Translate

quinta-feira, 14 de junho de 2012

REFLEXÃO DO DEBATE



HIP HOP FILMES – TEM HOMOFOBIA NO HIP HOP?

O Forum de Hip Hop Municipal SP promoveu  no dia 06 junho de 2012, no horário das 18hrs, o diálogo com o tema  Têm Homofobia no Hip Hip? Convidamos atuantes na causa GLBTS e o movimento hip hop para essa roda de conversa. Resultado abaixo.
Houve também a projeção  do documentário “NÃO GOSTO DOS MENINOS”  do direto Andre Matarazzo,link  http://www.youtube.com/watch?v=kP2HT8s4Kjo  e  as apresentações artísticas; Dj Simonne, Extremo Leste Carlel, Lil MR e  a rapper Lua Rodrigues.

Provações do Fórum Hip Hop Municipal SP para  a troca de idéias:

Mediador Rapper PIRATA.
O hip hop brasileiro sempre é acusado por questões que transpassam as suas ações, porque os hip hopers desde seu inicio combateu e combatem os estereótipos cultuados por essa sociedade.

Então o Fórum de Hip Hop  Municipal SP trocar ideias o tema homofobia para entendermos: Se o movimento que é homofóbico ou a sociedade? Uma das acusações para justificarem que o hip hop é homofóbicos,  sempre é através das  letras dos mcs; Outra é por não haver ainda um artista  do gênero masculino, que se revelasse homossexual, como fosse um paradigma para a liberdade que a periferia rima, graffita, risca e dança

Roseany (Jovens Feministas de São Paulo e Casa Viviane dos Santos)
 A homofobia não é só uma questão do hip hop e sim de toda uma sociedade capitalista.
Não é só discriminado apenas os homens na sociedade brasileira, pois as mulheres também sofrem preconceito com machismo existente; A  semana passada estava eu e a minha namorada andando na Avenida Paulista (SP- Brasil) de mãos dadas,  e um homem atacou uma garrafa em nós.
A situação na minha casa tendeu a melhorar no decorrer do tempo.
 Estamos na semana da Parada Gay, que deixou de ser um momento de luta, para ser somente  festa.
Agora denominamos o movimento de LGBT, pois a sociedade ainda acredita que todas as
transexuais são prostitutas, não tendo o discernimento do que vem a ser.
Keyllen Nieto (Ativista Colombiana)  
Atuo com hip hop na Colômbia.
 O hip hop surgiu como um movimento urbano de rua, denunciando as mazelas de um estado racista e desigual, disseminando conceitos de combate às injustiças sociais;  O hip hop esteve presente na luta contra o Apartheid na África do Sul, já na América Latina vem tomando proporções maiores, desde a luta contra as desigualdades sociais, perpassando pela questão de discriminação racial, pois quem está morrendo por conta das injustiças são os jovens homens da pretos da periferia.
Há espaços culturais que tem papel de trazer os questionamentos contra as opressões postas nessa sociedade; O  hip hop não é o responsável somente por essa situação, mas tem papel de discutir e problematizar o contrates social que determina quem oprime e quem é oprimido. No início de nosso desenvolvimento social, estavamos restringidos ao nós apenas com os entes queridos, quando vamos para a escola ou para a rua começamos a ampliar o nosso leque coletivo “o nós”, chegando ao coletivo geral de toda uma sociedade, por isso o combate e manifestações precisam ser ampliadas, pois dentro desses movimentos mesmo de Direitos Humanos, por isso parabenizo esse espaço, pois nos propicia poder ampliar o “nós”.
Pierre (Juventude LGBT)  
O hip hop é vista como uma cultura voltada para o homem, tanto que faz pouco tempo que existem mulheres no movimento; Então por isso como me sentiria eu GAY visto dentro do movimento hip hop? Pois o GAY é visto como mulher. Não existe somente homofobia, mas também machismo, racismo, etc.  Das poucas músicas do hip hop que escutei, em sua maioria falavam de questões raciais, não toca na questão da mulher ou da homofobia.
 Espaços de atuação só homem vai haver machismo por exemplo o futebol: “O Richarlison quando foi pra ser contratado por uma time de futebol (Palmeiras), não o foi por ser homossexual. Assim como não tem investimento e interesse sobre as mulheres no futebol, como encaramos questões como essa?”
 O casamento civil ainda não foi legalizado no Brasil. E nós do movimento LGBT queremos igualdade de direitos civis em comparação com os heteros, somente garantindo a união estável.
 Onde foi constituído como natural das coisas é que homens  devem crescer casar e ter filhos?
 A Parada GAY hoje tem um caráter econômico e mercadológico, traz fluxo de consumo para a economia do país.

Provocações:
Rapper Gegê
 As prioridades do hip hop são pautadas nas questões de discriminação. Nunca
vimos um cara do hip hop agredindo um gay, mas traz outros problemas. Como
poderemos fazer o link entre hip hop e o movimento LGBT discutindo essas questões
fundamentais?
Jornalista Geraldo
Não vejo que o movimento hip hop é machista, pois toda sociedade é machista. O gay curte baladas eletrônicas e essas festas são as mais caras, mas como fica o gay pobre que não tem condições de fazer parte desses ambientes e ainda precisa lidar com
a violência policial?
 Além de o futebol ter sido machista com relação ao Richarlison, o poder judiciário também o foi?
Rapper Iceboy
As igrejas protestantes massacram os gays com seu moralismo, assim como a
mídia que caracteriza-o de forma estereotipada.
Rapper Tito  
O hip hop sempre foi machista, porque faz parte da sociedade, mas não foi o hip
hop quem o criou. Como o hip hop se propõe a discutir várias questões temos
que também tomar essa discussão. As mulheres sempre foram discriminadas, pois
precisavam usar roupas masculinas para serem aceitas, precisamos romper e minimizar questões como essas e outras, assim como os gays.
 O que podemos fazer junto com as forças oprimidas para a libertação humana?
Marcelo Dila
Não podemos generalizar e dizer que não tem homossexuais no hip hop; Pois não conhecemos todos e, uma vez que o problema não está no movimento, mas sim nas pessoas que o compõe, então como romper com isso?

Nenhum comentário: