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domingo, 17 de julho de 2011

QUESTÕES ALUCINANTES

RAPPER PIRATA

Então! Não dá para passar o panorama do hip hop porque o movimento é um aglutinador de idéias novas e antigas da sociedade que estamos inseridos. Porém eu como rapper e analiso o discurso dos defensores da legalização das drogas e acabo tendo alguns pontos a ser questionado:


Os defensores da legalização dizem; Que desejam defender os dependentes químicos (pertencentes a classe média alta), mas querem a prisão rigorosa do tais traficantes (pobres, moradores de rua); Todos nós sabemos que esses trabalhadores do mercado ilícito, muitas vezes são dependentes ou pessoas que buscam alternativas para terem resposta da miséria (nessa sociedade midiática de fragmentação de vidas). Então não dá para apoiar esse discurso, porque nós moradores dos guetos e periferia que somos os tais traficantes.


Também há o discurso do plantar; Mas a cocaína, lsd, balinha são produtos da industria química, que transforma a matéria prima da papola e folha de coca em crack e etc... Então plantar é uma idéia enfraquecida para defesa da utilização de narcóticos.


Os nossos ancestrais nativos utilizavam essas ervas para terem contato com os espíritos. Agora ficar chapado é somente para fugir da realidade das doenças da depressão.

Também os produtos químicos são utilizados em guerras para soldados combater o seus inimigos que não conhecem; em aborto ilegal, etc... Nós do hip hop a uma cota dizemos que não é a droga que vai trazer as soluções, e sim agravar a tragédia humana. Lógico que não julgamos os nossos, a base da força de trabalho do tráfico. Principalmente porque no banco dos réus ou na mira do revolver do estado está lá os Marcelos, Joãos, Pamelas, Antonias, Juniors que viveram e cresceram com a gente; Pessoas que a mídia chama por vulgos nas suas matérias, não reconhecendo o seu direito de terem nomes.


Eu sou morador do centro de SP e conheço os efeitos do crack deste de 1987, que desde essa data vejo como anda as vidas das ruas de uma população que somente aumenta . Uma doença que os estados não se mostram preparados para enfrentar, principalmente quando seus representantes tem como ideologia o estado mínimo. Então aqui em SP temos a mesma administração pública há quase 20 anos, onde somente agravou-se o tal problema, e contra resposta como prevenção vão prendendo mais seres humanos, no artigo hediondo do trafico. Por isso sou contrario a idéia vendida pela mídia que o Fernando Henrique Cardoso é politico avançado em seu tempo, sendo que seu justo o seu partido que está administrando o estado. Tru ele não é uma liderança, e diz para o PSDB ser mais direitista? Hum... Justo esse partido que vem implantando o estado policia.


O negócio das drogas é um mercado financeiro que se gera mais lucro na história do capital, por essa razão tem muita gente ganhando com ele. Todos ficam discutindo a ponta do Iceberg, que para mim é controle social negativamente,

Deste do dia que assistir Black Panter´s notei a evolução da droga em minha geração. Muito perceberam como essa droga crack enfraquece as movimentações politicas, tanto que com seu aumento o hip hop foi enfraquecendo politicamente.

Sei também que o inicio da historia do crack foi uma estratégia financeira da CIA para arrecadar grana e financiar a guerra contra a Nicarágua. Independente da penalização dos guetos estadunidense, lá sua maioria são de latinos, pretos, chineses entre outras nacionalidades, bem diferente do ariano: evangélico, branco, macho e rico.


Um baseado na mão dos nossos movimenta uma cadeia enorme de dinheiro que passa pelo latifundiário da erva (não é a plantinha em casa que vai sustentar o consumo em grande escala), a indústria química, o grande negociador, a corrupção policial, promotores, juízes, Ongs, políticos e a ideologia de controle da população; o medo.


Também há o mercado licito e ilícito. A idéia do ilícito é uma maneira dos estados não responsabilizarem-se pelo cidadão, porque esse optou pelo vida ilícita. Como todos sabem os efeitos dos narcóticos nos seres humanos, as gestões políticas dizem-se não responsáveis por aqueles inseridos no que chamam de crime. É mais eles também geram impostos até na aquisição do isqueiro para acender a pedra. Para ninguém sentirem-se responsáveis com as pessoas, flutua uma abstração em nosso subconsciente, que elas fazem parte de gangues no mundo, como Mafia Ilalia, Crips, Bloods, Natin King, Maras 13, Cv, Terceiro, PCC e entre outras formas de estereotipar, aqueles que são vitimas da falência da família, do estado, da igreja e entre outras instituições dos tais homens de bem.

Por isso me julgo gangsta por não acreditar nessa sociedade que não transforma somente aliena.

A droga não é o problema e sim a miséria, ela que desregula a distribuição de renda no mundo.


Ultima questão você acredita que os estados vão legalizar as drogas? Será que eles tem a capacidade de tirar das cadeias as mulheres e homens que foram presos com parangas de marihuana; Se isso se concretizar, como vê los membros sociais? Porque esse lance de ressocializar é não enxergar o apenado como ser humano.


Veja o que o hip hop fez e faz com quem apreende todos os dias com ele.

Valeu Rapper Pirata


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