo ou negro, e possui atividade remunerada no mercado informal. No Brasil, morrem 139% mais negros do que brancos. Entre 2001 e 2010, o número de mortes violentas de jovens brancos caiu 27,5%, já o número de vítimas negras aumentou 23,4%.
O “estado bandeirantes” mantém hoje um índice histórico de mortes cometidas por policiais. São Paulo mantém uma média oficial que gira em torno de 500 a 600 mortes cometidas por policiais, anualmente, número maior que o total de mortes oficiais cometidas por agentes do Estado durante todo o período da ditadura, isso no Brasil.
Embora a Constituição Brasileira, em seu artigo 227, estabeleça que os Jovens sejam Prioridade Absoluta e a Declaração Universal dos Direitos Humanos de 10/121948, ambas visem proteger o ser humano de todas as formas de violência, o Estado de São Paulo, vem desrespeitando os respectivos diplomas legais.
Diante desse cenário de Operações Saturadas, o Fórum Hip Hop Municipal dando sequência e continuidade às Semanas do Hip Hop, realizadas respectivamente em 2011 e 2012, propõe  um aprofundamento do tema sobre o Genocídio da Juventude Negra e que possa resultar  em ações tais como:
1.       Desmilitarização da Polícia Militar e a extinção da Rota Comando;
2.       Responsabilização do Governador do Estado de São Paulo Geraldo Alckmin e da cúpula da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo por crimes contra os Direitos Humanos e de Genocídio da Juventude;
3.       Formulação, Implementação e Execução em nível municipal do Plano Nacional de Enfrentamento da Violência contra a Juventude Negra da Secretaria de Geral da Presidência (Governo federal);
4.       Implementação do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania – PRONASCI, na Cidade de São Paulo;
5.       Criação de uma Agenda de Enfrentamento da Violência Contra a Juventude Negra;
6.        Campanha Municipal contra o Genocídio da Juventude Negra, Indígena e periférica;
7.       Elaboração e Entrega do Prêmio Sabotage às posses, organizações comunitárias e agrupamentos de Hip Hop.
 
Texto escrito por:
Djalma Lopes Góes
Rapper do COLETIVO DE ESQUERDA FORÇA ATIVA
Apoiador dos Fantasmas Vermelhos
Integrante do Fórum Hip Hop Municipal – SP.
 
Fórum Hip Hop & Políticas Públicas de Juventude

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013


HIP HOP COMO PROJETO POLÍTICO SOCIAL EMANCIPATÓRIO.
Rapper Pirata- rapperpirata.blogspot.com


São Paulo, 02 de janeiro de 2013 -       O erro dos formadores de politicas públicas para juventude pobre no Brasil é a idealização de formação de novos trabalhadores em desenvolvimento, os que serão explorados pelo capital; ou a visão preconceituosa e racista de agentes criminosos.   O resultado efetivo dessas formas de visão  politicas se dá no  aumento de mortes, aprisionamento em massa, número de desempregados que estão em condição de rua (estão condicionados a tal situação) ou continuam morando em locais precário sem saneamento mínimo, distanciamento precoce da escola, usuários precarizados no atendimento do sistema único de saúde, consumidores em potencial de endividamento, não participantes efetivos nem de programas de cunho social.  
   É saber notório que as politicas públicas voltada para a juventude, digo a que se formou na década de oitenta até o dia de hoje, sempre tiveram como foco a prevenção a violência, como todos fossem violentos por estar na miséria gerenciada por organismos institucionais corruptos, a pobreza extrema que cristalizou-se e aumentou com o neoliberalismo chancelado pelo o governo do sociólogo Fernando Henrique Cardoso.
   E há também a preparação de novos trabalhadores para indústria, essas que pagam menos de dois salários mínimos, que desde da década de noventa não projetou reajuste reais dos salários, que foram sempre achatados em crises criadas por mandatários do país. Uma justificativa para educação voltada para tecnicidade, ela forma somente massa de reserva de trabalhadores que desde do fim da escravidão são chamados de desqualificados. Mais uma falácia para empresários  empurrar para o governo e para os próprios trabalhadores não salariados a tal  qualificação profissional. Assim se organiza uma educação  sem questionamento político social de transformação, o qual poderia mudar a sociedade. O ensino precarizado de seres técnicos nas instituições de ensino, seja médio até superiores pública ou privadas e sempre a galinha do ovos de ouro dos políticos-empresários, eles usam o estado para ganharem, explorarem e controlarem a nação. 
   Enquanto  ideias de roupagens novas de juventude voltadas ao trabalho necessitam ser transversais em secretarias ou ministérios, sem nenhum  questionamento da sua efetivação, sem deixar de mostrar o preconceito de uma mensagem subliminar, considerando o jovem pobre como vagabundo. Ele necessita trabalhar para educar-se e para sobreviver, discurso percebido por legisladores veiculado a forças autoritária do Brasil, e também perpetuado pelos donos da senzalas referente aos seres humanos que estavam condicionados à escravidão.
   Nesse situação histórica social que se dá o movimento hip hop no Brasil e no mundo. 
   Sendo especifico nesse país. O legislativo e o executivo não olham para o potencial que o hip hop tem a favorecer para a  politização da nação, ações que partidos políticos importantes deixaram para manterem uma nova classe, uma nova elite também crê que o pobre será sempre o 'problema mano!'. O movimento  tem em sua essência a emancipação, (não pretendo aqui discutir a teoria filosófica), do ator que nele está envolvido. 
   Eu não valorizo o empreendedorismo e voluntarismo porque não há um mercado sólido para tais concepções liberais, que são ópios sociais inventados que trazem dentro dos seus discursos valores negativos para o trabalhador pobre,  essas tais ações somente potencializam a exploração capital-indústrial.
   Voltando ao hip hop. Ele tem o potencial de emancipação do jovem, porque ele além de desenvolver sua arte, começa a ampliar sua percepção de sujeito social tornando-se critico de sua realidade, criando diversas atividades para a garantia de seus direitos e de seus familiares e vizinhos pela rimas, graffites, riscando discos, dançando break, escrevendo, fotografando entre outra técnicas para passar a mensagem e entender-se como sere coletivo. O indivíduo preto (aqui incluo todos os filhos da miscigenação cientifica que desejava embranquecer a nação até a década de setenta para sermos com a Europa, também fora o inicio do hip hop estadunidense),  pobre e morador da periferia do capital deixa de ser um jovem branco de perfil alienado da ideologia ariana propagado pela  televisão, rádio até meios virtuais. Esse jovem que sua família se estrutura com a apropriação da riqueza do país de formas nefastas.
   O hip hop é o grande responsável pela da valorização da autoestima (não estou aqui realizando análise da área da psicologia) da periferia com maior visibilidade na década de noventa, e mantêm- se até hoje, com  essência nas questões históricas do movimento negro e de resistência do povo brasileiro e do mundo. Questões vistas como de minoria pela na mídia 'brazilestadunidense' e nos bancos intelectuais europeus das acadêmias. 
   O movimento hip hop não é somente uma manifestação cultural criada pelos bárbaros, o hip hop é responsável do grande número de jovens pobres nas universidade; da utilização das potencialidades do barateamento  da indústria de informática áudio visual; formação de educadores sociais; criação centro de culturais periféricos, pela direção e elaboração de projetos artísticos de grande e pequeno porte, organizações politicas com ações nas periferias do país, pela produção de vestuários e moda estética e visual;   entre outras formas.
O hip hop tem como potencializar a juventude dos pobres, não como uma transição para a fase adulta, e sim como a construção de uma estrutura de viver no país.